As aulas devem retornar no Estado de São Paulo, com rodízio entre os estudantes, no próximo dia 08 de setembro, mas apenas se todo o Estado se mantiver por 28 dias (quatro semanas) na fase amarela (a terceira) do plano de reabertura da economia.

A proposta de volta às aulas presenciais prevê ainda que haverá uma combinação de aulas presenciais e a distância. Desde abril, o Governo do Estado tem feito aulas remotas para os estudantes da rede estadual -parte dessas atividades continuará sendo feita com o uso de tecnologia no segundo semestre.
Segundo o governador João Doria, (PSDB), o plano de volta às aulas engloba de creches a universidades, da rede estadual e municipal, e também serve como recomendação às entidades privadas.
Na primeira etapa da retomada das aulas, as atividades voltam com 35% dos estudantes. Depois 70%, até chegar à 100%. Os protocolos englobam distanciamento entre os alunos, monitoramento das condições de saúde e protocolos de higienização dos ambientes escolares.
Como condição para o início das aulas com 35% dos alunos, o Governo do Estado estabeleceu que o município deverá estar na fase 3 de flexibilização da quarentena. Para avançar para 75% de alunos presenciais, apenas quando a cidade estiver na fase 4.
Segundo o secretário de Educação do Estado, Rossieli Soares, a suspensão das aulas presenciais (que começou em março) por conta da pandemia do novo coronavírus atingiu 13,3 milhões de estudantes e 1 milhão de profissionais da educação.
“Desde que se preserve algo que é uma regra de ouro, o distanciamento de 1,5 metro, poderá voltar na primeira etapa até 35%. É um percentual [com] que conseguimos cumprir os protocolos, conseguimos fazer um atendimento educacional importante e também processos pedagógicos de preparação”, afirmou Soares.
A educação complementar terá regras específicas, segundo ele, de acordo com o Plano São Paulo de afrouxamento da quarentena em São Paulo.
Segundo o governo, será necessária ter todas as diretorias regionais de saúde do Estado na fase amarela (a terceira) da reabertura da economia por 28 dias para que a retomada das aulas comecem. Não haverá retorno localizado no caso da educação, uma vez que o setor causa grande deslocamento de pessoas entre as diferentes regiões do Estado.
Para a segunda fase do retorno, 60% das regiões precisa estar na etapa verde da flexibilização da quarentena por mais 14 dias e, para a última etapa da retomada das escolas, 80% das regiões precisam se estar nessa situação.
“Se uma região porventura regredir […], nós vamos tratar a exceção naquela região, mantendo o Estado aberto”, afirmou Soares.





