Piracicaba registra dois novos casos de morcegos com raiva

Piracicaba registra dois novos casos de morcegos com raiva

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Foto: Reprodução

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) identificou mais dois casos positivos de raiva em morcegos: um no Centro e outro no Glebas Califórnia. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (09) pelo Instituto Pasteur. Ambos são insetívoros, da espécie Nyctinomops laticaudatus. Já são 6 animais do gênero diagnosticados com a doença no município neste ano.

Por isso, o CCZ enfatiza a importância da vacinação antirrábica, cuja campanha municipal na zona urbana encerra neste sábado (11/11), com atendimento na região norte da cidade (conforme tabela abaixo). O atendimento acontece das 8h às 17 horas, em pontos estratégicos de cada bairro. Quem já perdeu a vacinação no próprio bairro, pode levar seus animais direto ao CCZ: Rua dos Mandis, s/nº – Jupiá, fone: 3427-2400, de segunda a sábado, das 8h as 16 horas, pois a unidade funciona como posto fixo de vacinação durante o ano todo.

De acordo com a bióloga Regina Lex Engel, do CCZ, os animais domésticos tornam-se vulneráveis aos morcegos quando eles estão caídos. “Os gatos, principalmente, podem querer brincar com o bixo doente e ser atacado, se contaminando com o vírus da raiva. O mesmo pode acontecer com os cães. Para evitar o risco da doença, é fundamental a imunização com a vacina antirrábica”, explica.

Vacinação contra a raiva

Até o momento, durante a campanha já foram vacinados 24.632 animais, faltando apenas 2.666 para fechar a meta, de 27 mil, sendo 20.890 cães e 3.242 gatos.  Para o veterinário do CCZ, Paulo Lara, coordenador da vacinação antirrábica deste ano, se não chover, como ocorreu em outros sábados anteriores, e a população colaborar, será possível bater a meta. “A região é grande, mas estamos fazendo uma forte divulgação com carros de som”, disse.

Além do carro de som, a campanha circula por intermédio de sites, jornais, rádios, faixas, cartazes fixados em escolas, postos de saúde e estabelecimentos comerciais. Durante os sábados, trabalham nove equipes, compostas por vacinadores devidamente capacitados, realizam os procedimentos com material descartável e de uso individual. O CCZ orienta que os animais devem ser conduzidos aos postos de vacinação por adultos e presos em guias. Aos mais agressivos, é obrigatório o uso da focinheira. Os gatos devem ser levados em caixas de transporte ou em sacos, como aqueles para embalar cebolas, para evitar fugas e possíveis acidentes com o animal, proprietário e vacinadores.

Todos os cães e gatos, a partir dos 03 meses de idade, podem receber a vacina. Animais doentes, em tratamento ou debilitados devem aguardar a recuperação e a alta do seu médico veterinário, assim como as gestantes e com crias esperarem o desmame dos filhotes para receberem a vacina. Nesses casos, as vacinas podem ser aplicadas posteriormente, de segunda a sábado, das 8h as 16 horas, no CCZ, que funciona como posto fixo de vacinação durante todo ano.

De acordo com Paulo Lara, médico veterinário responsável técnico do Canil do CCZ, “a vacinação é muito importante para prevenir a Raiva, uma doença que mata e é transmitida por todos os mamíferos, principalmente os morcegos, que atualmente contribuem para circulação e manutenção do vírus na zona urbana”.

ZONA RURAL – A etapa da campanha de vacinação contra a raiva na zona rural superou a meta deste anos, estabelecida pelo CCZ, com base em históricos anteriores, de imunizar 10.000 animais. Foram 8.573 cães e 1.568 gatos, totalizando 10.141. O destaque foram os gatos, cuja população atendida superou o índice de 2015 em 7,4 %.

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