Novela Pantanal ganhará remake em 2021 na Globo; relembre o sucesso

A trama é de Benedito Ruy Barbosa, que diz que remake é a realização de um sonho. A missão de adaptar o texto é de Bruno Luperi, neto do autor

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Um Brasil raiz, de paisagens deslumbrantes e um quê de mistério. Esse era o Pantanal da Juma Marruá, a mulher que virava onça e hipnotizou o público brasileiro, há 30 anos, na novela Pantanal, que vai ganhar uma nova versão em 2021 na Globo.

Uma foto de Cristiana Oliveira que viveu Juma Marruá em 1990, na novela Pantanal
Cristiana Oliveira viveu Juma Marruá em 1990, na novela Pantanal (Foto: divulgação)

A trama, originalmente exibida na extinta TV Manchete é do autor Benedito Ruy Barbosa, que diz que remake é a realização de um sonho. A missão de adaptar o texto é de Bruno Luperi, neto de Benedito, que tinha apenas dois anos quando a novela estreou.

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História da novela Pantanal

Durante anos, a novela ficou engavetada na Central Globo de Produções, chegando a entrar em pré-produção no final de 1984 para o horário das 18h, em substituição à novela Livre Para Voar, com o título de Amor Pantaneiro. Porém, a região do Pantanal estava em época de chuvas, o que inviabilizou a produção. Sendo assim, a mesma foi cancelada.

Em 1990, a Rede Manchete contratou seu escritor, Benedito Ruy Barbosa, que finalmente realizou seu sonho, obtendo muito sucesso e superando a até então imbatível Rede Globo. Além disso, a Manchete contratou também uma grande leva de atores globais, como Cláudio Marzo, Cássia Kiss, Nathália Timberg, entre outros, e a mistura com revelações da teledramaturgia brasileira, como Cristiana Oliveira e Marcos Winter.

Uma das atrizes do elenco não queria atuar na novela. Carolina Ferraz só foi atuar em Pantanal após ser ameaçada de demissão pela emissora.

Como em todas as novelas, o roteiro sempre muda no meio da exibição. Ítala Nandi, que fazia o papel de Madeleine na novela, havia pedido ao autor uma licença para atuar em um filme e então ele resolveu matar a sua personagem. Já Almir Sater saiu para protagonizar Ana Raio e Zé Trovão. Adriana Esteves esteve cotada para o papel de Juma, assim como Deborah Bloch.

As filmagens da telenovela Pantanal começaram em 15 de dezembro de 1989, e tinham 60% das filmagens no Pantanal e 40% em São Paulo e Rio de Janeiro. A grande maioria das cenas internas foram gravadas no estúdio localizado no bairro de Vista Alegre, na zona norte carioca. As cenas internas, casa de Zé Leôncio e casa de Tenório eram gravadas no Complexo de Água Grande, no bairro de Irajá, no Rio de Janeiro.

Foto: divulgação

Inicialmente Glória Pires foi cotada para viver Juma Marruá, convidada por telefone pelo autor Benedito Ruy Barbosa, porém Cristiana Oliveira ficou com o papel e o transformou no maior sucesso de sua carreira.

O personagem “Roberto”, filho de Tenório, inicialmente seria gravado por Livingstone Trobilio, tido como um afilhado da então “primeira-dama” da Rede Manchete, Ana Bentes Bloch. Porém, por motivos de estudos, ele foi substituído por Eduardo Cardoso, que por sua vez desempenhou o personagem com mérito. Ambos estudavam na mesma escola na vida real.

Remake de Pantanal

Desde 2006, a Globo que já possui os direitos sobre Pantanal, e estava inicialmente pensando em fazer o remake em 2008, no horário das 18h, com o título de Amor Pantaneiro, vendo os bom índices de audiência de remakes anteriores de Benedito, como Cabocla (2004) e Sinhá Moça (2006), continuando a trilogia de novelas. Mas, em 2008, Silvio Santos levou ao ar no mesmo ano a reprise de Pantanal.

Contudo, este ano a Globo confirmou que fará um remake de Pantanal para o ano de 2021, para o horário das 21h, com o próprio texto original da novela, mas com algumas adaptações, sobre a autoria de Bruno Luperi Barbosa, seu neto com quem já havia trabalhado na produção de Velho Chico em 2016; a nova versão contará com a direção artística de Rogério Gomes.

Enredo da novela Pantanal

A novela conta a história de José Leôncio, um peão de comitiva que chegou com o Pai Joventino ao Pantanal, onde compraram uma fazenda e começaram a criar gado de corte. José Leôncio e seu pai caçavam marruás, um tipo de boi selvagem que vivia solto pelas matas da região, aumentando, assim, o rebanho na fazenda.

Um certo dia, Zé Leôncio viajou com os peões em comitiva e pediu para que seu pai não fosse caçar marruá sozinho. Entretanto, o velho Joventino acabou indo caçar e desapareceu na imensidão do Pantanal. Zé Leôncio voltou de viagem e procurou pelo pai sem sucesso. Nesse dia, ele prometeu que ia trazer um marruá no laço todos os dias, só para ter a esperança de encontrar o pai.

Passado algum tempo, Zé Leôncio se tornou um fazendeiro rico e foi para o Rio de Janeiro cobrar uma dívida, onde conheceu e se apaixonou por uma jovem fútil e mimada, de nome Madeleine. A família de Madeleine era da classe alta carioca, porém seu pai era viciado em jogo, acabando aos poucos com o status da família, e os deixando perto da falência.

Antero, pai de Madeleine, aceita que José Leôncio se case com sua filha, recebendo dele um bom dinheiro para tentar resgatar o nome da família. Ele a leva para o Pantanal e a engravida. Mulher da cidade grande, Madeleine não se adapta ao mundo rural, à rude vida pantaneira e à rotina de peão do marido.

Durante uma das viagens de Zé Leôncio em comitiva, levando gado para a venda, ela foge com o amigo Gustavo que vai buscá-la no Pantanal e o filho de poucos dias, para a cidade do Rio de Janeiro.

Amargurado, Zé Leôncio tenta em vão recuperar o filho que acabou de nascer, mas acaba concordando em deixá-lo com a mãe na cidade grande. Passa a viver então com Filó, sua empregada, que já tinha um filho, Tadeu. Ele reconhece Tadeu como seu afilhado considerando ele seu filho. Vinte anos depois, o filho legítimo, Jove (Joventino), finalmente decide ir conhecer o pai. Mas o choque cultural é grande e os dois têm sérias dificuldades para se entender.

Foto: divulgação

Sentindo-se rejeitado pelo pai, que acha que o filho é afeminado, e ridicularizado pelos peões por causa de seu jeito de moço da cidade, Joventino decide retornar ao Rio, mas leva, consigo, Juma Marruá, moça criada como selvagem pela mãe até a morte desta, assassinada por encomenda numa trama paralela de vingança entre posseiros de terras e vítimas de grilagem, fatos esses ocorridos no início da novela na cidade de Sarandi, no estado do Paraná. Tal como a mãe, comenta-se no Pantanal que Juma se transforma em onça-pintada.

Passado um tempo no Rio, onde o choque cultural é agora sofrido por Juma, Joventino retorna ao Pantanal para não ter que se separar de sua “onça” amada. Desta vez, ele está disposto a se adaptar ao estilo de vida local. Joventino começa a se acertar com o pai e com Juma e vai se transformando num autêntico peão pantaneiro, surpreendendo a todos continuamente.

No decorrer da trama, José Leôncio descobre a existência de um terceiro filho seu, na verdade o primeiro dos três: José Lucas de Nada, fruto do primeiro relacionamento sexual dele com a prostituta Generosa, em um prostíbulo de Goiás para o qual foi levado pelo pai ao completar quinze anos de idade a fim de “mostrar que era macho”. O sobrenome de José Lucas era “de Nada”, pois o mesmo não tinha pai para lhe dar um sobrenome. Assim que Zé Leôncio o reconheceu como filho, ele passou a ser chamar José Lucas Leôncio.

A saga da família Leôncio inclui, finalmente, o complicado relacionamento com o fazendeiro vizinho, Tenório, cujo passado como grileiro de terras o liga às tragédias familiares de Juma e seus pais, bem como de outros peões e agregados tanto da fazenda de José Leôncio, como da do próprio Tenório.

Legado

Pelo público, a telenovela Pantanal será para sempre lembrada como a que bateu a audiência da Rede Globo. Seu sucesso foi estrondoso, ao ponto de a emissora de Roberto Marinho esticar a novela das oito (então Rainha da Sucata, de Sílvio de Abreu) para que os telespectadores não mudassem de canal, e lançar uma novela com os maiores nomes da casa (Araponga) para competir no mesmo horário, cancelando boa parte da linha de shows, tirando do ar programas consagrados como o TV Pirata.

Pantanal também foi a primeira telenovela não global, desde a falência da TV Tupi, – única emissora até então a superar a Globo com várias novelas ao longo dos anos 1970.

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Via Wikipédia
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