Escola de Piracicaba (SP) se pronuncia sobre caso de racismo que envolve crianças de 8 e 9 anos

Escola de Piracicaba (SP) se pronuncia sobre caso de racismo que envolve crianças de 8 e 9 anos

Vítima é uma menina que estuda na mesma classe que os autores das injúrias

Conforme noticiado ontem (06) no PIRANOT, o pai de uma menina de oito anos procurou a Polícia Civil de Piracicaba (SP) para registrar um Boletim de Ocorrência contra as injúrias e crime de racismo que a sua filha vem sofrendo por parte de colegas de sala, dentro da escola Sesi Vila Industrial, localizada no bairro Mario Dedini.

Segundo o registro do caso, o pai da criança relatou à polícia que a filha estuda na escola desde o primeiro ano. Atualmente, ela está no terceiro ano e vem sofrendo preconceito racial por parte de um aluno da mesma classe, que fala “você é negra, cor de barro, seu cabelo é feio e você fede”.

O homem disse ainda que já conversou com a direção do Sesi Vila Industrial, que afirmou que tomaria providências no sentido de orientar as crianças e também cobraria isso dos professores. Contudo, a filha reclamou para ele que depois disso a sala de aula toda passou a deixá-la de lado e as ofensas passaram a vir de várias meninas da classe, que diziam “o que você está fazendo aqui, some daqui. Você não tem direito de escrever na lousa porque você é preta. Você é faxineira preta”.

Mais uma vez, o pai da vítima foi até a escola e tentou resolver o assunto com a direção e com a professora da filha, mas sem sucesso, levando o caso então até a polícia.

O caso foi registrado às 11h10 desta quarta-feira (06) como crime de injúria e será acompanhado pela polícia.

Nota do Sesi

Em contato com a escola, a mesma informou ao PIRANOT que: “quanto à reclamação mencionada, que envolve crianças de 8 e 9 anos de idade, o Sesi-SP esclarece que trabalha de forma permanente em seu currículo a prevenção ao bullying e qualquer forma de preconceito e discriminação, tendo em seu calendário a execução de ações educativas durante todo o ano letivo. A entidade não aprova condutas discriminatórias e a escola está apurando o caso”.

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