ESALQ foi credenciada como unidade da Embrapii

A Empresa Brasileira de Pesquisa de Inovação Industrial (EMBRAPII) divulgou na última sexta-feira, 31/03 o resultado preliminar da Chamada Pública 01-2016, que selecionou sete novas Unidades que irão atuar em áreas de competência diversas. O valor total dos planos de ação das selecionadas é de R$ 177 milhões, sendo R$ 58,8 milhões da EMBRAPII.

As novas Unidades irão atuar em áreas de competência inéditas e com alta demanda por inovação e de mercado. A área agrícola foi contemplada nessa Chamada e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/ESALQ), atuará na área de Biocontroladores de pragas agrícolas.

A área de competência proposta pela ESALQ-USP no credenciamento é intitulada “Biocontroladores e processos biotecnológicos no manejo sustentável de pragas agrícolas”.  Assim a Unidade EMBRAPII em Biocontroladores e Processos Biotecnológicos possui uma das estruturas mais modernas e equipadas do Brasil na sua área de pesquisa. Os laboratórios da Unidade EMBRAPII na ESALQ hospedam coleções biológicas com grande potencial biotecnológico, ocupam uma área de mais de 30.000 m2, sendo 4.500 m2 de área construída, compreendendo 14 laboratórios de pesquisas, 24 casas-de-vegetação, e outros 26.000 m2 de campos experimentais.

O coordenador geral do projeto responsável pela gestão técnico-científica e administrativa é o prof. Italo Delalibera Júnior, do Departamento de Entomologia e Acarologia da ESALQ e contará com um Conselho Executivo composto por seis professores e um gestor de projetos, planejamento e negócios. “A ESALQ-USP atuou ativamente desde sua fundação no desenvolvimento de produtos, processos e programas de controle de pragas. Foi pioneira no desenvolvimento de produtos de controle biológico, tendo desenvolvido os três primeiros biopesticidas à base de fungos entomopatogênicos registrados no país para o controle de pragas. Estes produtos são usados em milhões de hectares”, afirma o docente.

Segundo Delalibera, os trabalhos desenvolvidos evitaram, somente na citricultura, perdas da ordem de até 1,32 bilhão de dólares nas últimas décadas. “O controle biológico da broca-da-cana com parasitoides representou, apenas para o estado de São Paulo, uma redução anual de perdas da ordem de 80 milhões de dólares A equipe fomentou a formação de empresas de base tecnológica (“startups”) especializadas na produção e comercialização de inimigos naturais, com destaque para a Bug Agentes Biológicos e a PROMIP”.

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USP – Além da ESALQ, outras duas unidades da USP passaram a integrar a rede Embrapii. O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), apresentará projetos na área de Biofotônica e Instrumentação, ligada ao desenvolvimento de equipamentos médicos para tratamento por meio de luzes e micro-ondas terapêuticas. Já o Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da USP irá oferecer às empresas sua expertise na recuperação de rejeitos industriais por meio da chamada “Química Verde”, que é o desenvolvimento de substâncias químicas sustentáveis. Lançada em setembro de 2016, a última chamada pública oferecia cinco vagas, inicialmente, e recebeu 85 propostas, mas o Conselho de Administração da Embrapii optou por selecionar as sete melhores candidatas.

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Sobre a EMBRAPII – A EMBRAPII mantém contrato de gestão com o Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Ministério da Educação (MEC) e atua por meio da cooperação com instituições de pesquisa científica e tecnológica, públicas ou privadas, tendo como foco as demandas empresariais e como alvo o compartilhamento de risco na fase pré-competitiva da inovação. O financiamento da instituição obedece a seguinte regra geral: a EMBRAPII pode investir até 1/3 das despesas das Unidades com projetos de PD&I com empresas, enquanto o restante é dividido entre a empresa parceira e a Unidade. Ao compartilhar riscos de projetos com as empresas (por meio da divisão dos custos do projeto), estimula-se o setor industrial a inovar mais e com maior intensidade tecnológica para, assim, potencializar a força competitiva das empresas tanto no mercado interno como no mercado internacional. Saiba mais: http://embrapii.org.br/

Por | 05/04/2017|

Mais de 1 milhão já caiu no golpe que promete mudar a cor do WhatsApp

Foto: Reprodução / UOL

Um novo golpe que circula pelo WhatsApp já fez mais de um milhão de vítimas. De acordo com a PSafe, empresa especializada em segurança mobile, a fraude acontece quando o internauta clica em um link perigoso, enviado junto com uma falsa mensagem que promete mudar a cor do aplicativo de troca de mensagens.

Quando a pessoa clica no link para ativar a nova cor, uma suposta “verificação de usuário” aparece.

O texto desta tela pede que a mensagem seja compartilhada com dez amigos e cinco grupos diferentes para que a função seja ativada.

É na etapa seguinte que os golpistas ganham dinheiro: o usuário é direcionado para uma página que o induz a baixar aplicativos, que não necessariamente contêm vírus. Mas o hacker é remunerado por cada app baixado.

Vale lembrar: desconfie sempre de links compartilhados pelo WhatsApp.

Por | 25/01/2017|

Oito anos após acidente, brasileiro tetraplégico recupera os movimentos da perna

Foto: UOL

Foto: UOL

O engenheiro Bruno Medeiros, de 32 anos, passou oito anos de sua vida em uma cadeira de rodas. Mineiro de Santa Rita do Sapucaí, ele ficou tetraplégico após sofrer um grave acidente de carro que afetou a sexta vértebra de sua coluna vertebral.

Mas, apesar do acidente, Medeiros nunca perdeu a esperança de um dia voltar a andar e, graças a um tratamento inovador desenvolvido na França, esse dia chegou. “Quando soube, foi muito emocionante, foi uma sensação única para mim, amigos, família e todos que acompanham a minha luta”, diz ele.

O tratamento consiste na implantação de um neurotransmissor que envia sinais elétricos leves a partir de eletrodos. O aparelho foi criado para auxiliar cadeirantes na recuperação do controle da bexiga e do intestino, mas, em alguns casos, existe a expectativa de que ele ajude as pessoas a recuperarem o movimento das pernas.

A reação de Medeiros ao tratamento surpreendeu os especialistas. Um dia após a cirurgia, ele já conseguia mover as pernas. A técnica, avaliada em R$ 600 mil, foi trazida para o Brasil pelo médico Nucélio Ramos, da Escola Paulista de Medicina.

Por ser novo, o tratamento ainda não é oferecido pelo SUS nem por nenhum plano de saúde. Medeiros precisou entrar na Justiça para que seu plano de saúde arcasse com todos os custos do tratamento. Ele segue fazendo progressos com as sessões de fisioterapia.

“É um resultado fora do comum e, por isso, as sessões de fisioterapia estão extremamente pesadas nessa fase de recuperação. Queremos forçar o aparelho e me fazer ganhar condicionamento e força muscular para conquistar minha independência. É assustador a velocidade com que as coisas estão acontecendo”, conclui Medeiros.

Por | 03/12/2016|

Tecnologia auxilia a superar medo de elevador em Piracicaba

Foto: Arquivo

Foto: Arquivo

“Para mim, o elevador é um monstro”, afirma a aposentada Márcia Liveraro Queiroz. É mais comum do que imaginamos encontrar pessoas com medo de usar o elevador. A chamada fobia de lugares fechados assombra pessoas que, mesmo morando ou trabalhando em andares altos de prédios, preferem o uso da escada.  “Quando saio de casa e sei que terei que usar um elevador, fico com as mãos geladas e úmidas, meu coração dispara, chego ao lugar já procurando uma escada”, conta a Márcia.

 

Sentir um pouco de medo é considerado normal por geralmente estar associado a ansiedade ou insegurança, já o estado aumentado do medo é tratado com algo grave, uma fobia. “A fobia é o estado patológico do medo, quando a pessoa fica imóvel frente aquela situação, se esquiva de enfrentá-la, simplesmente porque perde o autocontrole diante daquilo. Geralmente ela surge a partir de uma associação, como por exemplo, algum trauma ocorrido no decorrer da vida”, explica a psicóloga Gabriela Pinese Petrocelli.

O medo de estar um lugar fechado recebe o nome de claustrofobia. Uma pessoa claustrofóbica, ao entrar em um ambiente fechado fica em pânico, não conseguindo permanecer por poucos minutos sem ter reações negativas. “Eu tenho pavor de ver que estou em um lugar todo fechado, cheguei a subir 20 andares de escada para não ter que usar o elevador”, relata Márcia.

 

Sob conhecimento desses fatos foi que a Embraplan Engenharia planejou a instalação de elevadores preparados e seguros para pessoas que têm medo. Em parceria com a Mitsubishi Electric, a construtora trouxe para o Brasil um conceito inédito de transporte interno de passageiros. Instalados no edifício comercial Splendor Office, os seis elevadores pioneiros, oferecem segurança e comodidade aos usuários, visto suas características principais: a autonomia e a estabilidade.

O elevador Mitsubishi vem para quebrar o medo das paradas repentinas. O sistema Meleye de gerenciamento movimenta o elevador até a próxima parada e abre as portas para desembarque em casos de falta de energia elétrica. Além disso, um sistema próprio de iluminação é acionado para não deixar os passageiros no escuro. Desta forma, tanto o usuário que possui claustrofobia quanto o que não possui, não tem com que se preocupar, pois o sistema garante a parada sem trancos e em segurança.

“É muito comum que as pessoas que têm medo de andar de elevador sintam também fobia por ser um meio de locomoção que atinge uma altura assustadora para alguns (acrofóbico)”, descreve Gabriela. Este fato passa despercebido para os usuários dos equipamentos instalados pela Embraplan nos empreendimentos de Piracicaba-SP, pois possuem velocidade avançada, porém de forma sutil. Os passageiros não percebem a rapidez com que o elevador chega ao andar desejado, tornando o transporte ágil e seguro.

Mesmo com tantos aparatos tecnológicos para evitar o medo de usar elevador, os claustrofóbicos necessitam de uma orientação profissional para eliminar o problema. Um tratamento de psicoterapia pode ser um caminho para a cura. “O tratamento mais adequado para os casos de fobia é a psicoterapia. O importante é a pessoa procurar a ajuda de um especialista para conseguir dar conta de superar esse medo excessivo e encontrar a raiz do problema”, comenta Gabriela.

Por | 01/12/2016|

Juiz ordena bloqueio do WhatsApp por três dias no Brasil

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A Justiça de Sergipe determinou o bloqueio do aplicativo de mensagens WhatsApp por 72 horas, a partir desta segunda-feira.

Segundo a SindiTeleBrasil, associação que representa as empresas de telefonia móvel, todas as companhias receberam a intimação e cumprirão a determinação judicial a partir das 14h.

A medida cautelar foi expedida pelo juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE), o mesmo que em março determinou a prisão do vice-presidente do Facebook na América Latina, Diego Dzodan.

Segundo o Tribunal de Justiça de Sergipe, a ordem de bloquear o WhatsApp se deu pelo mesmo motivo que levou ao pedido de prisão do executivo: a empresa não forneceu à Justiça mensagens relacionadas a uma investigação sobre tráfico de drogas.

Esta não é a primeira vez que o WhatsApp enfrenta problemas com a Justiça brasileira. Em dezembro, o serviço ficou 12 horas fora do ar por determinação da juíza Sandra Regina Nostre Marques, da comarca de São Bernardo do Campo (SP).

O bloqueio, cumprido por todas as empresas de telefonia móvel que operam no Brasil, deveria ter durado 48 horas, mas acabou revogado por uma liminar concedida pelo desembargador Xavier de Souza, da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.

À época da prisão de Dzodan, especialistas previam que ordem judiciais semelhantes voltariam rapidamente a ocorrer caso as empresas não se adaptassem melhor à legislação brasileira.

O TJ-SE divulgou nota na qual diz que a medida cautelar expedida por Montalvão foi concedida a pedido da Polícia Federal e do Ministério Público, baseando-se nos artigos. 11, 12, 13 e 15 da Lei do Marco Civil da Internet.

Por | 02/05/2016|

Internet chega a 78% das escolas públicas urbanas e a 13% das rurais

No Brasil, 32.434 escolas públicas ainda não contam com qualquer tipo de conexão à internet, segundo levantamento feito pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS). O número corresponde a 22% do total de escolas públicas. A maioria das escolas sem acesso à internet está no campo, onde apenas 13% estão conectadas à rede.

De acordo com o instituto que fez o levantamento, o acesso à rede proporciona mais igualdade para os estudantes. “Há uma grave violação do princípio da universalidade, aprofundando as disparidades hoje existentes. Ao expandir o acesso à informação e permitir que professores e alunos acionem diferentes fontes e aprofundem seus repertórios, democratiza-se o acesso à informação e a materiais pedagógicos de qualidade, em especial para escolas com menos recursos”, diz o diretor do ITS, Ronaldo Lemos.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Entre as escolas urbanas, o acesso é maior, cerca de 80% estão conectadas. No entanto, ainda há mais de 9 mil escolas em cidades que não têm acesso à rede ou a conexão à internet é mais lenta do que deveria ser. Isso significa que 4,5 milhões de alunos no país estão em desvantagem, segundo o levantamento.

As escolas urbanas são atendidas pelo Programa Banda Larga nas Escolas (PBLE) – uma iniciativa do governo federal com empresas de telefonia para conectar as escolas públicas com banda larga. A empresa deve garantir o fornecimento e também a manutenção de banda larga para as escolas urbanas.

A lei prevê que as escolas recebam banda larga de pelo menos 2 megabit por segundo (Mbps) ou igual à melhor conexão ofertada na região. O levantamento aponta ainda que essa meta deveria ser revisada semestralmente, mas ainda é a mesma de 2010. Segundo Lemos, a meta está aquém da de outros países, que discutem e implementam velocidade de conexão de 50 ou 100 Mbps.

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ESCOLAS RURAIS – Já para as escolas rurais, um edital aprovado em 2012 prevê que as operadoras de celular ofereçam conexão 4G gratuita para todas as escolas que atendam mais de 185 alunos. Além disso, há a possibilidade de conexão via satélite para escolas de áreas muito remotas.

Do total de 65.738 escolas rurais, 2.569 (3,9%) estão conectadas por satélite, com velocidades de 1 Mbps. Segundo o ITS, 35 mil escolas têm energia elétrica e infraestrutura tendo, portanto, condições de serem conectadas à internet. Dessas, 27 mil atendem ao critério do edital quanto ao número alunos, no entanto, apenas 5.733 tem conexão com a internet.

Procurada pela reportagem, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) diz que tem acompanhado a implantação de internet banda larga nas escolas junto às operadoras e ao Ministério da Educação (MEC) e que tem feito fiscalizações. Diz ainda que, constatados possíveis descumprimentos, poderá ser instaurado Procedimento para Apuração de Descumprimento de Obrigações (Pado).

Segundo a Anatel, esses procedimentos já foram instaurados para apurar descumprimentos em escolas urbanas. Dados da Anatel mostram que em 5.218 instituições falta infraestrutura da escola para receber o serviço. Já em 487 instituições, a situação deve-se à falta de infraestrutura das prestadoras para oferecer o serviço.

Em relação às prestadoras, a Anatel diz que tem empreendido “relevante esforço para seu atendimento, atuando junto às prestadoras para o cumprimento do acordado nos pertinentes termos firmados”. Os procedimentos deverão estabelecer as sanções cabíveis, bem como as obrigações a serem cumpridas; estabelecer cronogramas para atendimento pelas prestadoras; realizar reuniões de acompanhamento e fiscalizações in loco objetivando o atendimento ao PBLE.

Sobre as escolas rurais, a Anatel diz que tem acompanhado a implantação da internet interagindo com as operadoras e com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação, bem como por ações de acompanhamento. Também nesses casos a constatação de descumprimento pode levar à instauração de Pado.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, diz que buscará a Anatel para que a lei seja cumprida. “A lei se cumpre e onde não está sendo cumprida, vamos pedir à assessoria da Anatel para garantir o cumprimento. Precisamos buscar uma parceria, talvez uma revisão na legislação para ampliar a banda larga nas escolas. A gente poderia substituir por exemplo, algum serviço que as empresas são obrigadas a fazer por lei por mais banda larga. A educação precisa de banda larga, precisa de acesso à internet e precisa de tecnologia da informação”.

Por | 08/12/2015|

Acesso à internet chega a 50% das casas, pela 1ª vez no País

A proporção de domicílios com acesso à Internet no Brasil em 2014 chegou a 50%, o que corresponde a 32,3 milhões de domicílios em números absolutos. Essa é a primeira vez que o País ultrapassa essa marca. É o que mostra a pesquisa TIC Domicílios 2014, divulgada nesta terça-feira (15) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

O levantamento revela também que acessam a internet pelo celular 81,5 milhões de brasileiros com mais de 10 anos de idade. O número representa 47% dessa parcela da população, de acordo com as entrevistas feitas em 19,2 mil domicílios entre outubro de 2014 e março de 2015. Na edição anterior da pesquisa TIC Domicílios, com referência a 2013, o percentual de usuários da rede por telefone móvel era de 31% e em 2011, de 15%.

O celular é o segundo aparelho mais presente nos lares brasileiros, estando em 92% deles. Perde apenas para os televisores, que estão em 98% dos domicílios. No total, o telefone móvel é usado por 86% dos adultos e adolescentes, um total de 148,2 milhões de pessoas. O aparelho é o único meio de acesso a rede para 19% dos usuários. O computador é o canal exclusivo de conexão para 23% dos internautas. 56% utilizam os dois meios.

Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

Entre os usuários de internet, o equipamento mais utilizado ainda é o computador, sendo meio de acesso de 80% deles – 54% computadores de mesa e 48% notebook. Em seguida, vem o celular, com 76%. O tablet é usado por 22%.

Em 50% dos domicílios, há pontos de acesso à rede. Porém, são apontadas desigualdades regionais. Enquanto o índice de lares com internet fica entre 55,1% e 60% no Sudeste, o percentual nas regiões Norte e Nordeste está entre 35% e 40%.

“A série histórica da TIC Domicílios tem mostrado a permanência da desigualdade no acesso, fato que precisa ser observado em sua complexidade pelos gestores públicos para a reversão deste quadro” ressalta o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa.

Por classe social, também é verificada disparidade no acesso. Entre as residências da classe A, 98% têm conexão, 82% nas da classe B, 48% na classe C e 14% nas D e E. O custo elevado do serviço é um dos motivos apontado por 49 % dos que não têm internet em casa. O segundo fator mais citado é a falta de computador (47%). Enquanto 45% disseram simplesmente não ter interesse.

Em relação a velocidade de conexão, 35% dos usuários têm acesso lento, de até 2 megabits por segundo (Mbps). O coordenador da pesquisa, Winston Oyadomari, destacou que a falta de boas conexões pode ser um impedimento para acessar determinados conteúdos. “Assistir filmes ou vídeos aparece como uma das atividades mais citadas. O que é interessante porque demanda uma conexão de internet que dê conta de vídeo. Como fica essa questão do indivíduo demandar o vídeo mas ter uma conexão que não necessariamente suporta?”, questionou.

O envio de mensagens instantâneas por redes sociais ou aplicativos é a atividade mais realizada pelos usuários de internet (83%). Participar de redes sociais é razão do acesso de 76% dos usuários. E 58% dos internautas usam a rede para assistir vídeos ou filmes.

Texto da Agência Brasil

Por | 16/09/2015|

Juiz pode mandar bloquear internet no Brasil

O programa “Olhar Digital” fez uma reportagem super interessante em relação as leis e a internet. Segundo a reportagem, se um juiz quiser, ele pode a qualquer momento mandar tirar do ar a internet. Lógico que a sentença causaria no país uma guerra, concorda?

Saiba mais sobre a lei no Brasil e no mundo.

Por | 16/04/2015|

Banda larga móvel cresceu 735% nos últimos quatro anos no Brasil

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A banda larga móvel cresceu 735% em todo o Brasil, entre dezembro de 2010 e o mesmo mês de 2014, passando de 20,6 milhões de acessos para 157,9 milhões. Os dados são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

As regiões Norte e Nordeste foram as que mais registraram novas assinaturas do serviço, com um crescimento de 784% e 795%, respectivamente.

De acordo com o gerente de projetos do Ministério das Comunicações, Pedro Lucas Araújo, o crescimento maior nessas regiões já era esperado, por uma característica natural do mercado.

“As empresas começam oferecendo o serviço em regiões mais populosas, onde o retorno financeiro é mais rápido, e depois buscam novas fronteiras.”

Ele destaca, porém, que este movimento foi mais intenso devido às políticas públicas adotadas para o setor, sempre priorizando a redução das desigualdades regionais. “Nos leilões realizados pela Anatel, por exemplo, as empresas vencedoras sempre têm que cumprir metas de expansão de infraestrutura.”

Acessos

No Norte, o serviço passou de 1,3 milhão de acessos em dezembro de 2010 para 11,2 milhões em dezembro de 2014. Já no Nordeste, o total de assinaturas foi de quatro milhões para 35,9 milhões no período analisado.

banda larga norte

Fonte: Anatel

banda larga nordeste

Fonte: Anatel

Uma das obrigações das empresas vencedoras do leilão do 4G, por exemplo, é ofertar a tecnologia de quarta geração em todas as cidades com mais de 30 mil habitantes até dezembro de 2019.

Araújo também ressalta que o enorme crescimento da banda larga móvel em todas as regiões do Brasil comprova que o serviço tem sido um importante instrumento de inclusão digital.

“Com um crescimento tão expressivo, fica evidente que o serviço está chegando a todas as camadas sociais e não apenas às classes A e B”, conclui.

Programa Nacional de Banda Larga

Criado pelo decreto nº 7.175/2010, o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) é uma iniciativa do Governo Federal que tem o objetivo principal de massificar o acesso à internet em banda larga no País, principalmente nas regiões mais carentes da tecnologia.

Para cumprir a meta de chegar a 40 milhões de domicílios conectados à rede mundial de computadores em 2014, o Ministério das Comunicações tem atuado em diversas frentes, tais como a desoneração de redes e terminais de acesso, a expansão da rede pública de fibra óptica (administrada pela Telebras) e até mesmo no programa de desoneração de smartphones.

Também implementou a chamada banda larga popular, com internet na velocidade de 1 Mbps ao valor de R$ 35 mensais (com impostos). O programa é gerenciado pela Secretaria de Telecomunicações.

Fonte: Ministério das Comunicações com dados da Anatel

Por | 08/04/2015|

Operadoras vão cortar acesso à internet quando franquia do cliente acabar

Editor: Fábio Massalli – Agência Brasil

A partir de amanhã (9), os clientes da operadora Oi que usarem todo o pacote de internet móvel que foi contratado terão o serviço de navegação suspenso. A mudança vai valer para clientes dos planos pré-pago e de controle da operadora. Quem quiser continuar com acesso à internet, deverá recontratar o pacote de dados ou contratar um pacote adicional avulso. Outras operadoras também vão adotar a mudança no sistema ainda este ano.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A mudança na cobrança da internet após o fim da franquia foi adotada inicialmente pela operadora Vivo, em novembro. Antes, quando o cliente atingia o limite da franquia, tinha a velocidade reduzida, mas não suspensa. Segundo a Oi, o fim da velocidade reduzida, aliada ao novo modelo de cobrança por pacotes adicionais, é uma tendência mundial por garantir uma melhor experiência de navegação aos usuários de internet móvel.

A partir do dia 28 de dezembro, os clientes da Claro dos planos pré-pago e controle também terão a internet bloqueada após atingirem o limite de dados do plano contratado. Para continuar navegando, os usuários poderão adquirir pacotes adicionais  de franquia. A Claro informou que os clientes já estão sendo informados sobre as novas medidas e avalia que a mudança visa a permitir que os clientes utilizem seus pacotes de internet sempre em alta velocidade, sem ter a velocidade de navegação reduzida após o consumo de sua franquia.

A Vivo, que começou a mudança pelos estados do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, vai ampliar a estratégia a partir do dia 30 de dezembro para os usuários pré-pagos e controle do Acre, do Amapá, do Amazonas, do Distrito Federal, de Goiás, do Maranhão, de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul, do Pará, de Rondônia, de Roraima e do Tocantins. A empresa diz que já avisou aos clientes sobre o ajuste nos planos, que deverá ser implementado nos próximos meses para os clientes de planos pré-pagos e controle de outros estados, bem como para os usuários pós-pagos.

A TIM vai adotar o bloqueio do acesso à internet após o consumo da franquia somente para os clientes que aderirem à oferta Controle Whatsapp, que garante envio ilimitado de mensagens por meio do aplicativo. A operadora diz que segue avaliando as diferentes possibilidades e não prevê qualquer ajuste em seus planos atuais. “Os clientes necessitam de franquias cada vez maiores e de uma experiência de internet de alta qualidade e – nesse contexto – o modelo de redução de velocidade após o consumo dos pacotes pode criar uma percepção negativa do serviço”, diz a operadora.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as regras do setor permitem às empresas adotar várias modalidades de franquias e de cobranças, mas o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações  determina que qualquer alteração em planos de serviços e ofertas deve ser comunicada ao usuário, pela prestadora, com antecedência mínima de 30 dias.

Por | 09/12/2014|

Google lançará versões do Chrome e Youtube para crianças

Da AGÊNCIA BRASIL

Google pretende transformar sites mais divertidos e seguros - Foto: Arquivo

Google pretende transformar sites mais divertidos e seguros – Foto: Arquivo

A empresa californiana está ciente de que, diariamente, crianças menores usam seus produtos. Por isso, o Google decidiu criar versões mais seguras e recursos específicos destinados a crianças menores de 12 anos, de acordo com a empresa.

“Há uma motivação para mudarmos os nossos produtos e torná-los mais divertidos e seguros para as crianças. Talvez esse seja um dos meus maiores desafios”, admitiu Diwanji em um comunicado.

De acordo com a empresa, o fato de muitos funcionários terem filhos incentivou o Google a desenvolver soluções destinadas aos pais. Um dos passos essenciais é adaptar para os mais jovens dois dos seus principais produtos: Chrome e YouTube .

Por | 08/12/2014|

Empresas de Piracicaba recebem apoio para participação em feira de tecnologia

A FCN Tecnologia e a Tork Express participarão, a partir de amanhã (26/08), da 22ª Fenasucro (Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética), maior evento mundial do setor sucroenergético. As empresas sediadas em Piracicaba se juntarão aos 550 expositores que estarão preparados para receber os 33 mil visitantes esperados. Em comum, FCN e Tork apresentam a mesma origem: graças ao apoio recebido pelo Escritório Regional do Sebrae-SP em Piracicaba iniciaram suas atividades na Incubadora de Empresas (Incubapira).

Com subsídio financeiro do Sebrae-SP, a Tork Express do Brasil participará da Fenasucro 2014 pela primeira vez. “Já estivemos em outras feiras mas na Fenasucro será a primeira vez. Participar deste evento era um anseio antigo e já estávamos há dois anos na fila de espera. Agora, por conta do subsídio do Sebrae-SP, que nos disponibilizou o espaço em sua ala, conquistamos essa grande oportunidade para expor nossos produtos”, afirma Geison Oriani, diretor administrativo da Tork. Por meio de parceria do Ceise Br (um dos realizadores da feira) com o Sebrae-SP, as pequenas empresas recebem incentivo para expor na Fenasucro. “Optamos pelo estande de 12m², que já é suficiente para quem está participando pela primeira vez. Não esperamos fechar negócios durante o evento, mas sim criar novos contatos”, informa Oriani.

Fabricante de chaves de torque, ferramenta de alta precisão para apertar e afrouxar parafusos, também conhecido por torquímetro hidráulico, a Tork Express do Brasil recebe consultoria do Escritório Regional do Sebrae-SP em Piracicaba via Incubadora de Empresas.

Foram exatamente as consultorias do Sebrae-SP na Incubadora de Empresas que ajudaram a FCN Tecnologia a se despontar no mercado e participar da Fenasucro pela quarta vez. Inserida por três anos nas dependências da Incubadora de Empresas de Piracicaba, o empresário Félix de Castro credita aos consultores do Sebrae-SP o impulso registrado em sua empresa. “A participação do Sebrae-SP na estruturação do nosso negócio foi fundamental para o desenvolvimento da empresa. No início isso foi tão importante que até hoje nos relacionamos com os consultores do Escritório Regional”, comenta Castro.

Em um estande de 200m² e localizado no corredor mais importante da Fenasucro, Félix de Castro informa que todo ano a empresa lança um produto novo na Fenasucro. “Esta é nossa quarta participação e vamos lançar novamente um produto inovador. Desta vez será um acoplador dos implementos que fabricamos para ser adaptado em tratores”, explica.

Por | 27/08/2014|
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