Orquestra Piracicabana de Viola Caipira completa 15 anos

Orquestra Piracicabana de Viola Caipira completa 15 anos

Conhecida como a “Terra da Viola”, Piracicaba até então não tinha uma orquestra dedicada ao instrumento. E isso acabou mudando em 2005, quando surgiu a Orquestra Piracicabana de Viola Caipira, que, nesta quarta, 05 de agosto, completa 15 anos.

Foto: Perigo.

A Orquestra Piracicabana de Viola Caipira foi criada em 2005, mas sua história começou antes, a partir de uma oficina de viola ministrada pelo famoso violeiro Mazinho Quevedo em 2004. Quando acabou a oficina, o grupo se dispersou, mas voltou a se encontrar em outra oficina, agora com o violeiro Fernando Sodré. Foi aí que surgiu a ideia de montar um grupo de violeiros, que originou a Orquestra Piracicabana de Viola Caipira.

“A Orquestra tem como principal objetivo difundir a cultura da cidade berço da música raiz no Brasil, já que não contávamos com tal atração para enfatizar sua tradição da música de viola, apesar dos grandes nomes que levam a música aqui da cidade. Assim a Orquestra Piracicabana de Viola Caipira começa sua caminhada para levar o nome de nossa cidade e mostrar com isso, nossa mais sincera prova de amor por Piracicaba e pela música raiz, por meio desse instrumento fascinante chamado viola caipira”, conta Jorge Cesar de Vargas Neto, regente da Orquestra.

Desde sua fundação, a Orquestra fez vários shows em Piracicaba, em locais como o Sesc, Teatro Municipal Dr. Losso Netto e festas, como a tradicional Festa do Divino, Festa da Cachaça e do Peixe, Noite das Tradições e até na Virada Cultural Paulista, além de eventos particulares.

A música raiz piracicabana também é levada pela Orquestra para cidades da região, como Americana, Santa Bárbara D´Oeste, Itu, São Pedro, Arara, Itu, Tatuí e Pirassununga. Além dos shows, os músicos se reuniram em 2015 em estúdio, e gravaram o tão sonhado CD, chamado Rio de Lágrimas.

Família

Uma característica interessante do grupo é que a maioria dos músicos não tem formação acadêmica na área. Isso não significa que a música não é boa, mas que o clima é ainda mais descontraído, como se fosse uma família de músicos.

A técnica em contabilidade Eclarice Prezotto Tietz, 70 anos, está desde o início do grupo. Ela lembra que não sabia tocar viola quando entrou, mas aprendeu. “A Orquestra surgiu em minha vida meio que por acaso. Sempre gostei de música. Cantava em corais e na igreja e sabia um pouco de violão. A pedido de amigos queridos entrei para a Orquestra. Eu não sabia tocar viola. Comecei a ir aos ensaios e adquiri gosto. Estou até hoje e me dedico de alma à orquestra. Adoro seus integrantes porque somos uma família, amigos de verdade. Estamos sentindo falta daquele carinho, das reuniões, por conta da pandemia, mas, se Deus quiser, logo estaremos de volta”, ressalta Eclarice, que atua no grupo como tesoureira voluntária.

A gerente administrativa Cristiane Regina Spironello Calcidoni viu a filha, então com 10 anos, e o pai, entrarem para a Orquestra Piracicabana em 2010. Quando a filha teve de sair por conta dos estudos, em 2016, Cristiane decidiu que era hora de “preencher” a sua vaga. “Em 2010, minha filha, que tinha aprendido violão, foi convidada para entrar na Orquestra, onde ficou até 2016. Em 2014, prevendo a saida dela, comecei a aprender violão para fazer parte do grupo. Na minha criação sempre tive a música raiz e sertaneja como paixões. Entrei sabendo muito pouco e fui melhorando. Nós, apenas, nos reunimos para tocar boa música e é muito satisfatório. Você vê as pessoas cantando, a emoção desse público e isso nos dá motivação para seguir. A moda de viola é importante para nós, da Orquestra, e para Piracicaba, que é chamada de cidade caipira com orgulho e jamais pode morrer”, destaca Cristiane, que é secretária voluntária da orquestra.

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