Perseguido, hostilizado, ameaçado e morto; isso é ser jornalista hoje em dia

editorialPiraNOT, 21 de Agosto de 2014

Depois de ler a notícia do colunista Jean Naur, nessa tarde (21), aqui no PiraNOT, sobre a decapitação de um jornalista, como foi manchete em todos os veículos de comunicação mundial, um filme passou pela minha cabeça. Que profissão que eu escolhi para amar, viver e seguir…

Quando escolhi ser jornalista eu achava essa profissão linda, um sonho e principalmente, acreditava que ela era tão importante quanto á de um médico. Sim, porque o que seria de uma sociedade sem os jornalistas para informar, denunciar e levar os fatos do que está ou não acontecendo.

Nossa profissão é considerada por muitos filósofos como a água, vital para a existência humana. Mas, por que estamos sendo tão perseguidos, hostilizados, ameaçados e mortos? Por que não nos sentimos mais seguros ao cobrir uma manifestação, de sair nas ruas para fazer uma manchete policial, de poder escrever uma opinião ou denunciar algo?
Os jornalistas de hoje em dia vivem como policiais, sabem que estão saindo de casa para trabalhar, mas não sabem se voltam com vida. Para se ter uma ideia, um jornalista é morto por dia no mundo por exercer sua profissão.

No Brasil, após inúmeros comentários polêmicos, a jornalista Rachel Sheherazade (foto), do telejornal “SBT Brasil”, da rede de televisão SBT, passou á ser escoltada do trabalho para casa com abatedores pagos pela emissora. A jornalista fez comentários contra políticos que chegaram á pedir, acreditem, em plena democracia brasileira, a criação de uma lei que controle a imprensa do país e a casação dos direitos de transmissão da emissora. Falar a verdade em um país que diz ter a lei de liberdade de expressão é um crime. Hoje, Sheherazade não pode mais opinar.

Mas o que fazer para garantir aos jornalistas a segurança, a liberdade para investigar, apurar, noticiar e como resultado de tudo, trabalhar? Será que faltam leis, punições?

No fundo, o que mais falta no momento é o respeito aos jornalistas. A sociedade precisa começar a respeitar e valorizar as profissões que realmente as são úteis e essenciais como as dos jornalistas, professores, médicos e etc. Talvez quando nós voltemos a ser respeitado, a própria população ajude a combater os crimes dos quais hoje somos vítimas.

 

JUNIOR CARDOSO
Editor chefe – PiraNOT.com

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