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Piracicaba

Famílias de presos ameaçam fazer protesto no ‘cadeião’ de Piracicaba

Redação - PIRANOT / PORJUCA

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Foto: Arquivo

Foto: Arquivo

Famílias de presos do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Piracicaba, o ‘cadeião’, estão revoltadas e promovendo na internet uma mobilização contra a situação que se encontra o presídio. Segundo elas, os presos estão ‘sofrendo’.

Ana Patrícia publicou em nosso grupo de interação uma queixa. “Queremos que as autoridades, até os direitos humanos, tomem providencias. A comida vem crua, agua nunca foi potável, há superlotação – 45 presos em cada cela sendo que a capacidade máxima é para 12. Chegaram a ficar dois dias sem banho. Quem está doente chega a ficar até 30 dias esperando para ser atendido”, disse.

Viviane Santos também publicou no grupo. “Eu e mais milhares de mulheres que visitamos o CDP pedimos ajuda, pois nossos presos estão sendo tratados como animais. Sabemos que eles erraram, mas já estão pagando pelos seus erros, por favor, escute o apelo de várias famílias que sofrem por seus filhos, maridos e pais”, desabafou.

Uma outra moça também publicou algo parecido, porém a repercussão foi negativa e ela acabou excluindo do post depois de mais de 30 comentários. In box pelas redes sociais, outras cinco mulheres enviaram mensagens com o mesmo teor. Todas foram recebidas entre domingo e quarta-feira em perfis do PIRANOT e de seus colaboradores.

Diante da onda de reclamações vindas do ‘cadeião’, o portal de notícias entrou em contato com a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) do Governo do Estado de São Paulo, que em nota disse que as informações “não procedem”.

“A alimentação está sendo fornecida normalmente e de acordo com a legislação vigente. Desde dezembro de 2015 duas novas equipes de saúde compostas por médicos, dentistas, enfermeiros e auxiliares de enfermagem prestam atendimento diário na unidade. Quando necessário é realizado o deslocamento do preso para atendimento externo com médico especialista, sendo prestada toda a assistência necessária”.

Sobre as queixas de más condições, a SAP disse que “os pavilhões habitacionais passaram recentemente por processo de revitalização com a realização de pintura do espaço de recreação e interior das celas e foram efetuados reparos estruturais para melhor acomodação dos presos. Todo o processo foi acompanhado pela Juíza Corregedora da região, que realiza visitas mensais à unidade.”

Sobre a reclamação de superlotação, a secretaria apresentou números. “O sistema penitenciário paulista é o maior do país. Mais de 300 pessoas dão entrada por dia no sistema, incluindo, nesse cálculo, os finais de semana, feriados e dias santos. De 1º de janeiro de 2011 a 15 de fevereiro de 2016, a população carcerária de São Paulo cresceu em 60.269 presos. Considerando que as unidades penais que vem sendo construídas tem capacidade para cerca de 800 presos, chega-se facilmente à conclusão de que, para atender essa demanda, seria necessária a construção de no mínimo uma unidade penal por mês, o que ainda não atenderia por completo.”

Para tentar diminuir a população carcerária, a SAP diz que tem investido no programa de regime semiaberto, seja pela ampliação das atuais vagas, seja pela construção de alas em unidades penais de regime fechado. Dentro do programa, já foram entregues 7.379 vagas e estão em construção outras 804 vagas. “A Secretaria também não tem medido esforços para ampliar o programa de Centrais de Penas e Medidas Alternativas”, diz a nota.

No meio da semana, duas mulheres disseram ao PIRANOT que pretendem neste final de semana promover uma manifestação pacífica na frente do CDP.

Fundado em 18 de novembro de 2011, o Jornal PIRANOT é uma marca da Empresa Júnior Cardoso LTDA. Aqui, notícias de Piracicaba são prioridades. Confira tudo o que acontece de mais importante na cidade em tempo real. Jornalismo 24 horas de plantão.

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