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Piracicaba

Em Piracicaba, duas pessoas sofrem golpe em agências do Banco do Brasil

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Rafael Fioravanti

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E ambos os golpes ainda ocorreram no mesmo final de semana, dias 27 e 28 de janeiro

Foto: Divulgação.

No mesmo final de semana, duas pessoas registraram Boletim de Ocorrência, em Piracicaba, afirmando que foram vítimas de estelionato em diferentes agências do Banco do Brasil.

O primeiro caso aconteceu no dia 27 de janeiro, no Banco do Brasil da Avenida Independência. Na ocasião, uma empresária de 50 anos relatou à polícia que, ao inserir seu cartão no caixa eletrônico, constatou que o mesmo foi rapidamente engolido pelo caixa.

Sem saber o que fazer — e por recomendação de duas pessoas que utilizavam os caixas ao lado — a empresária entrou na agência e usou um telefone disponível para clientes para fazer uma ligação ao banco.

Durante a ligação, a pessoa do outro lado da linha disse à empresária que só podia estar fazendo o cancelamento do cartão mediante a senha.

Assim que a empresária informou, então, a sua senha, a mulher do outro lado disse a ela para ficar tranquila, visto que o cartão já havia sido cancelado. A pessoa também recomendou à empresária que fosse embora e largasse o cartão ali no caixa, pois um agente do banco se encarregaria de retirá-lo posteriormente.

Assim que a empresária chegou em sua residência, entrou em contato com seu gerente e informou o ocorrido. O gerente informou-lhe que se tratava de um golpe, visto que, no interior das agência, não existem telefones disponíveis para uso dos clientes.

O segundo caso de estelionato ocorreu no dia seguinte, 28 de janeiro; desta vez, na agência da Avenida Rui Barbosa.

Na ocasião, um aposentado de 60 anos relatou à polícia que, ao inserir seu cartão no caixa eletrônico para conferir seu extrato, constatou que o mesmo também ficou retido ali no caixa.

Por recomendação de um casal que utilizava o caixa ao lado, o aposentado entrou na agência para usar um telefone de contato direto com o banco.

Foi só mais tarde que o aposentado tomou ciência de que várias compras haviam sido feitas em seu cartão.

Estelionato

Ambos os episódios ocorreram no mesmo final de semana: dias 27 e 28 de janeiro — respectivamente, sábado e domingo.

E ambas histórias trazem pontos em comum: primeiro, cartão retido no caixa eletrônico; segundo, pessoas que se oferecem para ajudar, recomendando que a vítima utilize um suposto telefone dentro das agências bancárias.

É importante que os consumidores tomem ciência de duas coisas:

  • Não existem telefones disponíveis para os clientes dentro das agências bancárias;
  • E jamais vá embora e abandone seu cartão retido nos caixas.

Como prosseguir?

Caso o cartão bancário seja “engolido” pelo caixa, o consumidor deve ficar atento para evitar possíveis prejuízos financeiros.

Conhecido popularmente como “chupa-cabra”, o dispositivo prende o cartão no caixa e rouba dados bancários.

Assim que o cartão ficar preso no caixa eletrônico, é recomendado que o consumidor ligue imediatamente para o banco (ou para a administradora) de seu cartão e exija o bloqueio imediato.

A responsabilidade pela segurança dos caixas eletrônicos é exclusivamente das instituições bancárias e caso o consumidor seja lesado financeiramente, é possível exigir indenização. É inaceitável que os criminosos entrem numa agência bancária, onde há tantas câmeras, e ainda consigam instalar o equipamento nos caixas sem serem notados.

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Rafael é formado em jornalismo (comunicação social) pela Universidade Mackenzie, em São Paulo. Possui experiência em redações e editoras literárias. Integra a equipe do Jornal PIRANOT desde dezembro de 2017.

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