Formado pela Esalq/USP, morador de Piracicaba lança pré-candidatura a governador

Formado pela Esalq/USP, morador de Piracicaba lança pré-candidatura a governador

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) em atividade estadual, decidiu indicar para pleito eleitoral de 2022 Gabriel Colombo para o governo do estado de São Paulo.

Foto: PCB

Gabriel Colombo reside em Piracicaba desde 2009, é formado em agronomia na Esalq/USP, foi dirigente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) quando cursava o mestrado em Ecologia Aplicada e é militante do PCB desde 2015.

Nota do partido sobre a decisão

Neste sábado, 22 de janeiro, o Partido Comunista Brasileiro reuniu sua militância de todas as regiões do estado de São Paulo para uma discussão aprofundada sobre a conjuntura e as eleições de 2022.

Contamos com o ânimo e a disciplina de centenas de camaradas, que debateram os dilemas e desafios colocados para as trabalhadoras e trabalhadores paulistas e de todo o país nessa época de agudo acirramento da desigualdade e do antagonismo entres as classes sociais. Avaliamos que 2022 será um ano desafiador, repleto de múltiplas lutas dos setores explorados e oprimidos da sociedade, além de uma série de esperados duros ataques por parte dos governos Bolsonaro e Dória.

A luta coletiva e organizada é a única saída para a classe trabalhadora diante de um cenário de aumento da fome, do desemprego, da desvalorização dos salários, do aumento do custo de moradia e de vida, do reajuste das tarifas dos transportes públicos, da precarização da saúde e da educação públicas. Todas essas mazelas se combinam com o fortalecimento da violência conservadora e do aparato repressor do Estado, e mais tantas outras pioras nas condições de existência do povo pobre, que são resultado da necessidade dos bilionários e multimilionários de acumular cada vez mais riqueza privada.

Por isso mesmo, não é aceitável que adiemos para outubro de 2022 as respostas para os dramas da grande maioria trabalhadora da população: é preciso construir desde já, por meio da agitação política, a unificação das lutas e forças populares sob uma plataforma anticapitalista e anti-imperialista que responda às necessidades das lutas sociais.

Recusamos a política que sacrifica a organização da luta popular de massas em nome de promessas eleitoreiras – quem fizer essa política, contribuirá para despolitizar, despreparar e desarmar a classe trabalhadora em sua resistência contra seus algozes: os grandes capitalistas brasileiros e seus representantes políticos! A classe trabalhadora só pode obter aquilo que lhe diz respeito por meio da luta independente, sem conciliação e sem ilusões!

Constituir a independência da classe trabalhadora significa recusar a priorização da institucionalidade em detrimento da luta coletiva organizada; significa recusar acordos com os latifundiários, os especuladores, os banqueiros, os grandes empresários que sugam e exploram a classe trabalhadora.

Significa fazer das lutas institucionais um instrumento a serviço das lutas de classes, potencializando e pondo no centro da agenda política o movimento de massas. Não nos iludimos quanto aos limites históricos desse Estado, dessa política institucional burguesa: a solução para os problemas da classe trabalhadora virá pelas mãos da própria classe trabalhadora, por meio do Poder Popular e da revolução brasileira.

Ao mesmo tempo, não menosprezamos o papel das lutas eleitorais e parlamentares para a obtenção de melhorias imediatas das condições de vida das maiorias exploradas, bem como o papel dessas lutas no processo de ampliação da organização e da consciência revolucionária da classe trabalhadora! Na luta contra a depreciação do salário dos trabalhadores, contra o desemprego e pela redução da jornada de trabalho; na luta por moradia popular; na luta pela reforma agrária; na luta por um sistema de saúde inteiramente público; na luta pelo abastecimento emergencial do povo pobre e faminto, contra o racismo, o machismo e a homofobia que vitimam diariamente milhares de paulistanos e paulistanas pobres – para essas e muitas outras lutas que estão no centro de nossas preocupações, os comunistas mobilizarão todas as armas à sua disposição, inclusive a luta política por meio da institucionalidade vigente.

Com base nessas considerações, o PCB decidiu intervir desde já no pleito eleitoral de 2022, de modo a contribuir ao máximo para a construção da força e da independência política da classe proletária. É nesse sentido que apresentamos a pré-candidatura do camarada Gabriel Colombo para o governo do estado de São Paulo.

Gabriel Colombo é agrônomo de formação, foi dirigente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) quando cursava o mestrado em Ecologia Aplicada e é militante do PCB desde 2015, tendo participado ativamente das lutas populares e do ciclo de lutas aberto com a crise capitalista de 2008 e, mais especificamente no Brasil, com as jornadas de junho de 2013.

Residente na cidade de Piracicaba, no interior paulista, Gabriel Colombo cerra fileiras diariamente com as lutas populares da região, seja na luta por moradia popular digna contra os especuladores urbanos, seja na luta pela terra contra os barões do agronegócio.

O camarada Gabriel Colombo dará voz às lutas e demandas não apenas das classes exploradas da capital paulista, mas também às tão invisibilizadas e marginalizadas lutas das classes trabalhadoras do interior do estado, sempre preteridas sob o jugo das oligarquias locais e secundarizadas diante das demandas da burguesia internacionalizada da capital; classes que sofrem na pele, simultaneamente, as agudas contradições da urbanização acelerada, da desindustrialização e da crise social capitalista no campo.

O camarada Colombo cumprirá a tarefa de apresentar o programa do PCB, sustentando um ponto de vista revolucionário em meio ao debate eleitoral, defendendo as bandeiras históricas da classe trabalhadora e expressando a certeza de que São Paulo tem alternativa: uma alternativa comunista, em oposição não apenas aos grandes capitalistas, divididos entre um PSDB em crise e um bolsonarismo em emergência; uma alternativa também à esquerda conciliadora, que busca se viabilizar por meio de alianças com os grandes empresários e com os velhos representantes políticos das oligarquias paulistas, que não representa os anseios e necessidades da classe trabalhadora, das parcelas oprimidas do povo e da juventude.

Essa alternativa é o Poder Popular; essa alternativa é a reorganização socialista da sociedade pelas mãos da classe trabalhadora! Venha construir conosco uma alternativa anticapitalista e anti-imperialista para São Paulo. Venha construir uma campanha comprometida com a derrota do Governo Bolsonaro e Mourão e de todos os representantes da burguesia (João Dória e Cia. inclusos), a serviço de todas as lutas do povo trabalhador do nosso estado, na construção de um Programa Socialista para São Paulo.

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