Presidente da Águas do Mirante é preso pela Polícia Federal

Presidente da Águas do Mirante é preso pela Polícia Federal

Foto: Reprodução / O Empreiteiro
Foto: Reprodução / O Empreiteiro

A PF (Polícia Federal) prendeu na manhã de ontem (12), Jorge Carlos Amin, diretor-presidente da Águas do Mirante, uma concessionária criada através de uma parceria público-privada com o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) de Piracicaba para cuidar do tratamento de esgoto da cidade.

Amin cumprirá prisão preventiva a pedido do Ministério Público no Centro de Detenção Provisória de Ribeirão Peto. Ele foi denunciado na Operação Sevandija, deflagrada em 1º de setembro, que já prendeu 11 pessoas por suspeita de participação em um esquema de fraude em contratos de licitações de R$ 203 milhões na Prefeitura de Ribeirão.

Ontem, além do presidente da Águas do Mirante, foi preso o ex-secretário da Casa Civil Layr Luchesi Junior e o ex-superintendente da Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto (Coderp) David Mansur Cury. Outros 17 mandados de condução coercitiva e 48 de busca e apreensão foram cumpridos. Agentes da PF realizaram buscas na casa da prefeita Dárcy Vera (PSD).

Amin, que é Engenheiro civil por formação, integra o Comitê de Avaliação de Projetos da Aegea Saneamentos, administradora da Águas do Mirante, que também é investigada por suspeita de fazer pagamentos às empresas ligadas a Luiz Alberto Mantilla Rodrigues Netto, preso no primeiro dia da operação. O inquérito deste caso está aos cuidados do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), que ofereceu denúncia à Justiça na sexta-feira passada.

Em nota, a Águas do Mirante informou ao PIRANOT “que o caso, não possui relação com as atividades desempenhadas pela concessionária, que ocorrem em sua total normalidade de acordo com o seu contrato.”, disse.

Em Piracicaba, diversos vereadores opositores ao governo municipal, comandado pelo PSDB há quase 12 anos, questionam contratos do Semae com a Águas do Mirante. Um deles é José Antônio Paiva (PT), que questiona o comprometimento de 54% do orçamento do Semae com a Concessionária.

Para apurar possiveis irregularidades, a população chegou a fazer pressão para a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), mas não houve até hoje o número de assinaturas de vereadores suficientes para a sua abertura.

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