DIVIDIDO INTERNAMENTE, PEN PODERÁ TER REGISTRO CONTESTADO NA JUSTIÇA

DIVIDIDO INTERNAMENTE, PEN PODERÁ TER REGISTRO CONTESTADO NA JUSTIÇA

Comissões de quatro estados pedem a cassação do registro do Partido Ecológico Nacional.

ELDES MARTINS – [email protected]

Os ex-presidentes dos diretórios de quatro estados do Partido Ecológico Nacional – PEN planejam entrar hoje, 1º, na Justiça pedindo que o Tribunal Superior Eleitoral casse o registro do PEN.

Segundo professor Bosco, ex-presidente do PEN-SE e líder do grupo formado pelos presidentes destituídos dos estados do Sergipe, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul, os dirigentes foram destituídos ilegalmente pelo presidente nacional do PEN, o ex-deputado Adilson Barroso.

Segundo o professor, para destituição de um diretório é necessária a comprovação de violação do estatuto social ou da ética partidária, má gestão financeira ou “grave divergência” entre os membros do diretório. Segundo Bosco nada disse foi apurado ou aconteceu.

Segundo o ex-presidente do PEN sergipano, o presidente nacional está intervindo nos diretórios estaduais e utilizando as executivas as loteando a políticos em troca de apoio e recursos financeiros para lançar sua candidatura a deputado federal nas próximas eleições.

Essa divisão partidária pode atrapalhar os planos da entrada de Marina Silva, caso sua legenda, o Rede Sustentabilidade, não consiga o registro no TSE a tempo de disputar as eleições de 2014.

Deferido seu registro em 2012, o PEN já possui 2 deputados federais e vários estaduais.

Barroso, em sua defesa, alega os dirigentes dos estados destituídos foram nomeados em caráter provisório e por não atingirem a meta para a constituição do partido em seus respectivos estados quando em fase da coleta de assinaturas de apoiamento, foram destituídos das executivas. Segundo o ex-deputado, o acordado foi permanecer nos diretórios quem atingisse a meta proposta.

A meta do estado do Sergipe era a coleta de 10 mil assinaturas, diz Barroso, mas Bosco certificou apenas 2.300.

Professor Bosco denuncia ainda que Barroso ofende a proposta do PEN de ser um partido diferenciado, conduzindo-a como extensão familiar e nomeando parentes nas diretivas do partido.

Rute Oliveira, esposa de Adilson Barroso, é lotada como Secretária-geral da agremiação. Já Fernando de Lima Barroso, filho do casal, é 2º Secretário nacional. Como secretário de relações internacionais o PEN possui Aguinaldo Barroso de Oliveira, irmão de Adilson.

Bosco também acusa Barroso de intervir e negociar a nomeação de seu irmão, Aguinaldo Barroso, para cargo de confiança na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, mesmo residindo Em Barrinha, SP, há cerca de 550 quilômetros da capital mineira.

Barroso se defende, dizendo que seu irmão conseguiu nomeação por própria conta e que nenhum momento tinha esse conhecimento.“Quando soube, mandei tirar ele de lá. Eu não aceito isso”, afirma.  Aguinaldo foi nomeado em 31.mai.2012 para o cargo de agente de serviços no gabinete do deputado estadual Fred Costa (PEN), sendo exonerado 3 semanas depois, em 22.jun.2013 por suposta irregularidade ter começado a ser divulgada entre os filiados do partido.

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