sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

TJ-SP reconhece delação premiada de Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, em sigilo, antes de prisão pedida por órgão do interior de São Paulo, e concede habeas corpus ao dono da Ultrafarma

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O empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, recebeu o alvará de soltura expedido pela Justiça de São Paulo no começo da noite desta sexta-feira (15). Ele havia sido preso na última terça-feira (13) em uma investigação conduzida no interior do estado.

O caso é considerado complexo, porque, antes da prisão, Sidney já havia firmado um acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), na capital. O empresário aceitou pagar R$ 32 milhões em indenização aos cofres do governo paulista por ter recebido de forma adiantada benefícios tributários, furando a fila de pagamentos estabelecida pelo Estado. O acordo incluía também uma delação premiada, já homologada pela Justiça.

No entanto, uma segunda investigação, desta vez no interior de São Paulo, solicitou a prisão de Sidney Oliveira sem ter conhecimento do processo em andamento na capital, que tramitava em sigilo. A sobreposição das duas investigações levou o empresário a permanecer preso por três dias.

Com o alvará expedido nesta sexta, a prisão foi relaxada, e Sidney deixou a cadeia.

Ainda não está claro qual será o desfecho do caso, já que, segundo juristas, trata-se de uma situação inédita: duas investigações distintas sobre o mesmo crime, conduzidas em locais diferentes do Estado.