Vereadores tentam se promover em UPA de Piracicaba impactada por aumento de Covid e gripe em crianças

Vereadores tentam se promover em UPA de Piracicaba impactada por aumento de Covid e gripe em crianças

A UPA da Vila Rezende, em Piracicaba (SP), que atende também crianças, teve dois dias de atendimentos acima do normal, o que gerou reclamações – acima do normal – para o PIRANOT. Procurada, a Prefeitura falou sobre o tema e acusou dois vereadores de causarem o problema ao fazer uma suposta visita de fiscalização “midiática” na unidade que sofre com o aumento dos casos de Covid-19 em crianças, problema que tem levado unidades de saúde infantil a 100% de ocupação em todo o país.

Foto: Glaucia Mayara / PIRANOT

As reclamações ao PIRANOT chegaram ontem e hoje (25). Uma das reclamações é da empresária Glaúcia Mayara Soares de Almeida. “Vim acompanhar minha vozinha e está um casos aqui. Muita gente, uma criança gritando há meia hora. Gente saindo e vomitando fora da UPA, além da demora nos atendimentos”, contou.

Segundo a Prefeitura, ontem (24), o quadro de funcionários da unidade estava completo, inclusive com um plantonista a mais em decorrência do aumento na procura por atendimento decorrente de problemas respiratórios e tempo seco, comum nesta época do ano, atrelado aos casos de gripe e Covid-19. “É importante lembrar que os pacientes são atendidos conforme preconiza o Ministério da Saúde, pelo protocolo de Classificação de Risco. No caso dos pacientes classificados como não urgentes, a espera estava, em média, em duas horas”, disse.

Ainda segundo o Poder Executivo, já impactada pela demanda acima do normal – como está ocorrendo em todo o Brasil, sendo que algumas cidades estão operando com UTIs infantil em 100% de ocupação -, por causa do aumento dos casos de gripe e Covid – dois vereadores teriam se aproveitado da situação crítica para gerar engajamento nas redes sociais. “A Secretaria reforça que o pico na demora no atendimento ocorreu no período da tarde, quando dois vereadores invadiram a unidade e atrapalharam, por mais de meia hora, o atendimento médico na UPA, motivo pelo qual foi registrado boletim de ocorrência junto a Polícia Militar e processo administrativo para apurar as causas da invasão e importunação do trabalho dos servidores da unidade”, informou.

A Prefeitura explicou ainda que a Secretaria de Saúde segue a portaria nº 10, do Ministério da Saúde, que regula a utilização de uma UPA, bem como a quantidade mínima de assentos disponíveis à população, sendo que a UPA Vila Cristina atende a esta portaria e ainda deixa número de assentos superior ao exigido disponíveis aos pacientes e seus acompanhantes.

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