O Papa, figura máxima da Igreja Católica, ocupa uma posição única no mundo moderno: ao mesmo tempo em que é o líder espiritual de mais de um bilhão de católicos espalhados pelo planeta, ele também atua como chefe de Estado do Vaticano, o menor país independente do mundo. Mas por que essa combinação singular de funções existe? E o que isso representa na prática? A resposta está enraizada na história, na diplomacia e na teologia, formando uma das estruturas de poder mais antigas e resilientes da humanidade.

A origem do duplo papel do Papa
Desde os primeiros séculos do cristianismo, os bispos de Roma — os Papas — ganharam destaque por sua influência teológica e moral. No entanto, foi apenas com a queda do Império Romano do Ocidente e o colapso da autoridade civil em Roma que o Papa começou a exercer poder também político.





