Funcionário da Record humilhado por Geraldo Luís registra queixa na polícia

O motorista Ismael Oliveira Silva, de 47 anos, relatou que foi humilhado pelo apresentador Geraldo Luís no horário de trabalho e registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil de São Paulo. Na ocasião, ele revelou que ofensas por parte do apresentador eram comuns nos bastidores das reportagens. Segundo a vítima, Geraldo o tratou com grosseria.

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Foto: Reprodução/Record TV

Ele disse que chegou a ter uma crise nervosa de choro e decidiu, por conta própria, fazer o B.O pela internet. Agora, será feito um inquérito policial contra Geraldo Luís, fazendo com que o apresentador corra o risco de ser enquadrado no crime de assédio moral.

No último dia 23 de agosto, ele viu quem era o condutor que havia ido buscá-lo em uma gravação na Mooca e se recusou a entrar no veículo, de acordo com informações do Notícias da TV. Para completar, Geraldo disparou palavrões e gritou com violência contra o funcionário.
Colegas do motorista relataram que as atitudes de Geraldo Luís, por sua vez, não são de hoje. Ele mantém essa conduta desde o Balanço Geral, há mais de dez anos, e na Record, nunca ninguém fez nada para impedir.

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A raiva que Geraldo guarda do motorista, segundo ele, foi por um simples motivo pessoal. O profissional o repreendeu pelo desvio em uma viagem, passando a ser rejeitado desde então. Geraldo chegou a pedir a um produtor que desse ordens e chamasse a atenção do motorista. Segundo a Record, Ismael prestou queixa interna contra o apresentador, mas não houveram testemunhas.

A emissora confirma ainda que Geraldo se recusou a entrar no carro, mas alega que não houveram agressões verbais, “apenas” um desentendimento sem desrespeito. O apresentador do Domingo Show teria sido chamado para uma conversa e se comprometido a respeitar todos os funcionários subalternos.

Assédio Moral

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entende-se assédio moral toda conduta abusiva, a exemplo de gestos, palavras e atitudes que se repitam de forma sistemática, atingindo a dignidade ou integridade psíquica ou física de um trabalhador. Na maioria das vezes, há constantes ameaças ao emprego e o ambiente de trabalho é degradado. No entanto, o assédio moral não é sinônimo de humilhação e, para ser configurado, é necessário que se prove que a conduta desumana e antiética do empregador tenha sido realizada com frequência, de forma sistemática. Dessa forma, uma desavença esporádica no ambiente de trabalho não caracteriza assédio moral.

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