Em Piracicaba, sindicato denuncia banco por descumprir acordo e demitir na pandemia

Ato foi na Praça José Bonifácio, no centro

Os diretores do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região (Sindban) realizaram protesto na frente da agência central do banco Bradesco na manhã de ontem (04), para denunciar que o banco está descumprindo um acordo firmado com Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de não demitir funcionários durante a pandemia.

Foto: Sindban

Durante o ato, uma carta aberta foi distribuída aos clientes. Alguns deles denunciaram que têm que esperar nas filas para serem atendidos, mas que para abertura de contas os novos clientes passam na frente.

O Bradesco que já demitiu este ano mais de 1.300 trabalhadores e, de modo geral, os bancos já demitiram mais de 12 mil trabalhadores este ano, de acordo com do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

Angela Ulices Savian, presidente interina do Sindban comentou que essa atitude “é um claro descumprimento ao acordo firmado em março. Para se ter uma ideia, na nossa base, somente em outubro, foram 15 demissões, algumas delas por telefone. Um desrespeito total”.

De janeiro a setembro, o banco já fechou772 agências e até o fim deste ano o Bradesco vai fechar outras 1.100 agências, o que sinaliza para mais demissões. O anúncio foi feito pelo presidente da instituição, Octavio de Lazari, que pretende, com o corte, economizar cerca de R$ 879 milhões.

Lucro

Nos primeiros nove meses deste ano, o Bradesco lucrou mais de R$ 13 bilhões. No terceiro trimestre seu lucro cresceu 29,9% em relação ao anterior. Somente com tarifas, o banco consegue pagar os rendimentos de todo os seus empregados e ainda sobram R$ 5 bilhões.

Nesta quinta-feira, o protesto do Sindban contra as demissões no Bradesco será realizado em Santa Bárbara D’Oeste.

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