Operação da PF apura suposto esquema de corrupção em Congonhas e Santos Dummont

A investigação começou após a comunicação dos fatos pelo Ministério da Infraestrutura, que apurou um procedimento interno da própria Infraero que identificou a suposta irregularidade

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (21) uma operação para apurar um suposto esquema de corrupção na Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária).

uma foto da Polícia Federal
Foto: Divulgação.

Cerca de 90 policiais federais foram mobilizados para cumprir 19 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em outros cinco estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Rio Grande do Norte).

A PF afirma que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações das áreas de quiosques nos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Segundo a PF, as áreas eram subavaliadas para que empresas sem ligações com o grupo fossem desqualificadas e ficassem de fora do processo de licitação.

A PF diz ainda que, com isso, era possível a contratação de propostas menos vantajosas, o que pode ter acarretado fraudes de cerca de R$ 10 milhões.

A investigação começou após a comunicação dos fatos pelo Ministério da Infraestrutura, que apurou um procedimento interno da própria Infraero que identificou a suposta irregularidade, de acordo com a PF.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, corrupção, violação de sigilo funcional e crimes licitatórios.

A Infraero afirma que foi a própria empresa que iniciou as investigações preliminares decorrentes de denúncias.

“Deste trabalho da Infraero resultaram três ações distintas: processos disciplinares internos, processos de apuração de responsabilidade das empresas envolvidas e inquérito instaurado pela Polícia Federal. Seguindo as regras de Compliancedo Ministério da Infraestrutura (MInfra), a Infraero encaminhou o relatório conclusivo das investigações internas à Subsecretaria de Conformidade e Integridade do MInfra, no âmbito do Programa Radar Anticorrupção, que, por sua vez, o enviou à Polícia Federal”, diz o comunicado da estatal.

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