Cardiologista explica a relação do maior risco de infarto no inverno

Cardiologista explica a relação do maior risco de infarto no inverno

No momento em que a pandemia de Covid-19 é o foco, chega o inverno e, com ele, a maior incidência de doenças respiratórias devido às baixas temperaturas. Mas muitas pessoas ainda desconhecem o risco de doenças do sistema circulatório que a estação também costuma trazer, como os problemas cardíacos e o maior risco de infarto.

Fernando Candido Martins, cardiologista da Medical, operadora do Sistema Hapvida, conta que há muitos trabalhos já consagrados que mostram que o frio pode aumentar em 30% o risco de infarto. “Com o frio, existe uma maior vasoconstrição periférica porque há contração do corpo, os vasos diminuem perifericamente, aumenta a frequência cardíaca e, consequentemente, ocorre uma redução da circulação no músculo do coração e menor oxigenação. Esse estreitamento do vaso faz com que áreas que tenham placas se fechem e levem ao rompimento ou oclusão dos vasos, levando ao infarto”, explica.

O médico também esclarece que os problemas respiratórios nesta época do ano, principalmente os infecciosos pulmonares, também influenciam, pois podem instabilizar eventuais placas nas artérias que podem se romper e levar ao infarto ou até um AVC.

Quando desconfiar de infarto

O cardiologista diz que é importante que o paciente fique atento a dor no peito, dor precordial persistente que pode também ser nos braços e às vezes na região da mandíbula, de forte intensidade, acompanhada de náuseas, mal-estar excessivo e sudorese. “Com este quadro, o paciente precisa procurar um hospital porque o risco de estar em processo de infarto é grande e precisa rapidamente de intervenção médica para controlar a situação”.

Grupos de risco

Os grupos de maior risco são os idosos, doentes bronquíticos crônicos, os obesos, diabéticos não controlados, sedentários e que não se alimentam corretamente. Ele aponta o maior perigo a quem exagera no consumo de carboidratos.

A importância da vacina contra a gripe

O papel da vacina contra a gripe é significativo porque, conforme o médico cardiologista Fernando Candido, diminui o risco de infecções respiratórias, as secundárias principalmente e, consequentemente, reduz a possibilidade de instabilidade de placas das artérias coronárias e até cerebrais.

Sobre o Sistema Hapvida

Com mais de 7,1 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, Grupo Promed além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 37 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 47 hospitais, 201 clínicas médicas, 45 prontos atendimentos, 173 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

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