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Brasil

Crianças que convivem com pets são mais saudáveis e felizes

Fernanda Maestro

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É muito comum que pais presenteiem seus filhos com cães e gatos. Os pets são leais, amorosos, divertidos e ainda podem oferecer benefícios à saúde dos membros da família. Quando falamos especificamente em crianças, as vantagens são ainda maiores.

Foto: Reprodução

Um pet pode estimular a afetividade dos pequenos e oferecer a eles um senso de responsabilidade. Porém, para ser saudável, toda relação precisa de alguns cuidados. A médica-veterinária e gerente técnica de animais de companhia da Boehringer Ingelheim Saúde Animal, Gabriela Rosa, explica que o primeiro passo para uma convivência saudável entre pets e crianças é manter o calendário de vacinação em dia.

“Cães e gatos podem trazer benefícios para crianças, como diminuir o estresse e a ansiedade. Mas é preciso lembrar aos tutores que pets podem transmitir doenças, chamadas de zoonoses, que são comuns aos seres humanos e animais, como a raiva. Quando um cão ou gato se contamina com o vírus, geralmente pelo contato com um animal de rua ou um animal silvestre, ele pode transmitir a doença para os seres humanos por meio da mordida. Por este motivo, a vacinação adequada é fundamental”, explica Gabriela. Outro exemplo de zoonose é a leptospirose, que é transmitida aos cães pela urina do rato. Um cão contaminado, além de adoecer e poder vir a óbito, também pode passar a doença para as pessoas.

Além das zoonoses, existe uma série de doenças que podem acometer cães e gatos e que podem ser prevenidas através da vacinação, como cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, coronavirose, parainfluenza e adenovirose em cães; e rinotraqueite, calicivirose, panleucopenia e clamidiose em gatos. “O médico-veterinário é quem prescreve e aplica a vacina. Levar o animal para uma consulta pelo menos uma vez ao ano é essencial”, diz a especialista da Boehringer Ingelheim.

Sobre o contato entre o animal de estimação e as crianças, é importante que os pais expliquem com atenção os limites saudáveis desta interação, como evitar que beijem o pet no nariz ou na boca. “Os pets têm o hábito de lamber todas as áreas do corpo, incluindo as íntimas. Por isso, devemos lembrar de lavar as mãos depois de brincar com eles, principalmente antes das refeições”, destaca a veterinária.

Outra responsabilidade dos tutores é a proteção contra pulgas e carrapatos. Esses parasitas podem  aparecer na vida dos pets e não devem ser negligenciados. “O tutor precisa ficar atento aos sinais. Animais de estimação se coçam, mas não o tempo todo. Se a coceira ocorre com frequência, o pet pode estar infestado por pulgas. Mesmo que o cão tenha estado em ambiente fechado a maior parte do tempo, as formas jovens destes parasitas (ovos e larvas) estão em todos os lugares e podem ser trazidas para dentro de nossas casas”, alerta Gabriela Rosa.

Já os carrapatos podem ser ainda mais perigosos. A erlichiose, por exemplo, é uma das doenças mais comuns transmitidas por este parasita. Ao picar o animal, esta bactéria é introduzida no corpo do pet, afetando principalmente as células do sangue. Alguns dos sintomas causados pela erlichiose incluem emagrecimento rápido, letargia, febre, secreção nos olhos e sangramentos pelo nariz ou na pele, manifestados por pequenos pontinhos vermelhos, chamados de petéquisas. Em caso de suspeita, Gabriela Rosa sugere que os tutores levem o animal ao médico-veterinário o mais rápido possível, pois a doença pode se agravar rapidamente, colocando em risco a vida do pet.

Foto: Reprodução

Jornalista formada pela Universidade Metodista de Piracicaba. Trabalhou em campanhas políticas e estagiou na Câmara de Vereadores de Piracicaba. Atualmente, integra a equipe dos jornais PIRANOT e PORJUCA.

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