Professor da Esalq é premiado por contribuição à citricultura

Professor da Esalq é premiado por contribuição à citricultura

Foto: ivulgação/ Gerhard Waller/Acom
Foto: ivulgação/ Gerhard Waller/Acom

O professor José Roberto Postali Parra, do Departamento de Entomologia e Acarologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), recebeu placa de homenagem do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), durante inauguração de laboratório de Controle Biológico, em Araraquara (SP), no dia 25 de março. A homenagem aconteceu pela contribuição do professor em pesquisas na área da Citricultura e pelo desenvolvimento de metodologia de controle biológico do greening (huanglongbing/HLB), doença dos citros transmitida pelo inseto Diaphorina citri.

O método foi desenvolvido após a grande incidência da praga, que levou à erradicação de cerca de 38 milhões de árvores no Brasil e quase dizimou a citricultura em vários países. Parra criou a vespinha Tamarixia radiata, que parasita o inseto transmissor do greening em sua fase de ninfa. Segundo o professor, o objetivo é utilizar o controle biológico nas áreas de foco de contaminação, fora das plantações comerciais. “Como os produtores aplicam muito inseticida nos cultivos, seria impossível conseguir realizar um controle nesses locais, pois o produto também mataria o agente de controle da praga”, explicou o professor. As áreas com foco de contaminação, em São Paulo, representam cerca de 12 mil hectares.

O inimigo natural é criado na murta (Murraya paniculata), planta ornamental comum como cerca viva e em cemitérios, e onde o transmissor do greening é comumente encontrado. A biofábrica do Fundecitrus passou a utilizar o sistema de criação de Parra, por meio de um núcleo de produção desse inimigo natural. “Cada biofábrica dessa tem a capacidade de produzir 100 mil insetos benéficos por mês, portando, para atingir toda a área de foco de contaminação, são necessárias mais ou menos de 4 a cinco biofábricas. Esperamos que isso aconteça logo, pois a metodologia está sendo liberada em diferentes locais e trata-se de uma pesquisa com retorno direto ao agricultor”, afirmou Parra.

Para o professor, é muito gratificante ser homenageado dessa forma. “Fiquei muito contente e lisonjeado. É um reconhecimento ao trabalho e nos dá a sensação do dever cumprido”.

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