Pacientes reclamam de falta de vagas em hospitais, cirurgias e atendimento do SUS

Pacientes reclamam de falta de vagas em hospitais, cirurgias e atendimento do SUS

O PIRANOT tem recebido diversas queixas de falta de leitos em Piracicaba onde os pacientes, mesmo em estado grave, têm ficado internados em prontos-socorros sem toda a estrutura necessária.

Neste momento, Francisco Sylvestre, de 77 anos, se encontra na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), da Vila Cristina. O idoso, segundo a filha, tem problema de cirrose hepática causada por medicamentos controlados e está na sala de emergência do pronto socorro. “O médico disse ontem que o estado dele é grave porque o rim está começando a parar, mas até agora não tem nenhuma vaga”, disse Elisangela Sylvestre.

A internação de pacientes em prontos-socorros virou rotina em Piracicaba. A solução para o problema seria o Hospital Regional que ainda não tem data para começar a funcionar.

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MAIS RECLAMAÇÃO – Ontem (13), a leitora Thamires B. também se queixou ao PIRANOT quanto ao atendimento que recebeu na UPA do Piracicamirim. “No sábado minha mãe foi atendida na emergência, colheu urina e sangue para exame, já que havia a suspeita de pedra na vesícula, teve alta no dia seguinte e pediram para irmos buscar os exames na quarta, porém hoje fui informada que esqueceram de encaminhar as coletas ao laboratório”, contou.

A leitora fez um desabafo. “Infelizmente eu dependo do SUS e gostaria, de verdade, que a Secretária de Saúde e o Prefeito de Piracicaba colocassem mais atenção nesta área porque está um caos”, disse.

Você leu aqui no PIRANOT recentemente que uma criança de quase três meses de vida morreu e o pai acusa o SUS de não ter aplicado uma vacina de hepatite. Uma sindicância foi instaurada para apurar o que aconteceu.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

FALTA DE CIRURGIA – A também leitora Rosângela Oliveira vem sofrendo com o SUS na cidade. A neta dela, Ariane Alves, está com uma grave infecção no canal da lágrima e não consegue tratamento médico há mais de um ano. “Durante este período as infecções têm se agravado. Ela vai na UPA, toma injeções, dá uma leve melhorada, mas não demora a infecção volta ainda mais forte. Ela já passou pelo médico na clínica de olhos e foi encaminhada para fazer uma cirurgia, mas fomos informados que Piracicaba não tem médico que faça esse procedimento cirúrgico”, contou.

A avó tem medo que a infecção se agrave ainda mais e tire a visão da jovem.

 

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