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Grávidas não podem tomar a vacina contra o sarampo

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Gestantes, mulheres que estão tentando engravidar ou suspeitam de gravidez não podem tomar a vacina contra o sarampo. O alerta é feito pelo ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, após cidades do Estado de São Paulo terem registrado este ano surtos da doença, que havia sido eliminada das Américas em 2016, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde.

Foto: Divulgação

“Como a Vigilância Epidemiológica está fazendo ações de bloqueio com vacinação em algumas empresas, escolas ou locais que abrigam grande número de pessoas e registram casos suspeitos da doença, é preciso que as mulheres grávidas ou que estejam tentando engravidar comuniquem os agentes de saúde e não tomem a vacina”, declara Padovani.

Ele explica que a vacina contra o sarampo é prejudicial neste período porque é feita com vírus do sarampo vivo, embora atenuado. “O sistema imunológico fica vulnerável durante a gestação e ao receber vacina com germe vivo a mulher pode desenvolver a doença e ter complicações, além de prejudicar o feto em desenvolvimento”.

O médico informa que a mulher que já tomou as doses da vacina, em qualquer período da vida, está protegida contra a doença. “Quando a vacinação não foi feita e a gestante está em ambiente que registra suspeita de sarampo, o ideal é que avise seu obstetra para que possa receber as orientações sobre como proceder”, acrescenta.

O Ministério da Saúde orienta que as gestantes que não se vacinaram devem ser afastadas do convívio com casos suspeitos ou confirmados durante o período de transmissibilidade e incubação do sarampo. As mesmas também devem evitar locais com aglomeração de pessoas.

Quando a mulher pode ser imunizada?

Quando a gravidez é planejada e a consulta é feita com antecedência, o médico faz uma avaliação da parte imunológica, garantindo acesso a algumas vacinas que a paciente não tenha tomado durante a vida. “A mulher que ainda não foi imunizada pode tomar a vacina do sarampo desde que aguarde, no mínimo, 30 dias para engravidar”, destaca o ginecologista Paulo Padovani.

A recomendação para a mulher que não tomou a vacina contra o sarampo até um mês antes de engravidar é que adie para o período do puerpério (após o nascimento do bebê). Dessa forma, além de se proteger por toda a vida, imunizará o recém-nascido. “Como os bebês com menos de seis meses não podem tomar a vacina, a única forma de proteção é por meio dos anticorpos passados pelo leite materno”, explica Padovani.

De acordo com o Ministério da Saúde, bebês de seis meses a um ano incompleto devem tomar a ‘dose zero’ da vacina. Ao completar 12 meses, devem tomar normalmente uma dose da tríplice viral. Aos 15 meses, devem tomar uma dose da tetravalente.

Sobre a doença

Causado por vírus, o sarampo é uma doença grave com transmissão via área. Provoca febre, tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso. De três a cinco dias após o aparecimento dos primeiros sintomas, podem surgir manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, posteriormente, se espalham pelo corpo.

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