Sem negociação entre mantedor da Unimep e funcionários, greve continua

Sem negociação entre mantedor da Unimep e funcionários, greve continua

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Foto: Gabriel Pasqualin

Os professores da Unimep fizeram na noite desta quarta-feira (09), uma assembléia e, por unanimidade, decidiram manter a greve iniciada terça-feira por tempo indeterminado. Eles alegam que não houve resposta e nem sinalização de diálogo por parte do Instituto Educacional Piracicabano (IEP).

A Adunimep (Associação de Docentes da Unimep) e o Sinpro (Sindicato dos Professores) solicitaram uma reunião com a direção do IEP e a Reitoria da universidade para hoje (10), às 14h, na reitoria, em Piracicaba. Espera-se assim, abrir as negociações solicitadas pelos professores desde a decretação da greve em 31 de julho.

Outra atividade prevista é a confecção de uma faixa gigante no estacionamento do bloco 9 do Campus Taquaral. Professores, alunos e funcionários vão participar da confecção do material, que vai ressaltar a autonomia universitária, um dos pontos que levou à greve de professores e funcionários e à ocupação dos campi pelos alunos.

Além dos professores, funcionários de todos os setores também estão em greve. “Aderimos a greve pelo fato da secretaria estar trabalhando em escala de 14 horas. Temos entrado às 8 e manhã e saindo as 23 horas, o que fere a lei.”, contou uma das grevistas que pediu para não ser identificada.

As queixas vão além do sistema digital e do modelo de gestão implantado pela Rede Metodista. “O fundo de garantia faz mais de dois anos que não é depositado. Este mês o salário veio em dia, porém os vales alimentação e refeição não vieram, o plano de saúde que é descontado da Folha de pagamento dos funcionários não foi pago.”, desabafou.

Na terça-feira (08), o IEP se pronunciou sobre a greve e as reclamações dos estudantes, conforme noticiou o PIRANOT. Na ocasião, ele disse estar aberto para as negociações.

MOÇÃO DE APELO – O presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba, ocupou a tribuna para registrar voto de declaração sobre o teor da moção de apelo 98/2017, de sua autoria, aprovada por unanimidade do plenário, direcionada à Rede Metodista de Educação, de modo a cessar a instabilidade no meio educacional a fim de que seja solucionado a grave crise noticiada e, que já resultou na deflagração de greve dos professores por 48 horas.

Na leitura da moção de apelo, o parlamentar destaca que no último dia 31 de julho foi votado em assembleia, aprovado de maneira unanime e protocolado na Reitoria da Universidade Metodista de Piracicaba comunicado de greve dos professores da instituição, que podem iniciar uma paralisação a partir do dia 8 de agosto.

Conforme notícias publicadas pelos professores, há salários atrasados, não cumprimento dos termos da convenção coletiva de trabalho, coordenadores com dificuldade de atuar junto à gestão de seus cursos, e discentes com dificuldade de realizar matriculas e utilizar o sistema interno da entidade.

Além do prejuízo para que a greve impõe com atraso nas matérias dadas, causando instabilidade nos alunos e alteração total do calendário do semestre escolar, que certamente deixará sequelas na vida acadêmica e pessoal, tanto dos alunos, como dos professores e servidores.

A consideração é que a UNIMEP é referência nacional em educação e uma das instituições educacionais mais respeitadas no acadêmico, sendo tradicional na inovação científica, levando o nome da nossa cidade de Piracicaba.

“Assim, é imperiosa a necessidade da atuação da Rede Metodista para solucionar o impasse ora relatado pelos professores, bem como mantenha o diálogo com as entidades representantes dos professores – Associação dos Docentes da Unimep e Sindicato dos Professores – de modo que traga estabilidade para toda a comunidade acadêmica, voltando a nossa respeitada UNIMEP a normalidade”, enfatizou o parlamentar.

Durante o protesto, o Reitor, Prof. Dr. Márcio de Moraes, manifestou que espera a mudança do sistema de modo a retornar a autonomia acadêmica e administrativa da entidade para que haja estabilidade e confiança, demonstrando que, em que pese o pouco tempo que o reitor está na direção da escola, já absorveu o espírito unimepiano que sempre fez da universidade única e referência como instituição de ensino.

“Pela sua atuação firme, sempre visando à academia e as tradições da entidade, é necessária a sua permanência à frente da reitoria de modo que o habitual equilíbrio volte a reinar no seio escolar, bem como não deixar que a reputação e respeito sejam abalados”, disse.

“Submetemos à apreciação do Plenário, na forma regimental, a presente Moção de Apelo à Rede Metodista de Educação para que não meça esforços para normalizar o impasse relatado pelos professores, bem como mantenha o diálogo com as entidades representantes dos professores – ADUNIMEP E SINPRO – de modo que traga estabilidade para toda a comunidade acadêmica. Requeremos ainda que do deliberado, cópias sejam envidas à Reitoria da UNIMEP, à Adunimep (Associação dos Docentes da Unimep), ao Sinpro (Sindicato dos Professores), à Associação dos Funcionários do Instituto Educacional Piracicabano (Afiep) e ao Sindicato dos Auxiliares em Administração Educacional de Piracicaba”, concluiu o parlamentar.

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