Em Piracicaba (SP) casos de gripe sobem 63% após o Natal

Em Piracicaba (SP) casos de gripe sobem 63% após o Natal

Com os crescentes casos de gripe no Estado de São Paulo, a Secretaria Municipal de Saúde tem acompanhado os registros em Piracicaba.

De acordo com a OSS Cegecon, responsável pela UPA Piracicamirim, no dia 24/12, véspera de Natal, o número de pessoas atendidas na unidade foi de 291. Já no dia 26/12, após as festas natalinas, o número de pessoas atendidas foi para 476, um crescimento de 63,6%, a maioria apresentava como principal agravante, sintomas gripais. Esta mesma situação acontece nas demais UPAs da cidade: Vila Cristina, Vila Sônia e Vila Rezende.

Embora os sintomas sejam bem parecidos, é possível saber a diferença entre a gripe sazonal – que em alguns casos pode estar associada à Influenza – e a Covid-19, cujos sintomas foram se alterando com o surgimento das novas cepas.

Na gripe os sintomas são febre súbita, dor de cabeça, tosse seca, dores musculares e nas articulações, mal estar, dor de garganta e coriza. No caso da Influenza, os sintomas são mais intensos a partir das primeiras 48 horas e podem incluir falta de ar.

Na Covid-19 os sintomas são febre, tosse insistente, coriza, espirros, dor de cabeça e dor de garganta; neste caso, os sintomas da doença ficam mais intensos a partir do 5º ou 6º dia de infecção.

A orientação da Pasta é para que todos os piracicabanos continuem com o distanciamento entre pessoas de, pelo menos, um metro, cubram a boca e nariz quando tossir ou espirrar e lave as mãos imediatamente após contato com secreções respiratórias, além de usar máscara e higienizar as mãos com álcool em gel, medidas estas importantes para a prevenção tanto contra o vírus Influenza quanto contra a Covid-19.

Caso a pessoa apresente algum sintoma de gripe, a recomendação é procurar atendimento médico. A secretaria informa, também, que os casos de síndromes respiratórias (Covid-19) seguem em índices de estabilidade na cidade.

Vacinação

 Em 2021, a campanha de vacinação contra a gripe durou seis meses – de abril a setembro – em Piracicaba, seguindo todas as orientações do Ministério da Saúde e Governo do Estado, com a imunização de 112.658 pessoas. A campanha dividiu-se em três fases para grupos prioritários, sendo a primeira para crianças com mais de 6 meses e menores que 6 anos, puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto), gestantes e profissionais da saúde; a segunda para idosos (pessoas com 60 anos ou mais) e dos professores das redes pública e privada; e a terceira para pessoas com comorbidades e com deficiência (física, auditiva, visual, intelectual e mental ou múltipla), caminhoneiros, trabalhadores portuários e de transporte coletivo, profissionais das forças armadas, de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional, população privada de liberdade e jovens e adolescentes sob medidas socioeducativas.

Preocupada em atingir a meta estabelecida, de pelo menos 101,9 mil doses nos grupos prioritários, Piracicaba imunizou 66.918 pessoas (59% da meta). O número não foi suficiente, no entanto, a Secretaria intensificou os trabalhos de vacinação e, após quase quatro meses de campanha, abriu – em 12 de julho – a vacinação para toda a população interessada até o fim dos estoques das vacinas.

Segundo explicou o secretário de Saúde, Filemon Silvano, a baixa adesão é explicada em decorrência da vacinação contra a Covid-19, realizada em paralelo à da gripe. “O Ministério da Saúde recomendou que a população se imunizasse primeiro contra a Covid-19 para depois, após 14 dias, recebesse a dose da vacina contra o vírus da influenza”, disse.

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