Sem acordo na negociação da campanha salarial, trabalhadores da Klabin de Piracicaba fazem paralisação

Sem acordo na negociação da campanha salarial, trabalhadores da Klabin de Piracicaba fazem paralisação

Na manhã de hoje (25)

Trabalhadores do turno da manhã da unidade da Klabin de Piracicaba, realizaram paralisação de advertência nesta manhã de segunda-feira, 25 de outubro, em resposta à falta de um acordo na negociação da campanha salarial da categoria. A paralisação, promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Papel, Papelão e Cortiça de Piracicaba (Sintipel), atrasou em mais de uma hora e meia a entrada dos trabalhadores na empresa, que fizeram adesão massiva ao movimento, que tomou a frente da empresa, na avenida Cristóvão Colombo, próximo à SP-304.

Foto: Divulgação

O manifesto, que contou com o apoio de diversos sindicatos de trabalhadores no Estado de São Paulo, de acordo com o presidente do Sintipel, Emerson Cavalheiro, é uma resposta à última contraproposta de acordo apresentado pelo sindicato do setor patronal, que sequer repõe a inflação dos últimos 12 meses, que, de acordo com o INPC, é de 10,78%. “Os empresários estão propondo apenas 9% de reajuste, e ainda dividido o pagamento em três vezes. Diante disso, decidimos realizar uma paralisação de advertência, que também foi realizada em outras cidades”, conta.

Os trabalhadores das indústrias do papel, papelão e artefatos de papel têm data-base em primeiro de outubro e somam cerca de 1.500 na base do sindicato local. Na próxima quinta-feira, 28 de outubro, tem uma nova rodada de negociação, sendo às 10 horas com o empresariado do setor de papel e celulose, enquanto que para as 14 horas está marcada com o do setor de papelão ondulado.

Os trabalhadores reivindicam a reposição integral da inflação, mais 3% de aumento real, além de piso salarial de R$ 2.100,00, abono indenizatório de R$ 2.700,00, cesta de alimentos de R$ 626,00,  assim como manutenção dos postos de trabalho e combate ao assédio moral, sexual e a qualquer forma de discriminação racial, étnico e de gênero.

Na terceira rodada de negociação, os empresários do setor de papel e celulose e de papelão foi  proposto  apenas 9% de reajuste salarial, e ainda divididos em três parcelas, sendo 5% agora; 1,91% em janeiro do próximo ano e mais 1,87% em março.  O setor de papelão propôs abono de R$ 2.100,00, mas também divididos em 3 vezes, com pagamentos em janeiro, março e maio do próximo ano, enquanto que os empresários do setor de papel também propuseram o mesmo valor de abono, só que com pagamentos em dezembro, fevereiro e abril. Na contraproposta já rejeitada, o setor de papel e celulose propôs R$ 317,00 de cesta de alimentos, enquanto que o de papelão ondulado no valor R$ 283,40.

Diante desta total falta de sensibilidade, o presidente do Sintipel diz que “o único caminho que os trabalhadores tem é de fortalecer ainda mais a mobilização e  pressionar para que seja apresentada uma proposta digna, que valorize a dedicação e empenho de cada um de nós, que mesmo em plena pandemia do coronavírus, que inclusive matou companheiros de trabalho, manteve a produtividade em alta, garantindo excelente desempenho dos setores de papel, papelão e artefatos de papel. Certamente, se a proposta não for melhorada, as paralisações vão se intensificar e uma greve não está descartada”, avisa.

Foto: Divulgação
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