HFC de Piracicaba suspende novos atendimentos de pacientes do SUS por 24h

Unidade alega excesso na demanda de pacientes do pronto-atendimento do SUS

O Hospital dos Fornecedores de Cana (HFC) de Piracicaba (SP) suspendeu novos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) por 24 horas. Na manhã desta terça-feira (22), uma placa colada na entrada do pronto-atendimento comunicava a decisão e pegou os pacientes de surpresa.

Foto: Wagner Romano / PIRANOT

O PIRANOT recebeu ainda a informação de que, por volta das 09h de hoje, havia uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) parada em frente à entrada do atendimento via SUS com um paciente dentro aguardando para ser atendido.

O jornal entrou em contato com o hospital. Leia abaixo na íntegra a nota enviada pela unidade:

“O Hospital dos Fornecedores de Cana de Piracicaba possui uma longa parceria com a Administração Pública no atendimento aos clientes do Sistema Único de Saúde. Com participação ativa na saúde do município, o HFC Saúde atua sempre em parceria com a Central de Regulação De Vagas de Piracicaba (CRV). Entretanto em 21/02/2022 excedemos em 300% a capacidade operacional máxima dos atendimentos no Pronto Atendimento. Dessa forma restringimos inicialmente por 24 horas os novos encaminhamentos de pacientes SUS da CRV a fim de garantir a qualidade e segurança dos pacientes já internados. Estamos construindo junto ao Governo Municipal soluções para melhorias do processo de Referência e Contra Referência com base em protocolos definidos sobre Vaga Zero. Retomaremos o quanto antes os encaminhamentos pela CRV do município”.

O que diz a prefeitura

“A Secretaria de Saúde informa que foi pega de surpresa com a decisão do Hospital dos Fornecedores de Cana em não receber pacientes do Sistema Único de Saúde, sendo uma decisão unilateral por parte da direção do hospital. A Pasta esclarece que, apesar de o hospital atender apenas pacientes da rede pública referenciados por meio da Central de Vagas Municipal e CROSS (governo estadual), ele não pode deixar de atender os pacientes que chegam regulados pela Central ou CROSS, visto que o contrato entre poder público e a instituição filantrópica está vigente e tal prerrogativa do não atendimento pode ser considerado omissão. Pensando em preservar vidas e manter o atendimento na rede pública, a Secretaria vai tomar as devidas providências para que nenhum paciente referenciado fique sem atendimento”.

Foto: Wagner Romano / PIRANOT
Foto: Wagner Romano / PIRANOT
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