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Cinema

Coringa, o filme: sociedade e um papel de identificação

Rafael Fioravanti

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Com o lançamento do filme “O Coringa”, agora no final do ano passado, muito tem se falado sobre heróis e anti-heróis. De acordo com um infográfico produzido pelo site de roleta Betway Cassino, personagens clássicos como Alex Delarge (de Laranja Mecânica) e Travis Bickle (do clássico setentista Taxi Driver), além do próprio Coringa, marcaram gerações. Para conferir o infográfico que eles fizeram na íntegra, acesse a resenha em Os Cinco Maiores Anti-heróis da História do Cinema.

Foto: Reprodução/Warner Bros.

Podemos nos resumir a dizer que Coringa já é um grande clássico do cinema de 2019, com história forte, nuances peculiares e atores marcantes.

Joaquin Phoenix é o Coringa. Neste filme, o histórico personagem circula pelas ruas decadentes de Gotham City e, claro, conta sua história. É curioso ver neste filme o modo como o diretor Todd Phillips colocou o personagem para “resgatar” seu histórico, trazendo à tona detalhes dos filmes anteriores e também dos próprios quadrinhos. O filme trabalha com elementos inerentes à personagem, claro, mas também fabrica características, vontades e desejos que, apesar de nunca mostrados nos quadrinhos, casam-se bem com a proposta.

Pode-se dizer, inclusive, que Coringa, apesar de não agradar a todos, já virou um filme cult e idolatrado no gênero.

Joaquin Phoenix é sem dúvidas um excelente ator, mas devemos nos atentar também ao malabarismo que a produção fez para driblar o orçamento controlado e ainda reunir grandes nomes. Robert De Niro, Frances Conroy, Brett Cullen e Zazie Beetz são nomes que, assim como o de Phoenix, brilham no longa e ajudam a elevá-lo ao stardom.

Resumindo: a fórmula criada deu certo, surtiu efeito! E mais, mereceu os dois Oscar que ganhou — no caso, Melhor Ator e Melhor Trilha-Sonora.

Mas se o mundo é tão dominado pela questão dos heróis, como podemos nos identificar tanto com um personagem como Coringa? No caso, um anti-herói. É simples. Um herói jamais poderia existir sem um anti-herói.

Coringa é um anti-herói, porém um anti-herói diferenciado, mais humano. Não podemos compará-lo a personagens como Hannibal Lecter (de O Silêncio dos Inocentes, clássico dos anos 90) tampouco aos integrantes da Família Corleone (imortalizada em O Poderoso Chefão, do diretor Francis Ford Coppola). Contudo, podemos, e devemos!, compará-lo a nós mesmos.

Quando nos identificamos com o personagem de Joaquin Phoenix em O Coringa, colocamos em jogo uma série de questões da atualidade, não só em um conceito social, mas também cultural e até financeiro. O Coringa é um personagem falho, como nós, repleto de imperfeições, atritos e dúvidas, que busca não só conhecer a si mesmo, como também se impor em meio à decadência que marca a cidade; Gotham City, no caso. Analisando por esse ponto, ele é mais um de nós.

Rafael é formado em jornalismo (comunicação social) pela Universidade Mackenzie, em São Paulo. Possui experiência em redações e editoras literárias. Integra a equipe do Jornal PIRANOT desde dezembro de 2017.

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