Governo Federal aumenta em R$ 9 milhões verba para a saúde de Piracicaba

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Foto: Fabrice Desmonts / Câmara

O vereador Gilmar Rotta (PMDB) anunciou na noite de ontem (16), durante a sessão plenária da Câmara de Piracicaba, que o governo federal aumentará em mais de R$ 9 milhões o repasse de dinheiro para a saúde. O valor será pago em 12 parcelas.

Segundo o parlamentar, o aumento do repasse federal é resultado direto da atuação política implementada pela Câmara de Vereadores de Piracicaba ao longo deste ano. “Recebi, por volta das 17 horas, um telefonema do Gabinete da Presidência falando da Portaria 2912, que amplia os recursos para o município”, informou Gilmar.

No início do ano, Rotta manteve contato com o Ministério da Saúde para viabilizar a visita do secretário da pasta para Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Rogério Abdalla, em maio. Na oportunidade, cobrou a atuação do governo federal para minimizar as dificuldades da rede municipal. “Trouxemos ele para que conhecesse a estrutura de atendimento e, a partir disso, contribuísse para a melhoria no financiamento”, disse o vereador, à época.

Durante a reunião de quinta, o vereador destacou que a Portaria estava na mesa do ministro desde o inicio do ano, mas foi necessária a nomeação do substituto da pasta, Adeilson Loureiro Cavalcante, que durante uma semana apenas no cargo já encaminhou a liberação dos recursos que serão parcelados em 12 parcelas de R$ 798.313,00, totalizando R$ 9.579.760,00. “Espero que o ministro, voltando ao cargo, não revogue”, disse.

Gilmar Rotta também enalteceu a atuação de todos os vereadores, que trabalham na busca por estes recursos, em constantes conversas com os deputados federais e presidentes de partidos. “Gostaria de parabenizar a todos que se empenharam nesta luta, agora o secretário municipal Pedro Mello terá condições de gerenciar melhor a saúde”, enfatizou.

Diversas ações

A situação da saúde em Piracicaba tem sido tema constante no Plenário da Câmara de Vereadores e em proposituras apresentadas de forma recorrente. Um dos assuntos mais reclamados é a demora no funcionamento do Hospital Regional, no bairro Santa Rita. Mesmo sob administração do Governo do Estado, ainda não está em funcionamento. A dívida da Prefeitura com os hospitais locais também é permanente na pauta.

No início de agosto, o vereador Rerlison Rezende (PSDB) informou que em apenas seis meses a Câmara já havia protocolado 142 proposituras voltadas às demandas da rede municipal de Saúde. Em resposta ao que chamou de “críticas infundadas”, o parlamentar disse que apresentava ali “todas as proposituras que eu votei”, ao enaltecer o trabalho dos colegas. “Tivemos vários questionamentos”, destacou Relinho.

Além da atuação local, os vereadores buscam influenciar as decisões de parlamentares de outras instancias, com o objetivo de conseguir emendas para o orçamento de Piracicaba.

Relinho entrou em contato com o deputado federal Jefferson Campos (PSD-SP) e o deputado estadual Carlos Cezar (PSB). O vereador Adilsa Marques, o Paraná (PPS), levou o assunto ao deputado federal Paulo Freire (PR) e Lair Braga tratou da preocupação com o deputado estadual Luiz Carlos Gondin (SD).

A atuação política dos vereadores em defesa da Saúde também chegou diretamente ao governador Geraldo Alckmin, no início de outubro. Na inauguração do evento EsalqShow, com a presença do chefe do Executivo estadual, uma comitiva com 12 vereadores levou as dificuldades enfrentadas pela rede municipal de atendimento, por conta da falta de recursos.

Já no final de outubro, a Câmara aprovou a criação da Frente Parlamentar Pró-Saúde, com o objetivo de envolver as cidades integrantes da DRS-X, órgão da Secretaria de Estado responsável por gerir os recursos para 26 cidades. No último dia 9, um grupo de nove vereadores aprovou o primeiro requerimento da Frente, onde cobra dados da gestão do prefeito Barjas Negri (PSDB) sobre os atendimentos de saúde realizados na cidade.

A Câmara também serviu de palanque ao secretário municipal Pedro Mello (Saúde), que reclamou do déficit de repasses tanto do Governo do Estado quanto da União durante a audiência pública sobre a LDO 2018 (Lei de Diretrizes Orçamentárias), no dia 30 de agosto. “Essa situação está ficando em níveis bastante gritantes e de difícil de solução”, enfatizou.

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