sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Há quatro anos, enquetes do PIRANOT apontaram indignação, desejo de impeachment e não-reeleição de Luciano Almeida em Piracicaba

💬 RECEBER NOTÍCIAS NO WHATSAPP

Há exatos quatro anos, uma sequência de enquetes promovidas pelo jornalista Júnior Cardoso, fundador do portal PIRANOT, nas redes sociais, se tornaria um marco na percepção pública sobre a gestão do então prefeito de Piracicaba, Luciano Almeida (União Brasil).

Em abril de 2021, quando o governo municipal completava 100 dias, foi publicada uma enquete no grupo “Júnior Cardoso do PIRANOT” — com mais de 70 mil membros — perguntando: “Como você está avaliando o novo governo?”. A repercussão foi imediata. Com mais de 1.100 votos, os resultados indicaram forte insatisfação da população:

  • Péssimo: 605 votos (55%)

  • Ruim: 275 votos (25%)

  • Bom: 110 votos (10%)

  • Ótimo: 110 votos (10%)

A publicação gerou dezenas de comentários com críticas à gestão, ironias e desabafos. “Mais Piracicaba tem prefeito?”, escreveu uma seguidora. Outra comentou: “Cadê o povo que votou no prefeito atual?”.


Enquete dos 200 dias: pedido por impeachment ganhou força

Dois meses depois, em junho de 2021, quando a gestão completava 200 dias, o tom da insatisfação cresceu ainda mais. Uma nova enquete foi publicada pelo PIRANOT com a pergunta direta: “É hora de debater a necessidade do impeachment de Luciano Almeida?”

A resposta popular foi expressiva. Em poucas horas, centenas de moradores votaram, e a maioria optou pela alternativa que defendia abrir o debate sobre a retirada do chefe do Executivo municipal. O impacto foi tão grande que o jornalista chegou a conceder entrevistas a emissoras de rádio locais, repercutindo o sentimento popular.

“Seis meses se passaram e a cidade beira o colapso”, dizia o post original, que rapidamente se tornou um dos conteúdos mais comentados no grupo.


Rejeição antecipada nas redes

Embora sem valor científico, as enquetes refletiram com clareza o sentimento de parte expressiva da população em um dos períodos mais delicados da administração. Elas anteciparam o desgaste político que culminaria, anos depois, na não reeleição de Luciano Almeida.

Eleito com a promessa de renovação e modernização, Luciano viu sua base de apoio se desgastar progressivamente. Ao longo do mandato, enfrentou críticas constantes nas ruas, nas redes sociais e também dentro da Câmara Municipal, com pedidos de impeachment.