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Piracicaba

Alguns ônibus de Piracicaba não possuem estrutura para transportar cadeirantes

Rafael Fioravanti

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Ontem (10), a equipe do PIRANOT recebeu, por telefone, uma denúncia que está se tornando mais constante a cada dia que passa: o despreparo de alguns ônibus para receber cadeirantes, em Piracicaba.

Por meio de uma denúncia recebida pela leitora Juliana, no sábado passado, dia 3 de fevereiro, o ônibus 1100-23 — responsável pelo bairro Bosques do Lenheiro — não tinha condições adequadas de transportar um cadeirante.

Tudo começou quando o ônibus, por volta das 16h30, parou no ponto à esquina da Escola Municipal Prof Benedito de Andrade para que nossa denunciante descesse. E assim que ela desceu do ônibus, deparou-se com uma senhora no ponto, acompanhada da filha cadeirante, que esperava para subir.

O motorista, porém, negou-se a transportar a cadeirante, explicando que o sistema de elevação de cadeira de rodas estava quebrado. A fim de provar, o motorista até se deu ao trabalho de sair do ônibus e mostrar que o elevador não funcionava.

Mais tarde, a história mudou e o motorista passou a dizer que estava sem a chave.

Quando questionado por nossa denunciante se haveria a possibilidade de pegar a cadeirante e prendê-la no banco com o cinto de segurança para que pudessem seguir viagem, o motorista também se negou a fazê-lo. Segundo o motorista, ele não queria correr o risco de ter possíveis problemas com a cadeirante a bordo do transporte.

Assim, o ônibus fechou a porta e seguiu viagem.

Para a equipe do PIRANOT, a denunciante contou que o episódio todo foi “um descaso imenso com a cadeirante”, e disse também que não é a primeira vez que vê isso acontecer.

“Se o motorista está querendo fazer tudo certinho, já começou errado, porque se o ônibus tem adesivo dizendo que é preferencial para cadeirante, era para estar rodando normalmente”, disse ela à nossa equipe.

Minutos depois, a alguns metros de distância do ponto de ônibus onde ocorreu o episódio, a denunciante flagrou a cadeirante e sua mãe descansando sob o toldo de um estabelecimento, na sombra. Ela comentou que estava ali na sombra para que o corpo de sua filha esfriasse um pouco, caso contrário o sol poderia provocar nela uma série de convulsões.

“Aí fica minha pergunta para a Via Ágil”, disse a denunciante. “Achei que os ônibus eram fiscalizados antes de sair às ruas, mas agora já vi que não”.

Não sabemos como a cadeirante e sua mãe fizeram para chegar ao seu destino. Elas residem à Rua Francisco Petoni Zielo (antiga 51), no Bosques do Lenheiro.

Sofreu algo parecido? Entre em contato você também!

Você já teve algum problema semelhante a esse, envolvendo os ônibus da cidade de Piracicaba? Então não se esqueça de nos contar tudo nos comentários.

Futuramente, estaremos fazendo uma análise de todos os relatos recebidos.

Exemplo de elevador para cadeira de rodas em ônibus público. Foto: Prefeitura de Anápolis.

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Rafael é formado em jornalismo (comunicação social) pela Universidade Mackenzie, em São Paulo. Possui experiência em redações e editoras literárias. Integra a equipe do Jornal PIRANOT desde dezembro de 2017.

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