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Opinião

O que fazer concretamente para manter um equilíbrio ambiental natural?

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Redação - PIRANOT / PORJUCA

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Quando a Campanha da Fraternidade escolhe o tema para a reflexão dos fiéis e da própria sociedade, no tempo profícuo da quaresma, procura uma dimensão da vida social onde a fraternidade está em baixa e o objetivo maior é fazer emergir na consciência da população, atitudes concretas para serem colocadas em prática na vida do dia, capazes de mudar aquela situação indesejada.

Neste ano de 2017, com o tema “Biomas brasileiros e defesa da Vida”, além de formar uma consciência nacional de corresponsabilidade por resgatar e manter um equilíbrio ambiental natural para esses sistemas específicos de biodiversidade brasileira, fica difícil pensar em atitudes concretas de cada cidadão para alcançar esse objetivo a nível local, onde cada um vive a sua vida.

O tema é visto num aspecto continental macro e a impressão que se tem é que as atitudes predatórias que provocam a descaracterização e a destruição desses maravilhosos biomas pátrios, precisam ser combatidas por políticas públicas de iniciativa dos órgãos governamentais na linha da legislação preservacionista, mas muito mais na linha da fiscalização e punição rigorosa dos infratores. A legislação existente é boa e se fosse realmente obedecida, não ocorreria tanta destruição.

Mesmo assim, ao tomar consciência do que representa a harmoniosa convivência da vida humana com os seres vivos da natureza, a fauna e a flora, da sua importância nas variações climáticas e os demais elementos naturais para a qualidade de vida, vem-nos à mente a pergunta: “O que eu posso fazer?”

Numa rápida análise local, é possível descobrir algumas formas de comportamento que podem ajudar a transformar a realidade negativa em que vivemos. Na questão da poluição do ar que respiramos, sabemos que a emissão dos gazes veiculares (CO2), é a maior e mais crescente fonte poluidora. E pesquisadores no assunto já divulgaram informações de que não adianta plantar mais árvores para resolver o problema. A única solução será a diminuição do número de veículos circulantes e isso só será possível com a conscientização pelo uso do transporte coletivo que, por sua vez, deveria apresentar-se como um atrativo para um número cada vez maior de usuários e não como uma forma de sacrifício.

A questão dos resíduos sólidos é um outro aspecto que pode ser encarado pelo cidadão comum, para uma atitude concreta na linha transformadora. Já existem iniciativas governamentais para a coleta seletiva, como a cooperativa “Reciclador Solidário”. Porque não levar para as escolas, envolvendo as crianças como agentes de transformação em suas famílias, para a pratica de atitudes de ampliação nessa linha, incluindo a estratégia da compostagem doméstica de material orgânico? E podem ter a certeza de que as crianças são os melhores agentes educadores para mudar hábitos nas famílias. Com certeza, isso teria um impacto bastante sensível na quantidade de resíduos sólidos levados para os aterros.

Um outro aspecto importante pode ser visto na questão das águas pluviais. Com o crescimento espantoso do perímetro urbano e a consequente impermeabilização do solo, inclusive nos quintais das casas, a diminuição da infiltração das águas de chuva para o lençol freático trouxe consequências desastrosas para o chamado ciclo das águas. Praticamente a totalidade das águas de chuva que caem em solo urbano, correm pelo asfalto, provocam enchentes nas baixadas e nos rios e, rapidamente, vão embora em direção ao mar.

Se a cidade fosse conscientizada, ou talvez, obrigada por lei, a realizar em cada domicílio a coleta de águas pluviais, destinando-as a um sistema de deposito em tubos de concreto perfurados (de 2,0mx1,5m de diâmetro=3m3, por exemplo) colocados sob o solo, permitido que a agua coletada fosse se esvaindo aos poucos pelos furos do concreto para abastecer o lençol freático sem provocar erosão, só numa quadra em que houvesse 40 domicílios, por exemplo, quanta água poderia ser canalizada para o sub solo a abastecer novamente as nascentes, evitando enchentes?

Enfim, além de pressionar as autoridades, podemos tomar atitudes práticas individuais para mudar o que está errado.

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ANTONIO OSWALDO STOREL tem 81 anos, é piracicabano, cirurgião-dentista, foi coordenador de Educação, Saúde e Promoção Social em 1973, criador do SOM (Serviço Odontológico Municipal), primeiro presidente da EMDHAP (Empresa Municipal de Desenvolvimento Humano e Habitacional de Piracicaba), ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba.

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