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Charqueada

Vítimas fatais de acidente em Charqueada possuem 20, 30 e 31 anos

Rafael Fioravanti

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A Polícia Civil de Charqueada divulgou a identidade das três vítimas fatais do acidente desta terça-feira (09), em Charqueada. As vítimas são Igor Barros da Silva, de 20 anos; Claudio Bozzo Júnior, de 30; e Luis Gustavo dos Santos, de 31 anos.

Claudio Bozzo Júnior será sepultado nesta quarta-feira (10), às 13 horas, no Cemitério do Lageado, em São Paulo. O sepultamento de Luis Gustavo será às 16 horas, no Cemitério Municipal de São Pedro (SP). Já Igor Barros da Silva será sepultado às 17h de quinta-feira (11), no Cemitério das Pedras, em Ouricuri (PE).

O funcionário que sofreu ferimentos leves, Cléber da Cruz Bernardino, de 34 anos, foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Beneficente de Charqueada. Ele foi atingido por estilhaços, porém já teve alta.

Luis Gustavo, de 31 anos; e Claudio Bozzo, de 30. Eles foram duas das vítimas fatais.

O acidente

Os funcionários da empresa estavam em uma reunião produtiva e administrativa, momento em que foi ouvido um estouro na planta. Assim que todos foram averiguar o ocorrido, tomaram ciência que um reator havia acabado de explodir. Este reator estava alvejando óleo de soja refinado no momento do estouro. Os brigadistas de socorro foram acionados imediatamente.

A empresa conta com cerca de 60 funcionários e todos foram liberados. Essas informações foram passadas pelo gerente administrativo da empresa, que pediu para não ser identificado.

Relatos

O PIRANOT conversou com moradores e colheu testemunhos acerca do acidente ocorrido na fábrica.

“Eu estava saindo do meu quarto, quando, de repente, ouvi uma explosão muito forte que chegou a abalar as janelas de casa”, comentou Rosemeire Godoy Dias, vizinha do local. “Como foi muito forte, subi na cama para olhar pela janela e vi uma fumaça muito preta saindo da caldeira. Se da minha casa eu ouvi esse barulho estrondoso, não quero nem imaginar quem estava próximo do lugar do acidente.”

Outro morador das redondezas, identificado como Renato, também comentou sobre a tragédia. “O que a gente ouviu parecia uma explosão a banco. Parecia que tinham colocado dinamite em algum lugar. O chão tremeu muito, foi algo surpreendente, e de repente começou a vir aquela fumaça preta. A explosão realmente abalou toda Charqueada, porque pôde ser ouvida até a 1.500 metros de distância”.

E os depoimentos logo abriram espaço também a denúncias. “Um ponto negativo de se morar aqui é a poluição. O mau cheiro transcende toda a área, afetando crianças e nós, principalmente, que somos muito idosos”, continuou Renato.

“Esse cheiro de produto químico às vezes torna insuportável o simples fato de ficarmos dentro de casa. É um cheiro que vai queimando o nosso nariz. Isso já foi denunciado pelos vizinhos, porém nada ainda foi feito”, complementa Rosemeire.

Outro vizinho próximo à fábrica, identificado como José, comentou que mora no bairro há 10 anos e que essa foi a primeira vez que ele presenciou algo dessa natureza. “Foi um barulho forte, que balançou as portas de casa. Sem contar o mau cheiro e aquele líquido que eles jogam na terra que chegou a poluir até mesmo um riozinho que tem na parte de baixo. A gente liga na Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), mas eles vêm aí e não resolvem nada. Tudo continua assim do mesmo jeito”.

O acidente na fábrica Biocapital deixou três mortos, mas ainda não há um número exato de feridos. “Devido à explosão, houve um deslocamento de ar muito grande o que provou as três mortes”, comentou Helio Lima, tenente do Bombeiro. “Quando nós chegamos, já não havia mais fogo. A gente só fez resfriamento do local e a prevenção do pessoal.

Fotos do acidente

Foto: Wagner Romano / Jornal PIRANOT

Foto: Wagner Romano / Jornal PIRANOT

Foto: Wagner Romano / Jornal PIRANOT

Foto: Polícia Militar.

Foto: Polícia Militar.

Foto: Polícia Militar.

Foto: Polícia Militar.

Foto: Polícia Militar.

Rafael é formado em jornalismo pela Universidade Mackenzie, em São Paulo. Possui experiência em redações e editoras literárias. Integra a equipe do jornal PIRANOT desde dezembro de 2017.

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