sábado, 18 de julho de 2026
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Andrey Moral
Entrevista PIRANOT

Andrey Moral

Jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), estagiou como fotógrafo e jornalista na Câmara de Vereadores de Piracicaba.

Colunas

ENTREVISTA | “As vítimas tentam receber indenizações sozinhas, porém, quando conseguem, os valores são muito abaixo do correto”, afirma Rudney, especialista em indenizações por acidentes de trânsito

Por Andrey Moral · · 4 min de leitura
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Rudney Rodrigues Carmona, 53 anos, formado em Direito. A R12 foi aberta em 1996 por mim, sempre atuando na área de indenizações. Até o ano de 2009, também prestava consultoria e assessoria para vários hospitais (também na área de indenizações), inclusive para hospitais de Piracicaba.

Em entrevista ao PIRANOT, ele falou sobre a atuação da empresa, os principais direitos e dúvidas dos cidadãos no que se refere a acidentes.

Como surgiu a R12 e qual é o principal foco de atuação da empresa?

A R12 surgiu porque eu trabalhava como corretor de seguros de vida no Bradesco e percebi que as pessoas compravam seguros, porém, quando precisavam, não sabiam como utilizá-los e não tinham nenhum profissional que as ajudasse nesse sentido.

Quais tipos de casos vocês atendem além de acidentes de trânsito?

Atendemos qualquer tipo de acidente.

A empresa atua apenas em Piracicaba ou também em outras regiões?

Atuamos em nível nacional, porém o escritório central está em Piracicaba.

Quais são os direitos que muitas vítimas de acidentes de trânsito desconhecem?

São muitos, porém cada caso é um caso. Exemplo: seguro de Responsabilidade Civil (RCF), seguro de vida que as pessoas possuem e nem sabem, seguros que as empresas pagam para seus funcionários, auxílio-acidente (INSS), etc.

Foto: Andrey Moral/PIRANOT

Em quais situações uma pessoa pode solicitar indenização?

Geralmente, em todas.

O que a vítima deve fazer imediatamente após um acidente para não perder seus direitos?

Registrar um boletim de ocorrência policial e procurar um profissional especializado na área de indenizações.

Que tipos de indenizações podem ser solicitadas (danos morais, materiais, lucros cessantes, etc.)?

Danos morais, danos estéticos, invalidez parcial, invalidez total, óbito, lucros cessantes, pensionamento vitalício, reembolso de despesas médicas, hospitalares, medicamentos, etc.

Existe um prazo para entrar com o pedido de indenização?

O prazo geralmente é de 3 anos, mas existem ressalvas que podem estender esse prazo.

Quanto tempo, em média, leva para a vítima receber o valor?

Se a vítima estiver com um profissional especializado, cerca de 30 dias. Em muitos casos, as vítimas tentam receber sozinhas e não conseguem (por causa da burocracia das seguradoras) ou, quando recebem, são valores muito abaixo do correto.

Foto: Andrey Moral/PIRANOT

Quais são os golpes mais comuns envolvendo falsas promessas de indenização?

Golpe do falso advogado/escritório, golpe do falso auxílio-acidente, falsas promessas de indenizações. Em todos esses exemplos, os golpistas solicitam pagamentos adiantados de taxas, custas, etc. Nunca se deve fazer qualquer tipo de pagamento adiantado para o profissional da área.

Como a pessoa pode identificar uma empresa confiável nesse setor?

O meio mais correto para verificar se a empresa é confiável é consultar o CNPJ pelo GOV.BR ou por outros canais oficiais.

Qual o erro mais comum cometido por vítimas que prejudica o recebimento da indenização?

O erro mais comum é a vítima tentar receber a indenização sozinha. Nesse caso, ela até pode conseguir, mas com certeza não receberá valores corretos e, em muitos casos, não consegue nem receber por causa da burocracia.

A R12 já atendeu casos de grande repercussão ou com valores significativos?

Já atendemos vários casos com valores que ultrapassam os 500 mil reais.

Qual foi o caso mais marcante atendido pela empresa?

São vários, mas há um em específico. Foi um caso em que a pessoa sofreu um acidente envolvendo carro e caminhão (ela estava no carro). O caminhão tinha seguro e a seguradora ofereceu 14 mil reais de indenização para a vítima. A vítima achou o valor baixo e nos procurou (por meio de uma indicação). Entramos na negociação junto à seguradora (como representantes da vítima) e o valor liberado foi de 700 mil reais.

OBS.: Em 99% dos casos, os valores são muito abaixo, pois as seguradoras sabem que a pessoa está em um momento de vulnerabilidade por causa do acidente e oferecem valores baixos. Isso também acontece com muita frequência com motoristas e motoboys que fazem entregas por aplicativos e, em muitos casos, esses profissionais nem acionam o seguro por medo de serem bloqueados pelo aplicativo, o que não ocorre em hipótese alguma.

Qual mensagem você deixaria para quem sofreu um acidente e ainda não buscou seus direitos?

Orientamos que as vítimas sempre procurem profissionais especializados na área.

OBS. IMPORTANTE: mesmo que a pessoa já tenha recebido alguma indenização, ela pode nos procurar, pois atuamos no pedido de reavaliação dos valores pagos.

Foto: Andrey Moral/PIRANOT
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