Citado em delação de corrupção, Roberto Morais se pronuncia: "Minha honra não tem preço"

Citado em delação de corrupção, Roberto Morais se pronuncia: “Minha honra não tem preço”

O deputado Roberto Morais (Cidadania), eleito pela RMP (Região Metropolitana de Piracicaba), emitiu nova nota sobre a reportagem da Folha de São Paulo que disse que ele foi citado em uma delação por corrupção e caixa dois. O PIRANOT repercutiu a denúncia hoje (16).

Segundo nota enviada ao nosso jornal, o deputado, que tinha se limitado a dizer que desconhecia o assunto para a Folha, subiu o tom. “Infelizmente, com muita tristeza e indignação, vemos às vésperas do início do pleito eleitoral surgirem delações sem provas, de acusações prescritas que não guardam nenhum nexo com a verdade, no que me citam.”, diz o documento.

“Inverdades foram criadas sob medida, e buscarei, incansavelmente, nos termos da lei, as devidas apurações, para que a verdade apareça, e retratações ocorram. Deixo claro que não houve nenhuma citação da justiça.”. “Minha honra não tem preço. Honestidade e trabalho, são as respostas contra qualquer Fake News e especulações.”, completa.

Morais diz ainda que “Ao longo de anos na vida pública sempre pautei todas as minhas ações com transparência, honestidade e trabalho, a favor de Piracicaba e Região. Elas resultaram em seis mandatos aprovados pela opinião pública a mim confiados.”. Ele encerra o documento dizendo que “Não temos o que temer, e continuaremos trabalhando.”.

A delação

Conforme noticiou o PIRANOT, Roberto Morais foi citado por um delator da Eixo, que administra rodovias que ligam a capital ao litoral paulista. Alguns políticos teriam recebido R$ 300 e 400 mil em espécie e outros até caixa dois para campanha eleitoral visando um bom relacionamento e relatórios favoráveis em pelo menos duas CPIs que foram abertas na Assembleia Legislativa de São Paulo para investigar o valor do pedágio cobrado e alguns contratos firmados entre o Governo do Estado de São Paulo com a concessionária.

Segundo o delator, em nome da empresa, houve chantagem para o pagamento de propina para parar o avanço de uma das CPIs. Em um segundo momento, a empresa sentiu a necessidade de pagar, até mesmo caixa dois, para manter um bom relacionamento com os políticos e evitar “dor de cabeça”. Esse é um resumo literal da reportagem publicada pela Folha de São Paulo. Trechos mais completos podem ser lidos na nossa notícia anterior sobre o caso.

O delator detalhou como fez o pagamento e alguns valores para alguns dos políticos. A Eixo, para não ser processada, aceitou pagar R$ 650 milhões em indenização. Parte da delação prescreveu e outra parte está sendo analisada pela Justiça. Como você leu, Morais diz que ainda não foi notificado judicialmente.

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