
Um tribunal federal dos Estados Unidos rejeitou nesta semana o processo de Donald Trump que pedia uma indenização de US$ 15 bilhões (cerca de R$ 80 bilhões) do The New York Times e de jornalistas da publicação. A ação foi movida após o jornal revelar a relação do ex-presidente com Jeffrey Epstein, pedófilo condenado que se suicidou na prisão em 2019.
O juiz responsável pelo caso classificou a acusação como “imprópria e infundada”, destacando que Trump buscava “calar a imprensa” durante a cobertura jornalística sobre seu vínculo com Epstein. A decisão ocorre na mesma semana em que a ABC (maior rede de TV do mundo) retirou do ar o programa “Jhimy Kimil: Night Live” após polêmica envolvendo piadas sobre a extrema direita.
Contexto das revelações
Em reportagem investigativa, o The New York Times havia divulgado correspondências entre Trump e Epstein, incluindo uma carta pessoal do ex-presidente ao criminoso. Nos últimos dias, a Justiça norte-americana liberou parte do conteúdo secreto do caso Epstein, confirmando a existência da carta – algo que a equipe de Trump nega publicamente, mas que prometeu revelar durante sua campanha eleitoral.
Estratégia de Trump
Durante a campanha para retornar à Casa Branca em 2024, Trump prometeu “revelar todos os conteúdos do processo de Epstein”. No entanto, uma vez eleito, recuou e se recusou a tornar o material público. Analistas apontam que a ação judicial contra o NYT faz parte de uma estratégia para pressionar veículos críticos a sua gestão.
Repercussão internacional
A decisão judicial foi comemorada por organizações de defesa da liberdade de imprensa. “É uma vitória para o jornalismo investigativo e para a democracia”, afirmou o Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ). O The New York Times não se manifestou oficialmente.