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Câmara de Piracicaba pede reunião com Artesp sobre pedágio em rodovia da cidade

Rafael Fioravanti

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Em um ofício elaborado por Gilmar Rotta, presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e assinado pelos 21 vereadores, a Câmara manifesta preocupação com a instalação do pedágio na Rodovia Hermínio Petrim (SP-308). O documento segue agora para a diretoria da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e solicita o agendamento urgente de uma reunião entre o órgão, uma comissão de vereadores e representantes das comunidades Santana e Santa Olímpia.

Câmara de Vereadores de Piracicaba.

Foto: Câmara de Vereadores de Piracicaba.

A garantia do apoio da Câmara veio depois que Valdemar Correr, morador de Santa Olímpia, ocupou a Tribuna Popular da Câmara, na reunião ordinária da última quinta-feira (06). Na noite desta quinta-feira (13), o presidente suspendeu o expediente da quarta reunião ordinária para apresentar a íntegra do ofício aos vereadores, que concordaram com o teor do documento e endossaram a causa.

No ofício, a presidência da Câmara diz que o encontro será importante para que a agência compreenda as demandas da população e para que os parlamentares conheçam de forma detalhada o projeto. Com a instalação da praça no km 180 da rodovia, entre os dois bairros, os moradores teriam de que pagar pedágio para se deslocar até o Centro da cidade, caso o acesso seja feito pela rodovia pavimentada (Piracicaba – Charqueada).

“O pedágio representará retrocesso quanto à mobilidade dos moradores, como também prejuízo ao turismo de Piracicaba e à agricultura, pois ali residem centenas de produtores artesanais de vinhos e outros produtos”, comentou Gilmar Rotta.

Entre os exemplos citados no ofício estão festas tradicionais do calendário oficial do município, como a Festa do Vinho e a Festa da Polenta, que atraem milhares de visitantes aos bairros. “A instalação da praça de pedágio será um desestímulo para o fomento destas atividades, que contribuem significativamente para o desenvolvimento econômico das comunidades”, reforça Rotta.

Questionamento

O questionamento dos moradores está na mudança de quilometragem da praça de pedágio. Durante a construção do projeto, o anúncio é de que o pedágio estava previsto para o km 182,25 da Rodovia Hermínio Petrin, fora do trajeto entre os bairros até a cidade.

Ao ocupar a tribuna da Câmara, Valdemar Correr (morador de Santa Olímpia) relatou que, com a mudança para o km 180, os moradores terão que pagar pedágio todas as vezes que quisessem ir do bairro à cidade ou vice-versa. Do contrário, deverão utilizar-se de acesso por estradas de terra. Para a Câmara, há também preocupação com a segurança dos moradores dos bairros, visto que eles poderão se utilizar de uma rota de fuga para sair da cobrança do pedágio. “Vale lembrar que Santana e Santa Olímpia reúnem patrimônio histórico arquitetônico e cultural que podem ser deteriorados com o grande tráfego de caminhões ao usarem suas ruas, não estruturadas, para receber o aumento de fluxo de veículos pesados”, menciona o texto enviado à Artesp.

Fotos do protesto de moradores de Santana e Santa Olímpia

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Gustavo Alves de Oliveira / PIRANOT

Foto: Noemi Correr Stenico

Foto: Noemi Correr Stenico

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Rafael é formado em jornalismo (comunicação social) pela Universidade Mackenzie, em São Paulo. Possui experiência em redações e editoras literárias. Integra a equipe do Jornal PIRANOT desde dezembro de 2017.

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