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Piracicaba

Olhando as eleições, líder do PP em Piracicaba fala sobre a Lava Jato

Junior Cardoso

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Vereador é presidente do diretório municipal do PP há 17 anos - Foto: Divulgação / Foto: Fabrice Desmonts

Vereador é presidente do diretório municipal do PP há 17 anos – Foto: Divulgação / Foto: Fabrice Desmonts

Em pronunciamento na 10ª reunião ordinária, nesta segunda-feira, 9, o vereador Carlos Gomes da Silva (PP), o Capitão Gomes, disse estar “consternado e indignado” com a divulgação dos nomes de 32 parlamentares do Partido Progressista na operação Lava Jato, que apura possível esquema de corrupção e desvio de recursos da Petrobrás.

O vereador, que é presidente do diretório municipal do partido há 17 anos, destacou que, apesar de a operação Lava Jato ainda estar na fase inicial das investigações, a simples citação dos nomes de deputados e senadores do seu partido já é suficiente para causar um grande mal-estar. “Nenhum partido deve ser criminalizado por possíveis desvios de conduta de seus filiados, com ou sem mandato”, afirmou o parlamentar, que também reiterou ser contrário às manifestações de ódio que vêm sendo espalhadas pelas redes sociais.

Ele enfatizou que nunca foi conivente com atos de improbidade e, em se confirmando o envolvimento do seu partido no esquema de corrupção, pedirá a imediata expulsão dos condenados. “Essa é a má política, da qual não me permito pertencer”, disse.

Ao concluir sua fala, Capitão Gomes foi citado pelos vereadores tucanos José Aparecido Longatto, Pedro Kawai e André Bandeira, como um exemplo homem público. “Toda a cidade de Piracicaba sabe da retidão de caráter do vereador Capitão Gomes”, observou Bandeira, líder do PSDB na casa.

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ELEIÇÕES DE 2016:

O líder do PP justificou na tribuna um dos motivos que o levou ao pronunciamento na casa. “Por que que eu faço esse pronunciamento? Porque nós estamos naquela fase de pré-eleição que acontecerá ano que vem” disse ele que completa “Eu já tive candidatos que começaram a me procurar e me disseram: Capitão Gomes eu gostaria até de me filiar ao seu partido, mas infelizmente essa marca do PT machuca”.

Além da corrupção na Lava Jato, onde o PP sozinho tem quatro vezes mais acusados que os outros partidos juntos, a Polícia Federal investiga contratos do Ministério da Saúde onde o partido teria desviado dinheiro do remédio Viagra que era distribuido pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.

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