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Em Piracicaba, indivíduo ameaça ex com arma de fogo após término de namoro

Rafael Fioravanti

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Em Piracicaba, uma mulher de 41 anos procurou a Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (10) para narrar episódios de ameaças e agressões que vem sofrendo por parte de seu ex-convivente. O caso foi registrado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e encontra-se sob investigação.

Piracicaba
Foto: Wagner Romano / PIRANOT

De acordo com informações providas pela Polícia Civil, a vítima relata que, mesmo após se separar de seu namorado, o mesmo se recusa a sair de sua residência. O imóvel fica na Rua Corcovado, distrito de Santa Terezinha, ao norte do município.

A situação ficou ainda pior quando, na noite deste domingo (09), seu ex-namorado tentou agredi-la, tendo sido necessário a intervenção do filho da vítima a fim de contê-lo. A vítima relata ainda relatou que, no dia 29 de maio, seu ex-namorado a ameaçou com uma arma de fogo, dizendo que só deixaria a casa após matá-la.

A vítima procurou a DDM, no centro de Piracicaba, às 12h53 desta segunda-feira (10), para lavrar um Boletim de Ocorrência. Na ocasião, ela foi cientificada das medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha e também do prazo de seis meses para prosseguir com a denúncia, a fim de ver seu ex-namorado (agressor) processado dentro dos limites da lei.

O caso foi registrado como crime de ameaça e vias de fato, conforme regem os Artigos 147 do Código Penal e 21 da Lei das Contravenções Penais (DL 3688/41). O 5º Distrito Policial de Piracicaba ficou incumbido de investigar o ocorrido.

Maria da Penha

O serviço tem como objetivo reduzir as estatísticas de agressões na cidade, já que a Lei Maria da Penha defende as mulheres de qualquer forma de violência. Perante a lei, é considerada violência contra a mulher qualquer ação ou omissão que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual, psicológico e dano patrimonial. Sua finalidade é proteger as mulheres de agressão doméstica ou familiar que, por decisão judicial, possuem medidas protetivas que determinam que os agressores mantenham distância, não ultrapassando um limite mínimo de aproximação.

Em Piracicaba, é a Guarda Civil Municipal (GCM) que fica incumbida do patrulhamento. A GCM tem à sua disposição uma equipe composta de coordenadora e oito guardas que trabalham em horários e dias alternados. O monitoramento é feito 24 horas ininterruptas, e, caso haja descumprimento de pena, o agressor é preso.

“Os números apontam que a ação da Patrulha Maria da Penha tem auxiliado as mulheres piracicabanas vítimas da violência. Desde sua implantação, os trabalhos com as vítimas mostram que agora elas se sentem mais seguras para denunciar o agressor, podendo contar com o apoio não só da Patrulha, mas também da rede de atendimento no município. Com toda certeza, a Patrulha Maria da Penha é uma ferramenta importantíssima para mudar as estatísticas de violência contra a mulher em Piracicaba”, comenta Lucineide Maciel, comandante da Guarda Civil.

Presenciou episódios de violência contra as mulheres? Denuncie!

Denúncias de violência contra as mulheres podem ser feitas para a Guarda Civil (telefone 153);  no Plantão 24 horas;  na Central de Atendimento à Mulher em situação de Violência (telefone 180);  e principalmente na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), situada na Rua Alferes José Caetano nº 1018, no centro de Piracicaba, através do telefone (19) 3433-5878.

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Rafael é formado em jornalismo (comunicação social) pela Universidade Mackenzie, em São Paulo. Possui experiência em redações e editoras literárias. Integra a equipe do Jornal PIRANOT desde dezembro de 2017.

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