Ronaldo Caiado (PSD) minimizou nesta terça o caso Dark Horse e o comparou às suspeitas divulgadas sobre Lulinha, filho do presidente Lula. Na disputa presidencial de 2026, o recado tem leitura tática: reduzir o peso político do caso Flávio Bolsonaro (PL) e manter espaço de negociação em uma terceira via da oposição.
Em 16 de maio, matéria publicada pelo JB com dados da Datafolha registrava empate entre Lula e Flávio no cenário de segundo turno. Depois da repercussão do episódio, o levantamento do Meio/Ideia citado na cobertura posterior indicou que Lula abriu 5,1 ponto no segundo turno sobre o senador, sinal de deslocamento no cálculo político da campanha.
Ao mesmo tempo, a CBN noticiou investigações sobre o destino de R$ 134 milhões ligados à produção de um filme sobre Jair Bolsonaro, o que deu densidade institucional à polêmica e aumentou o impacto no debate eleitoral.
Caiado protege espaço e evita ruptura
Ao colocar Flávio e Lulinha no mesmo enquadramento, Caiado busca reduzir o choque frontal com parte do eleitorado bolsonarista, preservando margem para recomposição e futuro arranjo de alianças. A mensagem é de contenção: atacar o caso sem virar seu protagonista.
Consequência prática
Na prática, o Dark Horse deixa de circular apenas como denúncia e vira parâmetro de posição. A partir daqui, cada nova sondagem de 2026 tende a medir a capacidade de Lula, Caiado e Flávio de transformar o episódio em argumento de credibilidade política.











