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Pedido de impeachment do prefeito Barjas Negri volta a circular na Câmara de Piracicaba

Rafael Fioravanti

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O representante comercial José Edvaldo Brito voltou à Câmara de Vereadores de Piracicaba na tarde desta segunda-feira (12), para informar que entregou um novo pedido ao Setor de Protocolo da Casa para que os vereadores analisem o impeachment do prefeito Barjas Negri. O informe foi dado durante a 68ª reunião ordinária.

Foto: Fabrice Desmonts.

De acordo com Brito, nenhuma alteração foi feita no texto que ele anexou ao Setor de Protocolo na terça-feira, 07 de agosto deste ano. Após análise, o Departamento de Assuntos Jurídicos rejeitou o pedido e determinou o arquivamento, acatado pela Mesa Diretora, já que a Lei Orgânica do Município prevê apenas que pedidos desta natureza sejam apresentados por presidente de partido político com representação na Casa.

“Não acrescentei nada ao texto, apenas anexei minha filiação partidária”, informou Brito, se referindo à sua filiação ao Partido da República (PR). “Naquele mesmo dia, o vereador Laércio Trevisan me convidou para fazer parte do partido dele e eu me filiei ao PR. Não só entrei no PR para o pedido de impeachment, mas com projeto de apoio e sustentação ao Trevisan naquilo que for possível, no combate à corrupção em Piracicaba”.

Brito diz que a condenação de Barjas diz respeito a irregularidades na Policlínica de Santa Teresinha e que o processo se estende desde o ano de 2009. “Ele não foi condenado por um juiz ou desembargador. Está condenado em segunda instância por unanimidade dos desembargadores. Ele perdeu os direitos políticos. Se mantém na prefeitura através de um recurso e tenho certeza que a Justiça de Brasília, o Superior Tribunal de Justiça, irá manter a decisão dos desembargadores de São Paulo”, completou.

O discurso de Brito durou 20 minutos e provocou as mais diversas reações na Casa de Leis.

Para o vereador Láercio Trevisan, o impeachment não se trata de uma acusação, mas de uma condenação em segunda estância, com inexigibilidade por cinco anos. “É um pedido com fundamentação, o mesmo caso do presidente Lula, condenado em segunda instância e está preso. Quem está recorrendo é o condenado, o prefeito Barjas Negri”, discursou Trevisan.

Já o presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba, Matheus Erler, disse que o pedido está em sua mesa e será analisado. “Havendo fundamentação, eu darei encaminhamento e virá a plenário para apreciação. Nunca brinquei de ser presidente”.

Rafael é formado em jornalismo pela Universidade Mackenzie, em São Paulo. Possui experiência em redações e editoras literárias. Integra a equipe do jornal PIRANOT desde dezembro de 2017.

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2 Comentários

2 Comments

  1. neco

    13 de novembro de 2018 a 13:51

    sergio moro vem ai com jair

  2. Elisane Machado Monteiro

    14 de novembro de 2018 a 15:17

    Esses vereadores tem mais preocupação em defender os seus partidos do que com a população. Ninguém fica procurando melhorar as condições da população. Isso não traz voto. Temos que ver o resultado .

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