Editorial: Fatos e versões sobre a crise da Dedini

Por: Junior Cardoso – Editor chefe
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Muito vem sendo falado da crise que supostamente vem passando uma das principais metalúrgicas de Piracicaba, a Dedini.
Desde o começo do ano, prédios da empresa localizados na Vila Rezende e um barracão na Rodovia Rio Claro – Piracicaba, avaliados em cerca de R$ 200 milhões seriam usados para pagar pendências de Imposto com o governo. Na mesma semana dessa notícia, um importante jornal impresso da cidade trouxe em destaque de capa que a empresa demitiu 744 funcionários nos últimos 3 anos, segundo entrevista com o presidente do sindicato.

Mas, se realmente está em crise, porque os funcionários dessa empresa, os contratados, não sofrem com falta de salário ou então, por pagamentos pequenos?
Na minha mera opinião, alguns veículos de comunicação aproveitam do momento para chamar a atenção dos leitores com manchetes assustadoras para vender jornal quando se analisado, as notícias não são bem assim…

Prova disso é se analisarmos essa manchete das demissões. Se comparar os dados com outras empresas, vamos notar que o número é pequeno. Um exemplo é uma loja grande do Shopping Piracicaba que tem um quadro de 35 funcionários e contrata e demite por ano cerca de 60 pessoas. A Dedini com seus mais de 1.700 funcionários consegue um número bem inferior – proporcionalmente.

No meu mero ver, os Sindicatos, que hoje defendem os interesses de ex-funcionários que reclamam que não receberam certo as suas rescisões, tem todo o direito de protestar, mas não pode enfeitar dados para assustar a população.

Sobre a não compra de seus próprios prédios, acredito que isso seja uma estratégia da empresa que tem, a plena certeza que nenhum louco se interessaria por compra-los por diversos motivos como:
– São prédios antigos, quase que tombados pelo patrimônio histórico da cidade
– Não se pode instalar empresas nele, pois a Vila Rezende virou um bairro residencial não permitindo, por lei, ruídos na região e poluição seja ela qual for.

Ou seja, o alto valor pedido pela justiça em leilão e todas as impossibilidades de venda dos mesmos, fazem a Dedini respirar sossegada em meio á tantas manchetes negativas.

Mas, cá entre nós: o que está acontecendo de fato com a Dedini? É crise mesmo ou estratégia? Até onde a imprensa falou a verdade?

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