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Piracicaba anuncia investimento de R$ 380 mil em veículos para a saúde

Foto: Júnior Cardoso / PIRANOT

A prefeitura de Piracicaba, por intermédio da Secretaria de Saúde, abriu processo de licitação para aquisição de cinco novos veículos para o Serviço Integrado de Transportes da Secretaria da Saúde (Sitss). Serão adquiridos, com recursos municipais, três de sete lugares, no valor unitário de R$ 73,3 mil, e duas ambulâncias pequenas, de R$ 80 mil cada. O investimento será de aproximadamente R$ 380 mil.

De acordo com Bento Dias Gonzaga Filho, coordenador o Sitss, a licitação está em andamento e todos os veículos serão utilizados para transportes internos de pacientes que precisam fazer hemodiálise.

“Nos empenhados para fazer com que o recurso disponível atendesse nossa necessidade imediata, uma vez que não temos recebido recursos para essa finalidade do Ministério da Saúde (MS) há anos e a frota está muito limitada”.

Bento disse que o reforço permitirá atender melhor os munícipes e dar mais flexibilidade a esse serviço essencial à população, atendida pelo SUS.

“Apesar da crise que tem prejudicado imensamente as receitas públicas, o prefeito Barjas Negri e o secretário de Saúde dr. Pedro Mello estão atentos para a solução desse problema, que agora caminha para o seu desfecho”, observou.

O secretário de Saúde, dr. Pedro Mello, explicou que o momento é delicado, mas não se deve usar a crise como pretexto quando se tem uma demanda dessa natureza a ser equacionada. “A função da secretaria é garantir um serviço de qualidade à população, principalmente àquela que mais precisa do apoio do setor público. A aquisição desses veículos não podia mais ser adiada. O prefeito Barjas Negri, ciente disso, não mediu esforços para viabilizá-la”, concluiu.

Por | 12/10/2017|

Em visita à Piracicaba, Alckminn é cobrado por vereadores por repasses para a saúde

Foto: Divulgação

Comitiva com 12 vereadores da Câmara de Piracicaba se reuniu, na manhã desta terça-feira (10), com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante a EsalqShow – Feira de Inovação para o Agronegócio Sustentável. Eles cobraram do chefe do Executivo estadual mais investimentos na saúde da cidade, sobretudo no financiamento de cirurgias eletivas feitas pelo SUS.

O vereador Pedro Kawai, 1o-secretário da Mesa Diretora da Câmara e presidente da Comissão Permanente de Saúde e Promoção Social, lembrou da queda na arrecadação, por conta da crise financeira no País. “Os hospitais públicos que atendem Piracicaba e regiões têm a receber um valor da Prefeitura, com a queda de arrecadação, precisamos do apoio do governador para ajudar a quitar essa dívida”, destacou o parlamentar.

“Acho que a Câmara está fazendo o papel dela, está cobrando do Governo do Estado para que ele ajude a Prefeitura de Piracicaba a resolver este problema na gestão hospitalar”, disse Gilmar Rotta, presidente da Comissão Permanente de Finanças e Orçamento. Ele enfatizou o pedido para a ajuda na quitação das dívidas entre poder público e hospitais.

Rotta, no entanto, disse que apesar do “discurso bonito” do governador, não houve uma ação positiva no sentido de que o Estado pagará o débito da Prefeitura com os hospitais. “Ficou apenas a garantia de um gesto da parte dele, Geraldo Alckmin, em ligar para o ministro da Saúde solicitando a ampliação do teto de repasse do SUS à região de Piracicaba”, disse.

Lair Braga lembra que a classe política de Piracicaba tem que manter a cobrança constante pelo aumento do teto de repasse ao SUS, mas também em outros assuntos relacionados aos municípios. “A cidade contribui com a eleição de deputados, estaduais e federais, e de senadores, então ela tem todas as condições de exigir deles esta atuação”, ressaltou.

Representando a Câmara de Vereadores de Piracicaba, a comitiva entregou ao governador Geraldo Alckmin o Ofício 182, redigido pela Presidência do Legislativo, onde solicita audiência pública o Executivo Estadual. No texto, é citada a moção de apelo, já aprovada, em que a Casa pede ao Ministério da Saúde o aumento do valor de repasse do teto do SUS em R$ 10 milhões.

“Todos os 23 vereadores entendem que é de suma importância que estejam com V.Sa. no sentido de discutir outros encaminhamentos relacionados à saúde, a fim de que não somente Piracicaba, mas todos os municípios atendidos na cidade não sejam prejudicados”, diz o ofício.

Também participaram da comitiva na Esalq os vereadores Coronel Adriana Nunes (PPS), Aldisa Marques, o Paraná (PPS), André Bandeira (PSDB), Dirceu Alves da Silva (SD), Isac Souza (PTB), Nancy Thame (PSDB), Osvaldo Schiavolin, Tozão (PSDB), Paulo Campos (PSD) e Wagner Oliveira (PHS).

FRENTE – A Câmara de Vereadores de Piracicaba articula a criação da Frente Parlamentar Regional Pró-Saúde, com o intuito de buscar apoio das 26 cidades que também são atendidas na rede municipal ligada ao SUS. O projeto de decreto legislativo 57/2017, da Mesa Diretora, deverá entrar na Pauta da Ordem do Dia na próxima semana.

Desde o início do ano, o Legislativo piracicabano tem se debruçado às questões relacionadas ao problema do atendimento na rede pública de saúde. Com a Frente Parlamentar, o assunto deve tomar maior coesão e, com isso, ampliar ainda mais o debate em torno dos problemas.

Por | 11/10/2017|

Depois de notícia, idosa de 104 anos é transferida para hospital de Piracicaba

Foto: Divulgação

A idosa de 104 anos que aguardava por uma vaga desde o começo do final de semana em um hospital de Piracicaba finalmente foi transferida para a Santa Casa nesta tarde (03). O caso foi denunciado ontem pelo PIRANOT.

Segundo a cuidadora da idosa, Juliana Lara, a notícia foi fundamental para conseguir a transferência. “Estou emocionada. A repercussão foi grande, comoveu e chocou muita gente. Graças à Deus deu tudo certo”, contou.

Conforme informamos ontem, Maria Juventina, uma das pessoas com mais idade atualmente na cidade, aguardava desde sábado (30), por uma vaga em hospital na UPA do Piracicamirim. “A situação foi piorando. Ela tem uma ferida na perna que faz a região apodrecer e cheirar muito forte. Doi muito e ela grita de dor”, contou.

Lara espera que no hospital a idosa tenha acesso a medicamentos mais fortes que cortem a dor.

Ontem o PIRANOT solicitou para a Secretaria de Saúde uma nota oficial explicando a demora para a vaga, mas não obteve nenhuma resposta.

A notícia revoltou muita gente e foi visualizada por mais de 50 mil vezes.

Clique aqui e continue lendo o PIRANOT.

 

Por | 03/10/2017|

Santa Casa pode perder filantropia ao negar cirurgias eletivas pelo SUS

Caso a Prefeitura se proponha a pagar os procedimentos médicos “extra-teto” realizados pela Santa Casa de Misericórdia, o risco é que de improbidade administrativa, opinou o ex-vereador e sindicalista José Antonio Fernandes Paiva, ao ocupar a tribuna da Câmara nesta segunda-feira (02), na 56ª reunião ordinária.

Para o sindicalista, a Santa Casa não pode se recusar a fazer as cirurgias eletivas, conforme anunciado pela própria instituição na imprensa, pois a suspensão acarretaria na perda do título de entidade filantrópica. “Ela não está de graça, atende em função do convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde)”, disse, citando que 60% das receitas das Santas Casas são do SUS.

Paiva disse que a Santa Casa fez “pressão midiática” ao Executivo, na tentativa de forçar o pagamento da dívida. Ele relembrou sua atuação como parlamentar na área da Saúde, com requerimentos ao Executivo sobre os procedimentos realizados pela Santa Casa e o surgimento da dívida.

“Não estou aqui para fazer a defesa do Executivo, mas se há uma previsibilidade das despesas, como pode pagar uma despesa se não sabe quanto é? Do ponto de vista do Executivo, é uma temeridade”, ponderou, ao elogiar a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde, criada recentemente pela Câmara.

O presidente da Câmara, vereador Matheus Erler (PTB), citou dois casos em que a Santa Casa negou procedimentos, mesmo com data agendada. Ele Solicitou que o Departamento Jurídico da Câmara analise a legislação. “Se isso for verdade, esta Casa vai tomar as providências necessárias”, declarou Erler.

O PIRANOT procurou a assessoria de imprensa da Santa Casa para falar sobre as acusações, mas até o momento não obteve retorno.

Por | 03/10/2017|

60% do Orçamento de 2018 são para custear Saúde e Educação em Piracicaba

Foto: Júnior Cardoso / PIRANOT

A Prefeitura de Piracicaba apresentou na Câmara de Vereadores, o Projeto de Lei do Orçamento 2018, que totaliza R$ 1.693.091.100,00 de receitas e despesas. A Prefeitura representa 74% do total (R$ 1.252.170.100,00) e os demais órgãos (Administração Indireta e a Câmara Municipal), representando 26% (R$ 440.921.000,00). As áreas da Saúde e da Educação continuam como prioridade do governo, com gastos de 60,5% da despesas do Orçamento.

Na elaboração do Orçamento foram considerados os recentes cenários divulgados para a economia para 2018 e procurou-se obedecer aos parâmetros adotados e às estimativas recentes fixadas pelo Banco Central, o qual estima que em 2018 o Produto Interno Bruto crescerá a 2,2% e que a inflação será da ordem de 4,2%, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) .

O Orçamento Global do Município é composto por órgãos da Administração Direta e Indireta. Na Administração Direta estão incluídos a Câmara Municipal, a Procuradoria Geral, a Guarda Civil e as secretarias municipais. Já na Indireta estão incluídos o Serviço Municipal de Água e Esgoto de Piracicaba, a Fundação Municipal de Ensino de Piracicaba (Fumep), o Instituto de Pesquisa e Planejamento de Piracicaba, o Instituto de Previdência e Assistência Social dos Funcionários Municipais de Piracicaba e a Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba (Emdhap). O Orçamento, que totaliza R$ 1.693.091.100,00, é composto da seguinte forma:

RECEITAS

Dentre as principais fontes de arrecadação há de se dar destaque para as tributárias, de competência municipal, e aquelas oriundas de transferências de outros níveis de governo, tais como a quota-parte do Fundo de Participação dos Municípios (União) e a quota-parte do ICMS (Estado).

O grupamento da Receita Tributária, com valor equivalente a R$ 429.330.000,00 representa 25,4% do total geral do Orçamento. As receitas integrantes desse grupo são provenientes do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana), do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e, também, do Imposto sobre Transmissão Inter-Vivos de Bens Imóveis (ITBI), dentre outras.

As receitas classificadas como Transferências Correntes, em montante equivalente a R$ 920.602.100,00, compõem o grupo responsável por maior parcela da receita. Isto é 54,4% do total do Orçamento. Embora muito dependente dessas receitas, a Prefeitura tem procurado reduzir paulatinamente sua participação relativa, mediante a adoção de ações que resultem em melhoria dos níveis de arrecadação da receita própria.

No tocante aos valores relativos ao repasse da manutenção do SUS (Sistema Único de Saúde), estes foram projetados em razão do número de atendimentos de média e alta complexidades. Acrescentando, ainda, os repasses ao Piso de Atenção Básica (PAB), os projetos como o PSF (Programa Saúde da Família) e do Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS), Assistência Farmacêutica e outros.

Estão inseridas na proposta orçamentária as receitas do Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), em conformidade com a Lei Federal nº 11.494, de 20/06/07, destinado ao atendimento das despesas com o ensino, regulado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei Federal nº 9.394/96).

Ainda há as receitas classificadas como Receitas de Capital, estas provenientes de operações de crédito, alienações de bens, amortizações de empréstimos, transferências de capital e convênios do Governo Federal e Estadual, no montante de R$ 49.858.330,00, representando 2,3% do total. Também foram consideradas na proposta orçamentária, as receitas provenientes da cobrança da dívida ativa, com a manutenção de políticas ostensivas na recuperação de receitas dessa natureza.

A Receita Total da Administração Direta (Prefeitura) para 2018 é de R$ 1.353.248.100,00, com um crescimento nominal de 6,8% em relação à Receita Total prevista na LOA 2017. As cinco principais receitas tributárias e de transferências (ICMS, ISSQN, IPVA, IPTU e FPM) representam o montante de R$ 889.300.000,00, que correspondente a 65,7% de toda receita, as quais vêm apresentadas da seguinte forma:

O Fundo Municipal de Saúde, que recebe recursos vinculados do Ministério da Saúde, tem sua receita estimada em R$ 112.871.000,00, representando 8,3% do total das receitas, e o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico (FUNDEB) tem sua receita estimada em R$ 141.700.000,00, representando 10,4% do total das receitas previstas. Todas as demais receitas no valor de R$ 209.377.100,00, representa 15,4% do total geral previsto.

DESPESAS

As Despesas Totais do Município são distribuídas entre Despesas Correntes e Despesas de Capital e contêm gastos, tais como: Pessoal e Encargos Sociais, Serviço da Dívida, Outras Despesas Correntes (custeio) e Investimentos em obras e equipamentos, alocados entre os diversos programas do governo municipal. O Total Geral das Despesas da Prefeitura Municipal para 2018 é de R$ 1.252.170.100,00, significando um aumento de 6,7% em relação ao ano anterior.

As despesas públicas englobam todas as saídas de recursos para a aquisição de bens e o custeio de serviços colocados à disposição da sociedade, tais como o pagamento dos servidores, a compra de material de consumo e de equipamentos, a construção e manutenção de imóveis e de vias públicas, pagamento de dívidas contraídas, investimentos, entre outros.

Tradicionalmente, as despesas com pessoal e custeio consomem a maior parte dos recursos em uma administração pública. Na Prefeitura de Piracicaba, esses gastos representam, respectivamente, 45,6% e 47,9% do total dos gastos previstos para 2018. Os dados apresentados relativos aos gastos com pessoal estão diretamente relacionados à quantidade de funcionários lotados nos respectivos setores para o atendimento de serviços e demandas da população.

Já as despesas com custeio englobam todos os gastos empenhados na manutenção dos serviços públicos em funcionamento, bem como as obras de conservação, adaptação e manutenção do patrimônio público.

Outro grupo de despesa importante é o grupo Investimentos, que inclui as despesas empenhadas com obras e instalações, equipamentos e material permanente e aquisições de imóveis. É nesse grupo que é atendida grande parte das novas demandas apresentadas pela população (novas escolas, creches, postos de saúde, asfaltamento de ruas e avenidas, recapeamento, novas intervenções viárias, construções de pontes, praças, áreas de lazer e outros). Em 2018, ele representa 5,0% das despesas totais previstas.

Em relação às secretarias municipais, não podemos deixar de destacar os orçamentos da Saúde e Educação, onde somente elas representam 60,5% do total das despesas da Prefeitura. O Orçamento da Secretaria de Saúde representará, em 2018, cerca de 1/3 do Total Geral das Despesas da Prefeitura. Abaixo a relação do Orçamento previsto por órgão ou secretaria:

Além das secretarias municipais, há de se destacar também que a Administração Direta (Prefeitura) transfere recursos financeiros da Fonte Tesouro, no montante de R$ 101,0 milhões, para os seguintes órgãos:

PARTICIPAÇÃO POPULAR

A população teve importante participação na elaboração do presente orçamento. A Administração Municipal realizou reuniões e audiências com entidades, diretorias de centros comunitários, associações de moradores, comissões de bairros, clubes de serviços, sindicatos, entidades de classes, dentre outros. Nessas audiências, foram apresentadas e debatidas as mais diversas reivindicações, que depois de estudada sua viabilidade técnica, muitas foram incorporadas ao Orçamento. O mesmo aconteceu com as reivindicações apresentadas nas assembleias de bairros e junto ao Orçamento Participativo.

Cabe ainda destacar que o Poder Executivo também incorporou novas proposituras apresentadas e discutidas em audiência pública ao Plano plurianual 2018/2021, o qual foi discutido e aprovado no dia 28 de junho de 2017, por meio das ações: 2517 – Casa Abrigo à Mulher Vítima de Violência; Ação 2061 – Desenvolvimento, Capacitação e Apoio aos Produtores, Associações e Cooperativas Rurais; Ação 2516 – Pagamento por Serviços Ambientais – PSA Preservando o Futuro e a ação 2487 – Parcerias para o Controle da População Animal.

AUSTERIDADE

É compromisso da Administração Municipal a busca incessante da austeridade nos gastos públicos e a obtenção do equilíbrio financeiro e orçamentário das contas públicas. Visando este objetivo, partiu-se do princípio, como em qualquer planejamento, que é função da administração pública mobilizar os recursos financeiros, humanos e materiais para que possa melhor cumprir suas finalidades.

Seguindo as diretrizes traçadas no Plano Plurianual 2018/2021, a Administração Municipal procurou reunir as demandas e necessidades da população, apresentadas por meio de assembleias e reuniões com os movimentos sociais e com a sociedade civil organizada. Para 2018, primeiro ano do PPA vigente, vai se dar continuidade nos avanços alcançados na área social (saúde, educação, promoção social, habitação, meio ambiente, saneamento básico, cultura, lazer, esportes e segurança) e na infraestrutura e a mobilidade urbana do município.

Nesse sentido, a Lei Orçamentária de 2018, prevê a manutenção de todas as despesas de custeios, encargos, pagamento de obrigações e salários de servidores necessários para o perfeito funcionamento da “máquina pública”. Há previsão para fazer frente às despesas advindas de novas contratações de servidores (para as áreas de educação e saúde – principalmente) e do aumento da manutenção de áreas públicas, serviços de limpeza, recapeamento asfáltico, melhoria da iluminação pública, aquisição de merenda, medicamentos e outros, sem qualquer prejuízo nos projetos sociais em andamento.

Dentre os principais projetos de maior relevância para 2018, apesar da diminuição significativa da capacidade de investimento do município, reflexo direto da crise econômica que o país atravessa, na Saúde, o principal projeto é colocar em funcionamento o Hospital Regional, iniciar a construção da nova unidade do pronto-socorro da Vila Cristina, reestruturação da rede de atendimento à Saúde Mental e reformas e ampliação de unidades de saúde. Na Educação, manter a continuidade da política de expansão na oferta de vagas no ensino infantil e fundamental, com previsão de construção de novas escolas e reformas e ampliações. No Trânsito, dar continuidade aos projetos de mobilidade urbana, com intervenções importantes na área de transporte urbano do Município.

Outras ações da Prefeitura para o ano que vem são projetos como a continuidade da modernização dos terminais de ônibus (R$ 12 milhões), obras de drenagem e de combate a inundações (R$ 10 milhões), pavimentação (R$ 6,750 milhões), construção de escolas (R$ 7 milhões), ampliação de ETAs e reforço de rede d´água (R$ 2,5 milões), revitalização de centros de lazer (R$ 900 mil), implantação de praças de lazer e academias (R$ 600 mil), melhoria na rede de proteção social (R$ 600 mil) entre outras.

Por | 03/10/2017|

Como perder muito peso sem academia e mudar a alimentação?

Sem dieta, truques ou remédios.

Quem quer perder peso rápido e ainda dar uma melhorada no corpo pode recorrer a natação, um dos esportes mais completos e recomendados. Em algumas cidades do país, como Piracicaba (SP), há aulas gratuítas duas vezes por semana oferecidas pela Prefeitura.

A natação proporciona desde a perda calórica e equilíbrio muscular, até o auxílio na recuperação de lesões. A modalidade é indicada para pessoas de todas as idades e biótipos, e tem ainda mais benefícios a oferecer.

Estudos indicam que a cada hora de natação, o corpo perde 600 kcal. Isso é muito mais que qualquer exercício em academia. (O valor que pode variar dependendo da intensidade do exercício e do metabolismo do praticante. O nado borboleta, por exemplo, é o mais difícil, mas também o que mais emagrece, 770 kcal/hora).

Para quem quer perder peso, a cada cinco horas, mais ou menos, de natação, perde-se 1 kg. Lógico que isso tem que estar alinhado com uma boa alimentação. Entenda-se: saudável. Não da para emagrecer comendo leite condensado, né? Isso não quer dizer também que não pode comer. Tudo tem a quantidade certa.

É normal ao iniciar as aulas de natação o aluno sentir muita fome, além de canseira. Pode não parecer, por ser gostoso, mas o exerício é pesado.

No caso de Piracicaba, aulas gratuitas de natação são oferecidas pela SELAM – Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Atividades Motoras no XV. Há várias opções de horários, mas a quantidade de vagas são limitadas e bastante disputadas.

Por | 29/09/2017|

Santa Casa cumpre ameaça e suspende cirurgias pelo SUS em Piracicaba

Foto: Junior Cardoso / PIRANOT

Depois da Santa Casa de Piracicaba anunciar que não fará mais cirurgias eletivas pelo SUS devido à falta de pagamento de uma dívida da Prefeitura de Piracicaba, vereadores suspenderam parte dos trabalhos da 55ª reunião ordinária desta quinta-feira (28), para conversar com o prefeito Barjas Negri (PSDB), sobre o problema. As cirurgias emergências continuarão sendo realizadas.

O presidente da Câmara, Matheus Erler (PTB), seguido por diversos vereadores solicitaram Pela Ordem e Questão de Ordem para defender a criação de uma Frente Parlamentar que possa agregar os diversos municípios da região de Piracicaba em esforços junto ao Ministério da Saúde, em Brasília, além de contar com o apoio da força de deputados e até do governo do Estado no pedido de mais verbas para a saúde, que possam respaldar a cidade de Piracicaba e região.

Além da Santa Casa, a Prefeitura deve também para o Hospital dos Fornecedores de Cana. A dívida no começo do ano era superior a R$ 20,8 milhões.

A decisão de suspender as cirurgias foi tomada após o prefeito divulgar que pagaria os dois hospitais em parcelas de até três anos com parte da arrecadação do IPVA.

Para agravar a situação, o Hospital Regional de Piracicaba teve a inauguração adiada novamente. Dessa vez cogita-se março de 2018, o que deve acontecer já que é um ano eleitoral com disputas para deputado estadual e federal, governador, senador e presidente. Nestes períodos, grandes obras são entregues.

Por | 29/09/2017|

Vacinação antirrábica na Zona Urbana de Piracicaba começa neste sábado (23)

Foto: Reprodução

Começa dia 23 de setembro e vai até 22 de novembro a campanha de vacinação antirrábica na Zona Urbana. Os postos de vacinação vão abrir durante 08 sábados, das 8h às 17 horas. As equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) estarão distribuídas, ao longo desse período, em 143 postos de atendimento. A meta é vacinar 27.000 animais.

Para a campanha, nove equipes, compostas por vacinadores devidamente capacitados, estarão em ação, com material descartável e de uso individual. O CCZ orienta que os animais devem ser conduzidos aos postos de vacinação por adultos e presos em guias. Aos mais agressivos, é obrigatório o uso da focinheira. Os gatos devem ser levados em caixas de transporte ou em sacos, como aqueles para embalar cebolas, para evitar fugas e possíveis acidentes com o animal, proprietário e vacinadores.

Todos os cães e gatos, a partir dos 03 meses de idade, podem receber a vacina. Animais doentes, em tratamento ou debilitados devem aguardar a recuperação e a alta do seu médico veterinário, assim como as gestantes e com crias esperarem o desmame dos filhotes para receberem a vacina. Nesses casos, as vacinas podem ser aplicadas posteriormente, de segunda a sábado, das 8h as 16 horas, no CCZ, que funciona como posto fixo de vacinação durante todo ano.

De acordo com Paulo Lara, médico veterinário responsável técnico do Canil do CCZ, “a vacinação é muito importante para prevenir a Raiva, uma doença que mata e é transmitida por todos os mamíferos, principalmente os morcegos, que atualmente contribuem para circulação e manutenção do vírus na zona urbana”.

ZONA RURAL – A etapa da campanha de vacinação contra a raiva na zona rural superou a meta deste anos, estabelecida pelo CCZ, com base em históricos anteriores, de imunizar 10.000 animais. Foram 8.573 cães e 1.568 gatos, totalizando 10.141. O destaque foram os gatos, cuja população atendida superou o índice de 2015 em 7,4 %.

ONDE? – Confira na imagem a seguir os locais de vacinação:

 

Por | 21/09/2017|

Fiação elétrica da USF Itapuã 1 é furtada pela 5ª vez

Foto: Júnior Cardoso / PIRANOT

No final de semana, pela 5ª vez, desde que foi criada, a Unidade de Saúde da Família Itapuã 1 teve toda a sua fiação elétrica e a antena de internet furtadas. Esse crime, além de gerar insegurança à equipe de saúde que trabalha no local, causou sérios transtornos no atendimento à população do bairro nesta segunda-feira (11). No final da tarde, a fiação já havia sido refeita pela equipe do setor de manutenção e a unidade voltou a funcionar parcilamente. Os serviços relacionados à internet ainda estão comprometidos.

Sem acesso à rede, ainda não possível agendar nem verificar consultas, bem como inserir qualquer tipo de exame laboratorial. Os registros internos estão sendo realizados manualmente. Os externos estão impossibilitados. Além disso, as salas ficaram sem iluminação, computadores, equipamentos médicos e odontológicos não funcionaram. O mais grave: todas as vacinas foram danificadas e precisaram ser substituídas.

Além da insegurança generalizada e interrupção do atendimento, o ato em si causou também sério prejuízo financeiro ao erário, com a perda das horas médicas, das vacinas e medicamentos, que não podem ficar fora da geladeira, e da fiação, que precisou ser reposta.

A Secretaria Municipal de Saúde acionou o Conselho Municipal de Saúde para tratar do assunto com a Comissão Local de Saúde e desenvolver um trabalho de conscientização na comunidade, para que seus moradores ajudem a preservar a USF. Os autores desses crimes não percebem a gravidade dos seus atos, que se voltam contra seus próprios familiares, amigos e vizinhos atendidos pela equipe médica da unidade.

Por | 12/09/2017|

Unicamp faz visita oficial ao Hospital Regional de Piracicaba

Foto: Divulgação

Uma equipe liderada pelo reitor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Marcelo Knobel, visitou o prédio do Hospital Regional de Piracicaba, que será chamado de Zilda Arns, acompanhada pelo prefeito Barjas Negri e pelos secretários de Saúde, Pedro Mello, e Obras, Arthur Ribeiro. A Unicamp é uma das instituições interessadas em administrar o HR e o processo está em negociação com o governo do Estado.

Participaram também da visita Lair Zambom, diretor do Nacses (Núcleo de Gestão e Acompanhamento dos Convênios SES/Unicamp), Ivan Toro, diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM), Roberto Teixeira Mendes, diretor associado da FCM, Joaquim Murray Bustorff Silva, chefe de gabinete da reitoria, e o diretor da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) Guilherme Mendes.

De acordo com o prefeito Barjas Negri, que tem mantido contato com o governador Geraldo Alckmin e com o secretário de Estado da Saúde, David Uip, existe um grande esforço de todos para colocar o HR em funcionamento o mais rápido possível. Barjas lembrou que todas as adequações solicitadas pela Secretaria de Estado da Saúde já foram feitas. “O Hospital Regional é uma necessidade urgente da população. Todos trabalhamos para colocar a unidade em funcionamento ainda este ano, medida que deve resolver o problema da falta de leitos hospitalares em Piracicaba e na região¨, afirma Barjas.

Knobel e equipe conheceram as principais alas do Hospital, que fica no bairro São Francisco, tem área total de 80 mil m2 e 19 mil m2 de construção. Equipada com UTI, a unidade possui 126 leitos – 84 cirúrgicos e 48 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) – e capacidade para 2.000 cirurgias/mês, sendo outras 700 eletivas no Hospital Dia anexo. “Fiquei impressionado. É grande, bonito e bem montado, com uma infraestrutura incrível. Estou contente com a possibilidade de avançarmos nessa parceria. Estamos empenhados, negociando com o governo do Estado. Já mandamos a carta de intenção. Com essa parceria todos saem ganhando, principalmente a população”, disse o reitor.

Para Lair Zambom, a administração da unidade de Piracicaba será um dos melhores projetos no qual a Unicamp vai se inserir. “Implantamos o Hospital Estadual de Sumaré que, além de ter uma importância enorme do ponto de vista da assistência, o tem também do ponto de vista do ensino, de capacitação de profissionais. A ideia para o HR é mais ou menos parecida. Vamos trazer nosso know how para cá”, afirma Zambom, que é diretor do Nacses, núcleo ao qual o HR será vinculado caso a parceria seja acertada.

“Estou extremamente impressionado. O hospital é de ótima qualidade, iluminado, agradável. Uma ótima instalação para ensino e pesquisa. Vai ser um modelo para o resto do Brasil”, aposta Ivan Toro.

 

Por | 01/09/2017|

Atrasando benefícios, Santa Casa de Piracicaba pode reduzir atendimentos do SUS

Foto: Fabrice Desmonts – Câmara de Piracicaba

Com uma dívida de quase R$ 14 milhões, a Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba pode deixar de atender nas próximas semanas parte dos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). O provedor da instituição, João Orlando Pavão, contou, em reunião com vereadores na última semana, que tem atrasado o pagamento de médicos por falta de dinheiro e pediu ajuda.

Segundo Pavão, o débito da prefeitura está em R$ 13.969 milhões desde abril de 2017. “É preciso, urgentemente, que a gente una as forças, com a Câmara e a população para fazer com que a prefeitura faça alguma coisa para efetuar o pagamento. Eu não serei irresponsável de tomar empréstimo bancário para continuar do jeito que estamos atendendo”, disse.

O provedor da Santa Casa ponderou que se a prefeitura não pagar o que deve à Santa Casa, terá que tomar uma medida mais drástica, “o que não queremos”, disse, lembrando que recebeu a determinação do prefeito para que atenda somente aquilo que foi contratado.

Durante o encontro, que teve cerca de 45 minutos, Pavão também cobrou responsabilidade das esferas estadual e federal. Informou que esteve em Brasília, onde foi recebido pelo presidente da República, Michel Temer, e pelo ministro da Saúde, 20 deputados e três senadores, junto da Frente Parlamentar da Saúde, para resolver o problema.

ATRASO DE BENEFÍCIOS – “Nunca atrasamos o pagamento dos colaboradores, mas há cinco meses pagamos os honorários de 350 médicos com atraso e parcelado. Isso nunca ocorreu. Por certo, teremos o caos. Não posso aceitar que a prefeitura esteja sem dinheiro para me pagar. Eu vim na Casa do Povo, são vocês que recebem a reclamação primeiro. Precisamos unir Câmara, prefeitura, governos estadual e federal, e acharmos uma solução para isso”, disse Pavão que desabafou ao dizer que todo mundo diz que, embora não ter caixa, a Santa Casa tem que atender.

O provedor defendeu audiência com o prefeito, porque a situação está se tornando insustentável.

POSICIONAMENTOS – O vice-presidente da Câmara, Ronaldo Moschini (PPS), falou de sua experiência como médico socorrista do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que atende a população além de seus limites. O parlamentar também reconheceu a necessidade do aumento do número de leitos hospitalares.

Gilmar Rotta (PMDB) reconheceu a necessidade de Piracicaba investir mais na saúde pública.

O vereador Marcos Abdala (PRB) também considerou o problema e cobrou apoio das 26 cidades da região.

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Para o vereador José Aparecido Longatto (PSDB), a situação da saúde no Brasil também passa pela responsabilidade do governo federal em liberar mais verbas aos municípios.

ATRASO DE REPASSE FEDERAL – Ainda segundo Longatto, o governo federal, desde o ano passado, está devendo um repasse de R$ 10 milhões à Piracicaba e comentou sobre a importância da Câmara avaliar o problema, o que demandará ações junto ao prefeito e secretário municipal de Saúde.

 

Por | 21/08/2017|

Internações no SUS em Piracicaba custaram R$ 22 milhões no 1º semestre

Foto: Júnior Cardoso / PIRANOT

A Secretaria Municipal de Saúde concluiu balanço semestral de internações nos dois hospitais que atendem usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). De janeiro a junho, portanto, foram atendidos 11.092 pacientes, sendo 6.061 na Santa Casa e 5.031 no Hospital dos Fornecedores de Cana (HFC). Do total, 5.947 exigiram intervenções cirúrgicas e custaram cerca de R$ 15 milhões. As demais, sem procedimentos cirúrgicos, despenderam R$ 7,5 milhões.

Em recursos, a Prefeitura pagou, no período, R$ 22,464 milhões somente nos Atendimentos de Internações Hospitalares (AIHs), sendo R$ 12,742 milhões à Santa Casa e mais R$ 9,722 milhões para o HFC, o que garantiu o atendimento de mais de 11 mil usuários, com ou sem procedimento cirúrgico.

O secretário de Saúde, Pedro Mello, disse que a rede municipal de saúde é complexa e também bastante completa, ofertando serviços de qualidade em quase todas as áreas médicas. Segundo ele, os pacientes do SUS dão entrada no sistema pelos prontos-socorros (UPAs) ou pela Rede de Atenção Básica (UBS, PSF e os CRABs). A partir daí recebem o tratamento médico necessário, e centenas deles são encaminhados para internações, resultando ou não em cirurgias.

BALANÇO 01° SEMESTRE – A Secretaria de Saúde fechou também balanço de atendimentos médicos, especiais, odontológicos, SAMU e outros. As internações hospitalares somaram 12.173 usuários, mais 1.081 pessoas submetidas a cirurgias eletivas no AME/Hospital Dia. Os atendimentos médicos na Atenção Básica somaram 171.732 e nas Urgência/Emergência/COT, mais 296.152.

Nos chamados procedimentos especiais, a rede pública realizou 779.775 exames laboratoriais, Raio-X, ultrassonografia, tomografias, mamografias etc. Na área odontológica, foram 246.248 atendimentos.

Por | 15/08/2017|
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