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Adolescente confessa ter matado menina autista de nove anos

Fernanda Maestro

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Um adolescente de 12 anos confessou ter matado sozinho a menina autista Raíssa Eloá Caparelli Dadona, de nove anos. Segundo a Polícia Civil, a confissão ocorreu na madrugada desta terça-feira (01) na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo. Ele se recusou a dizer a motivação do crime.

Foto: Reprodução/Câmeras de segurança

O corpo de Raíssa foi encontrado neste domingo (29), no Parque Anhanguera, na Zona Norte da capital. Ela havia desaparecido de uma festa em um Centro de Educação Unificado (CEU) próximo ao local. Câmeras de segurança gravaram a menina e o adolescente antes do crime. Nas imagens, eles aparecem caminhando de mãos dadas. (veja foto acima)

O adolescente que confessou o assassinato prestou depoimento na 5ª Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente do DHPP, acompanhado pelos pais, entre a tarde desta segunda-feira (30) e começo da madrugada desta terça (01). De acordo com informações, ele foi descrito como frio pelos policiais, pois só respondia aos questionamentos dizendo “sim” ou “não”.

A Justiça já havia determinado a apreensão do adolescente investigado. Ele ainda será ouvido por promotores do Departamento de Infância e Juventude do Ministério Público (MP). Na sequência, deve ser encaminhado a uma das unidades da Fundação Casa, entidade que visa recuperar menores infratores.

O adolescente e a menina moravam na mesma rua no bairro Morro Doce, também na Zona Norte. De acordo com os vizinhos, nos últimos dias eles estavam bem próximos e brincavam juntos.

Causas da morte

O corpo de Raíssa foi encontrado pendurado em uma árvore por uma tira amarrada no pescoço. A árvore fica dentro de uma área reservada a funcionários do parque, há dois quilômetros do CEU. O crime aconteceu na tarde deste domingo (29).

Segundo o Boletim de Ocorrência, no rosto da criança tinham manchas de sangue, além de alguns ferimentos no ombro direito, escoriações diversas nos braços e pernas, e um sulco aparente no pescoço provocado pela corda amarrada.

A Polícia Civil de São Paulo investiga se Raíssa foi asfixiada e se sofreu violência sexual. Laudo da Polícia Técnico-Científica irá apontar a provável causa da morte da menina. O corpo também foi submetido a exame sexológico, porque foram encontrados ferimentos compatíveis com quem poderia ter sofrido violência sexual.

Sepultamento

O corpo de Raíssa foi velado e sepultado na tarde desta segunda-feira (30), no Cemitério Municipal de Perus, na Zona Norte de São Paulo. Cerca de 50 pessoas entre amigos e familiares participaram do velório da menina.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Jornalista formada pela Universidade Metodista de Piracicaba. Trabalhou em campanhas políticas e estagiou na Câmara de Vereadores de Piracicaba. Atualmente, integra a equipe dos jornais PIRANOT e PORJUCA.

1 Comment

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  1. Avatar

    alexandra

    1 de outubro de 2019 at 18:53

    nao, ele nao pderia ter feito isso sozinho.. amarrado na arvore, e tal… melhor investigar..

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