Suzano investe na compra de novas empresas no valor de R$ 3,3 bilhões

Suzano investe na compra de novas empresas no valor de R$ 3,3 bilhões

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, anuncia o contrato para a aquisição da totalidade das participações societárias detidas por empresas titulares de ativos imobiliários e negócios nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Espírito Santo, envolvendo uma área de 206 mil hectares. A operação totaliza US$ 667 milhões, montante a ser pago entre 2022 e 2023, e está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Assembleia de Acionistas da Suzano, a ser convocada para apreciação da matéria.

A operação visa ampliar a eficiência operacional da Suzano, em linha com sua estratégia de ser referência em competitividade global na produção de celulose, bem como garantir e melhorar o aproveitamento e custo de base florestal em regiões estratégicas às suas operações no longo prazo. Quase a totalidade das operações das empresas adquiridas já é explorada pela Suzano por meio de contratos de parceria florestal celebrados em 2013.

“A Suzano possui atualmente um custo de dívida bastante competitivo e disponibilidade de caixa para adquirir esses ativos e garantir, dessa forma, uma maior eficiência operacional e menor dependência de madeira de terceiros no longo prazo. Isto porque, com a fusão, tais áreas tornaram-se ainda mais estratégicas para a nova companhia”, afirma o presidente da Suzano, Walter Schalka.

A negociação prevê que aproximadamente 50% do montante será pago após a conclusão da transação e o restante será desembolsado um ano após o primeiro pagamento.

“A Suzano tem um balanço financeiro sólido, de forma que a transação não representa risco para o Grau de Investimento, dado que o montante não é significativo e será desembolsado em parcelas”, complementa o diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores e Jurídico, Marcelo Bacci.

Ao final de 2021, a Suzano possuía dívida líquida de US$ 10,4 bilhões e liquidez de US$ 5,1 bilhões. A alavancagem da empresa, em dólares, estava em 2,4 vezes a relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado.

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