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Seis escolas de Piracicaba recebem R$ 1,1 milhões para reforma

O secretário da Educação José Renato Nalini autorizou nesta terça-feira (12) o início das obras em mais seis escolas estaduais de Piracicaba. Será repassado às unidades R$ 1,1 milhão para serviços de modernização dos prédios. O prefeito Barjas Negri, o deputado estadual Roberto Morais, o dirigente de ensino de Piracicaba Fabio Augusto Negreiros, e diretores participaram da cerimônia.

As escolas que receberão as melhorias são a EE Antonio Pinto de Almeida Ferraz, EE Comendador Mário Dedini, EE Dr. Prudente, EE Edson Rontani, EE Honorato Faustino e EE Professora Mirandolina de Almeida Canto.

Na lista, quatro farão parte em 2018 do Programa de Ensino Integral e precisam adaptar as dependências para recepção dos alunos. Para a E.E. Edson Rontani, o valor será aplicado na reforma da cobertura metálica da escola. Já a E.E. Professora Mirandolina de Almeida Canto receberá um novo calçamento externo.

Além das unidades anunciadas no evento, outras oito estão com obras em andamento ou autorizadas na região neste semestre. O investimento do governo estadual chega a R$ 588 mil e corresponde aos serviços de reforma das quadras de esporte, instalação elétrica e cobertura de prédio.

Por | 13/09/2017|

Ministério Público Federal denúncia mantedor da Unimep por prejuízos à alunos

A procuradora do Ministério Público Federal, Heloísa Maria Fontes Barreto, propôs uma ação civil pública para o retorno imediato do antigo sistema Mainframe da Unimep e pediu a responsabilização do IEP (Instituto Educacional Piracicabano) e do seu diretor geral, Robson Ramos de Aguiar, pelos prejuízos causados pela implementação caótica do novo sistema de gestão da universidade que acabou por ocasionar uma greve com inúmeros reflexos.

A ação vai tramitar na 3ª Vara Federal de Piracicaba e nela a procuradora pede o respeito à autonomia universitária e solicita que a Justiça determine que a substituição do sistema só seja feita após aprovação do Conselho Universitário (Consun).

No início deste mês, o diretor do IEP desautorizou ato do então reitor Marcio de Moraes, que havia determinado a reativação do Mainframe no dia 3 de agosto uma vez que os alunos não conseguiam fazer matrículas, professores não tinham acesso às listas de estudantes das disciplinas e coordenadores não conseguiam obter informações para gerenciar seus cursos. O reitor foi logo depois desautorizado e demitido pelo IEP e o sistema continuou sendo implementado, em mais um flagrante caso de quebra de autonomia universitária.

A ação fortalece a mobilização interna na Unimep e é mais um ponto a favor da comunidade acadêmica em defesa da autonomia da universidade, prevista na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e no Estatuto da Universidade.

As atividades na Unimep ficaram paralisadas por duas semanas por uma greve que envolveu professores, alunos e funcionários que exigiam autonomia além de questões trabalhistas e a volta das condições de funcionamento da universidade a partir da reativação do mainframe.

Por | 24/08/2017|

Depois de quase 15 dias, chega ao fim a greve na UNIMEP

Foto: Divulgação

Cerca de quatro mil alunos da UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba) começam hoje (23), a retornar às aulas. Ontem (22), professores e funcionários decidiram por encerrar a greve que começou no último dia 08.

Em nota, a Adunimep (Associação dos Docentes da Unimep), informou que em Assembleia foi aceito o acordo de conciliação feito no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e, por tanto, a greve foi suspensa. “Desta forma, as aulas e atividades profissionais na Unimep voltam ao normal nesta quarta-feira desde que haja condições mínimas de trabalho para isso. A recomendação da Adunimep é que os professores passem o ponto ou registrem frequência nas salas dos professores normalmente.”, disse.

O acordo prevê o pagamento de salários dos dias parados no dia 2 de outubro e o pagamento dos salários dos dias trabalhados no 5º dia útil. “Também foi garantida estabilidade no emprego por 60 dias e a não punição dos alunos envolvidos na ocupação dos campi. Um grupo de trabalho será montado em 30 dias para discutir a celebração do Acordo Coletivo de trabalho.”

Ainda segundo a associação, a Rede Metodista “se comprometeu a colocar em funcionamento o sistema informatizado em 24 horas” e, “caso a rede não cumpra o que está estabelecido no acordo, a greve poderá ser retomada.”.

Uma nova assembléia foi agendada para o dia 29 às 19h30 para avaliação da retomada das aulas e definição dos rumos do movimento.

Por | 23/08/2017|

Justiça do Trabalho nega pedido da Unimep para suspender greve

Foto: Marcus Vinícius da Costa / PIRANOT

O dia foi agitado ontem (17), no que se refere a greve de funcionários e docentes da Unimep. Após um protesto pelas ruas de Piracicaba e de uma audiência pública, funcionários receberam uma boa notícia: a justiça negou o pedido do IEP (Instituto Educacional Piracicabano), que tentou forçar o fim do movimento.

Conforme informou anteontem (15) o PIRANOT, o instituto entrou com uma ação na Justiça do Trabalho alegando falta de acordo e que os grevistas não estariam cumprindo com a lei, mantendo pelo menos 30% do serviço, o qual seus advogados acharam essencial para a sociedade.

O IEP solicitou ainda para a justiça uma liminar que obrigasse os seus funcionários e docentes a voltar ao trabalho por não terem cumprido um prazo de 72 horas de aviso de greve.

O desembargador Edmundo Fraga Lopes negou os pedidos dizendo que não considera essencial o serviço prestado pela Unimep e determinou a realização de uma audiência de consciliação para a próxima terça-feira (22), às 10h30.

Foto: Câmara de Piracicaba

MANIFESTAÇÃO – Com guarda-chuvas, capas protetoras, carros de som, palavras de ordem e cartazes que reivindicavam a autonomia universitária da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), uma passeata organizada por docentes e alunos da instituição de ensino superior e do Colégio Piracicabano teve como ponto final a Câmara, na tarde desta quinta-feira.

O protesto teve como alvo a Rede Metodista de Educação, mantenedora dos dois estabelecimentos, e foi impulsionado pelas palavras de ordem “A nossa luta é todo dia; educação não é mercadoria!”, “Fora, Rede” e “Unificou estudante, funcionário e professor”. Mais de 200 pessoas participaram do ato.

Os manifestantes saíram da frente do Colégio Piracicabano, na rua Rangel Pestana, e seguiram pelas ruas Governador Pedro de Toledo e XV de Novembro até a Alferes José Caetano, onde ocorreu, às 14h, a reunião pública para debater a crise que a Unimep e o Colégio enfrentam por conta da relação com a Rede Metodista.

Eles reclamam que as ações da mantenedora e a perda da autonomia da universidade afetaram as práticas administrativas, acadêmicas e financeiras. As consequências atingem tanto professores e funcionários ––que sofrem com atraso no pagamento de salários e férias, falhas no recolhimento do FGTS e a não disponibilização do holerite até o quinto dia útil do mês (como previsto pela Convenção Coletiva de Trabalho)–– quanto alunos, que não conseguem efetuar matrícula, receber boletos de mensalidade, emitir históricos escolares ou regularizar contratos de estágio devido à implantação do novo sistema de dados pela Rede Metodista.

Ana Lúcia, bibliotecária do Colégio Piracicabano, conta que os funcionários da escola enfrentam as mesmas dificuldades que os da Unimep, com exceção do sistema implantado na universidade.

A professora Regina Rivero comenta que o Colégio lida com “quase os mesmos problemas da Unimep”. “A gente não tem autonomia, não existe diálogo. A única diferença é que nosso sistema de computação está funcionando”, afirma.

Alunos do Colégio que manifestaram apoio ao protesto e à greve dos professores iniciada no último dia 8 acrescentam que, para os estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, “está bem difícil”. “No começo do ano, disseram que podíamos fazer a matrícula até um dia antes do início das aulas e, quando a galera foi fazer dez dias antes, falaram que não aceitavam mais alunos. Deram a justificativa de que não havia mais alunos para entrar, mas havia alunos para entrar e não tinha vaga. A gente pedia resposta para a diretora da Rede e ela dizia que ia dar, mas nunca dava.”

O grupo cita também que turmas foram juntadas sem que professores e alunos fossem avisados. “Soubemos uma semana antes e professores que deixaram de aceitar outras oportunidades, em outras escolas, foram prejudicados, porque aqueles que teriam quatro aulas terão menos.” Os estudantes afirmam que o problema persiste desde o início do ano.

AUDIÊNCIA PÚBLICA – Em um ato à altura da história de 53 anos da Unimep, cerca de 300 pessoas foram à Câmara, após a manifestação, mostrar apoio à greve e manifestar repúdio à Rede Metodista de Educação, grupo mantenedor da escola de ensino superior e do Colégio Piracicabano.

A reunião pública, no salão nobre na Câmara, foi convocada pelo presidente Matheus Erler (PTB) e pelos parlamentares que compõem a Comissão de Educação, Esportes, Cultura, Ciência e Tecnologia: o presidente Maestro Jonson (PSDB), o relator Paulo Campos (PSD) e o membro Paulo Henrique Paranhos Ribeiro (PRB).

Tanto o salão nobre quanto o hall externo foram ocupados por apoiadores do movimento. A reunião pública foi antecedida por um protesto, em frente à Câmara, realizado por dezenas de manifestantes que partiram em passeata desde o Colégio Piracicabano, com carros de som, palavras de ordem e faixas com os dizeres “Fora, Rede”, “Autonomia universitária”, “A Unimep é de Piracicaba” e “Não é salário, é autonomia”.

Vereadores, professores, funcionários e alunos de ambas as instituições e representantes de entidades de classe, associações e sindicatos uniram-se para cobrar a abertura de diálogo com a Rede Metodista e solidarizar-se com o professor Márcio de Moraes, que, no último dia 11, foi destituído do cargo de reitor da Unimep pela direção do grupo.

Convidada pela Câmara a participar da reunião pública, a Rede Metodista não enviou nenhum representante, o que gerou vaias do público. O diretor-geral do grupo, Robson Ramos de Aguiar, foi duramente criticado.

Além de restringir o diálogo com professores e funcionários da Unimep e pagar-lhes com atraso salários e férias, a Rede Metodista é alvo de reclamações pela implantação de um novo sistema interno de gerenciamento de dados da universidade.

Desde a mudança, alunos não estão conseguindo efetuar matrícula (o que impede a compra de passes escolares e o registro em estágio obrigatório), receber boletos de mensalidade (causando a perda de descontos), emitir históricos escolares e aderir a seguros de vida para estagiários. Já os professores não estão tendo acesso a informações relativas ao Fies e ao Prouni, às suas turmas de alunos e ao registro de ponto e de frequência às aulas.

Em quase duas horas e meia, o ato na Câmara abriu espaço para a fala de 18 autoridades e do público presente. Pela Unimep, discursaram o reitor destituído Márcio de Moraes, o presidente do Sindicato dos Professores de Campinas e Região, Carlos Virgilio Borges, o presidente da Adunimep (Associação dos Docentes da Unimep), Milton Schubert, o presidente da Associação dos Funcionários do Instituto Educacional Piracicabano, David Wesley Marques, o diretor da Faculdade de Direito da Unimep, Jarbas Martins Barbosa de Barros, e a representante dos alunos Nathália Navarro.

A reunião pública definiu ações em defesa da Unimep. Erler informou que a Câmara vai apresentar moção em favor da recondução do professor Márcio de Moraes ao cargo de reitor da universidade e propôs a criação de um fórum em defesa da instituição. “Trabalharemos de forma conjunta com alunos e professores para que a Unimep saia deste momento difícil”, afirmou o vereador.

Diretora do Departamento Administrativo-Financeiro da Câmara e aluna do 10º semestre do curso de Direito na Unimep, Kátia Garcia Mesquita propôs a elaboração de um abaixo-assinado em apoio à volta do reitor Márcio de Moraes. (Para aderir à petição on-line, basta clicar aqui e preencher os campos obrigatórios.)

Os presidente do Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba), Wagner da Silveira, e do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região, José Antonio Fernandes Paiva, ofereceram apoio logístico para o movimento grevista se deslocar a São Paulo para pressionar a Rede Metodista a abrir diálogo. “Quando falamos que estamos juntos, é porque mexeu com vocês, mexeu com a gente”, disse Paiva, sob aplausos.

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Piracicaba, Jefferson Goularte, disse que a entidade foi procurada por professores do curso de Direito da Unimep com a proposta de que seja criada uma comissão para acompanhar o caso.

Já o secretário municipal de Trabalho e Renda, Evandro Evangelista, colocou “a Prefeitura como um todo à disposição” dos manifestantes. Ele disse que o secretário estadual de Emprego e Relações do Trabalho, José Luiz Ribeiro, também é solidário à greve.

Além de Erler, Maestro Jonson, Paulo Henrique e Paulo Campos, estiveram presentes na reunião pública os vereadores André Bandeira (PSDB), Gilmar Rotta (PSDB), Nancy Thame (PSDB), Osvaldo Schiavolin, o Tozão (PSDB), e Pedro Kawai (PSDB).

Também compareçam ao ato o coordenador do curso de Direto da Unimep, José Renato Martins, o presidente da Emdhap (Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba), João Manoel dos Santos, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Piracicaba, Fânio Luis Gomes.

MAIS APOIO – O Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba (Conespi) decidiu ontem apoiar a greve de professores, funcionários e alunos da Unimep em encontro da executiva com diretores da Associação dos Funcionários do Instituto Piracicabano e Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar de Piracicaba.

O encontro, como explica Juca dos Metalúrgicos, foi a pedido dos diretores e em função da grandiosidade da Unimep e pelo fato de sindicatos filiados ao Conespi terem convênios com a Universidade que garantem descontos aos trabalhadores associados. “A Unimep está sendo encampada”, disseram os dirigentes sindicais da universidade.

No encontro, eles relataram os fatos que levaram à deflagração do movimento, por falta de negociação com professores e funcionários de um acordo de benefícios desde 2014, além da convenção coletiva das categorias, e que foi ampliado com a demissão do reitor Márcio de Moraes.

O Conespi decidiu apoiar o movimento e encaminhar documento ao diretor-geral do instituto, Robson Ramos de Aguiar, para que as negociações sejam reabertas, com funcionários, professores e alunos da Universidade, que tem história com Piracicaba.

 

Por | 18/08/2017|

Mantedor da UNIMEP aciona Justiça do Trabalho para negociar acordo

Foto: Divulgação

O IEP (Instituto Educacional Piracicabano), informou na tarde desta quarta-feira (16), que acionou a Justiça do Trabalho após professores e funcionários decidirem nesta semana manter a greve que está deixando cerca de quatro mil alunos da UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba), sem aulas.

Segundo o IEP, no último 14 de agosto foram enviadas cinco propostas para conciliação para apreciação das assembleias docentes e de funcionários (as), mas nenhuma foi aprovada.

A primeira proposta era para a criação de um fórum de diálogo para formação de pauta, discussão e aprovação do orçamento, em consequência abrindo possibilidade para a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A segunda é para também a criação de um forúm de diálogo com as devidas representações para análise do laudo técnico sobre o status em operação do sistema de gestão informatizado Totvs, que substituiu o antigo Mainframe em operação há mais de 25 anos e que gerou diversos problemas aos estudantes, entre elas a não efetivação de matriculas e geração de boletos sem descontos do FIES e da ACIPI.

A terceira proposta era para manutenção por quatro meses do banco de dados do sistema Mainframe, que fora congelado em 31/5/2017, para consulta de dados pelo grupo de trabalho de acompanhamento da implantação do Totvs.

Já a quarta é também para a criação de um forúm entre o IEP e a comunidade acadêmica da UNIMEP, conduzido por meio de GT (Grupo de Trabalho), para falar sobre a autonomia universitária questionada pelos grevistas, e a elaboração de um orçamento para a UNIMEP.

A quinta e última proposta é para que, a cada três meses, esse orçamento criado pelo forúm ser revisado. “Destaque-se que o Conselho Universitário da UNIMEP não apresenta orçamento ao IEP, conforme previsto em Estatuto da Universidade, há vários anos.”, disse o Instituto.

O IEP diz ainda que tem tentado “manter o diálogo, condicionando à aprovação de um orçamento, que é requisito previsto pelo próprio Estatuto da UNIMEP e necessário para a existência e bom funcionamento de qualquer instituição, as assembleias de docentes e funcionários(as) recusaram a proposta e optaram pela manutenção da greve.” e que “Diante da recusa às propostas, o IEP entrou com solicitação de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho.”.

PROTESTO – Professores, alunos e funcionários da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) participam nesta quinta-feira (17), de dois atos públicos na cidade. A partir das 12 horas, o grupo promove passeata pelas ruas centrais, com início em frente ao Colégio Piracicabano, na rua Rangel Pestana e, às 14 horas, participa de audiência pública na Câmara de Vereadores.

As manifestações têm o objetivo de sensibilizar a cidade para a situação enfrentada na Unimep, que sofre com a falta de autonomia universitária e o constante desrespeito a direitos de professores, funcionários e alunos. Os professores e funcionários estão em greve desde o dia 08 de agosto e representantes dos estudantes ocupam instalações dos campi Taquaral, em Piracicaba, e Santa Bárbara D’oeste.

A passeata pelas ruas centrais da cidade foi decidida a partir de uma ação conjunta entre funcionários, professores, alunos e pais de alunos do Colégio Piracicabano, que também é mantido pelo Instituto Educacional Piracicabano. Os manifestantes devem se dirigir primeiro à Igreja Metodista Central e, em seguida, para a Câmara de Vereadores.

A reunião na Câmara, a partir das 14 horas, será realizada no Salão Nobre Helly de Campos Melges, e foi marcada por iniciativa do presidente do legislativo municipal, vereador Matheus Erler (PTB). A Câmara aprovou, na sessão da última segunda-feira (14), requerimento de autoria de Erler, que tramitou em regime de urgência, e alerta à comunidade para os problemas enfrentados na universidade.

ASSEMBLÉIA – Também nesta quinta-feira, às 19h30, professores, funcionários e estudantes realizam nova assembleia geral, no Teatro Unimep. A expectativa é que ocorra até lá alguma manifestação nova da Rede Metodista de Educação que possa ser exposta durante a reunião.

A comunidade de professores, alunos e funcionários reivindica o respeito à autonomia da universidade nos seus aspectos acadêmicos, administrativos e financeiros, além da reativação imediata do sistema operacional ‘antigo’ da instituição, a fim de que se garantam as condições necessárias ao atendimento dos alunos. Professores e funcionários também pedem a negociação e a assinatura de Acordo Coletivo de Trabalho Interno e o respeito às convenções coletivas das respectivas categorias, com o fim de atrasos de salários e regularização de depósitos de FGTS, entre outras medidas.

Por | 16/08/2017|

Alunos da Unimep podem pedir reembolso por dias sem aulas? Advogado tira as dúvidas!

Foto: Construcione

Há uma semana e meia sem aulas, devido a greve de professores e funcionários, os alunos da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) passam a questionar seus direitos como clientes. O PIRANOT consultou o advogado e professor de Direito na GS – Centro de Ensino, Raphael Gothardi, e tira a seguir algumas dúvidas.

PIRANOT: Com a greve, os alunos ficaram sem aula. Diante disso, ele pode requisitar desconto desses dias na mensalidade? A faculdade é obrigada a devolver o dinheiro referente a este período?

Advogado: O aluno contrata o curso oferecido pela UNIMEP, a qual através do recebimento do valor contratado oferece ensino como contraprestação a quem lhe contratou. No caso da UNIMEP, especificamente, o aluno contrata a graduação por módulos (semestre), isto é, independentemente de o aluno frequentar as aulas, a instituição estará disponível para o que foi contratada, no caso, oferecer o módulo do curso e logicamente cobrar o valor da semestralidade, devendo o aluno arcar com o pagamento do semestre contratado mesmo sem usufruir. A partir do momento que a UNIMEP não cumpre com a sua parte do contrato, que é justamente oferecer o ensino, pode o contratante solicitar a resolução do contrato de ensino, a qual deve ocorrer mediante a devolução do valor pago.

PIRANOT: A universidade pode oferecer ao aluno uma troca? Por exemplo, repor os dias sem aulas por atividades em horários alternativos? Aos sábados, por exemplo?

Advogado: Sim, pode. A aludida prática inclusive é bastante comum na vida acadêmica e está prevista no próprio edital de ingresso na universidade. Neste último edital de vestibular, por exemplo, está disposto na folha 4, item 1.1.3 que: “…Os cursos podem programar a realização de aulas aos sábados para atender o cumprimento da carga horária das disciplinas prevista no respectivo semestre da matriz curricular em horários alternativos daqueles estabelecidos nos itens acima.”.

PIRANOT: Os alunos que estão ingressando neste semestre e encontraram de cara a greve, podem solicitar o cancelamento da matricula e a devolução de todo o valor pago?

Advogado: Sim, podem.

PIRANOT: Em caso positivo quanto à devolução do dinheiro dos dias sem aula por causa da greve, como o aluno deve solicitar isso à universidade?

Advogado: Veja bem, uma vez contratada a semestralidade, em tese, a UNIMEP dispõe do semestre para ministrar todo o conteúdo do módulo contratado. O início ou fim do período letivo pode ser prorrogado ou até postergado mediante acordo entre as partes envolvidas (alunos e universidade). Contudo, ninguém pode ser obrigado a fazer acordo contra a própria vontade, dessa forma caso o aluno entenda que o atraso no início do semestre possa lhe prejudicar de alguma forma, basta manifestar junto a instituição sua vontade em proceder ao distrato.

PIRANOT: Em caso do pedido ser negado, juridicamente o que o estudante pode fazer? Quais são os direitos e leis?

Advogado: Entendo que dificilmente o pedido de distrato deve ser negado pela UNIMEP. Entretanto, uma situação é o distrato outra completamente diferente é a devolução da quantia paga. Assim, caso a UNIMEP resista ao celebrar o distrato ou a devolver a quantia paga, a parte com base na Lei Civil e Lei de Defesa do Consumidor, pode buscar junto ao Poder Judiciário a declaração de resolução do contrato firmado e a devolução de eventuais quantias pagas.

PIRANOT: O estudante que se sentir ainda mais prejudicado com a greve pode processar a universidade e pedir indenização? Se sim, quais são os direitos dele?

Advogado: A indagação deve ser analisada com cautela. Devemos entender por indenização neste contexto aquela que ocorre a título de danos materiais e morais. A indenização por dano material é a reparação patrimonial, isto é, receber o dinheiro que despendeu. A indenização por dano moral visa reparar uma ofensa havida à honra ou à dignidade da pessoa. Assim, imaginemos a pessoa de um calouro e a de um veterano. O simples fato de postergar o início do semestre letivo de um calouro, a meu ver, não passa de um mero dissabor, que não é passível de reparação por dano moral. Situação distinta é a de um veterano, que haver postergada sua colação de grau, por exemplo, pode deixar de ser promovido de estagiário a funcionário dentro de uma empresa ou investido em um cargo alcançado por aprovação em concurso público, cujo requisito é justamente a conclusão do curso, casos quais, existem mais que um mero dissabor, mas uma verdadeira ofensa à dignidade da pessoa, sendo perfeitamente cabível eventual reparação a título de danos morais.

Mais dúvidas podem ser respondidas pelo e-mail [email protected] ou pelo site http://gothardi.adv.br/.

 

Por | 16/08/2017|

Estudantes do Colégio Piracicabano fazem protesto em Piracicaba

Alunos do Colégio Piracicabano que, assim como a Unimep, faz parte do IEP (Instituto Educacional Piracicabano) e da Rede Metodista, protestaram na hora do almoço desta segunda-feira (14), e atrapalharam o trânsito de uma das principais ruas da região central da cidade. Assista acima.

Com gritos de “Vamos a luta, educação não é mercadoria”, os manifestantes pararam parcialmente o trânsito da Rua Rangel Pestana causando reflexos em vias próximas e, assim como docentes e funcionários da Unimep, pediram a saída da Rede Metodista.

Procurado, até a publicação às 13h50, o colégio não retornou nosso contato, porém o PIRANOT apurou que o mesmo não se encontra em greve.

Hoje faz uma semana que, em assembléia, docentes e funcionários da Unimep iniciaram uma greve deixando cerca de quatro mil alunos sem aula. Não há ainda previsão para o fim desta crise já que as conversas entre o IEP e os trabalhadores não tem avançado e, na última sexta-feira, houve a demissão do reitor que havia atendido a uma solicitação dos universitários. Tudo isso vem sendo noticiado aqui.

Por | 14/08/2017|

Reitor da Unimep é demitido após contrariar superiores

Foto: Arquivo/Unimep

Após mandar religar o sistema antigo, em operação há mais de 25 anos e que estava sendo substituído, o reitor da Unimep Marcio de Moraes acabou demitido. Ele estava no cargo há 10 meses e teria tomado a atitude sem consultar a Igreja Metodista e nem o IEP (Instituto Educacional Piracicabano).

A ordem partiu logo após o início da greve de professores e funcionários quando alunos reclamavam de falhas do novo sistema que não estava efetivando matrículas e gerando boletos sem descontos, conforme vem noticiando o PIRANOT.

Em nota, a Adunimep (Associação de Docentes) e o Sinpro (Sindicato dos Professores) repudiaram a ação e classificaram a demissão como mais um ato de intervenção e de rompimento com a autonomia da universidade.

Em nota, o IEP agradeceu os trabalhos de Marcio de Moraes e comunicou a comunidade acadêmica sobre a mudança. O professor Fábio Josgrilberg, que atualmente é diretor nacional de educação da Rede Metodista, foi nomeado reitor interino.

Os professores da Unimep estão em greve desde terça-feira, questionando, entre outros pontos, a autonomia universitária diante das medidas intervencionistas da Rede Metodista. Os estudantes ocupam a reitoria há uma semana. Não há data e nem previsão para o fim dessa crise.

Por | 12/08/2017|

Aluno perde a cabeça com grevistas e exige ter aula na Unimep

Um aluno perdeu a cabeça e iniciou uma discussão contra grevistas da Unimep que tentaram impedir a sua entrada em um dos blocos do campus Taquaral. “Pago R$ 2 mil por mês, abra minha sala que quero estudar”, gritava enquanto tentava junto com mais duas pessoas desmontar uma barricada de cadeiras e mesas. Assista acima!

Um vídeo feito por um outro aluno mostra toda a confusão. “Isso ocorreu no bloco 3, local de aula dos cursos de psicologia, nutrição e fisioterapia. Os funcionários da secretaria também estão sendo impedidos pelos grevistas de trabalhar.”, disse ele que não quer ter o nome revelado com medo de retaliações.

Outro estudante procurou o portal para se queixar. “Sobre a greve, o curioso é terem esperado uma semana da volta às aulas para inciarem a greve. É justo?”.

A greve começou na terça-feira (08), e tinha o apoio de estudantes que vinham sofrendo com a implantação de um novo sistema que estaria apresentando falhas não efetivando as matriculas e gerando boletos sem desconto. Com base neste problema, funcionários e professores, que nos últimos dois anos vinham ameaçando greve devido ao descontentamento com a administração da universidade e atrasos de salários, ganharam apoio e força para iniciar o movimento.

Ontem, uma funcionária do administrativo contou que optou por aderir a greve porque estava sendo obrigada a trabalhar horas além da contratada e que havia benefícios em atraso. “Esse mês o salário veio na data certa, mas o vale alimentação e o FGTS estão atrasados”, disse.

Na terça, o IEP (Instituto Educacional Piracicabano) informou que está aberto a negociação, porém não participou na quarta e nem nesta quinta-feira de reuniões agendadas pelos grevistas. “Os representantes da Rede Metodista de Educação não estiveram ontem à tarde na Unimep. A expectativa da comunidade interna era a de realização de uma reunião de negociação, com previsão de início às 14 horas, o que acabou não ocorrendo.”, disse a assessoria de imprensa do movimento em nota.

A Rede Metodista de Educação solicitou a realização de um segundo Foro de Conciliação, a ser realizado hoje (11), às 9 horas, no Fepesp (Federação dos Professores do Estado de São Paulo). “O Foro de Conciliação irá reunir representes da Rede Metodista de Educação e dos sindicatos que representam professores e funcionários. Os representantes das entidades sindicais insistiram na necessidade de participação de representantes dos alunos.”.

Foto: Divulgação

Apoiadores da greve fizeram na tarde de ontem uma faixa gigante para simbolizar o movimento.

Por | 11/08/2017|

Começam as obras da Escola de Medicina de Piracicaba

Foto: Justino Lucente/CCS

A Anhembi Morumbi, integrante da rede internacional de Universidades Laureate, já deu início às obras de construção de seu campus em Piracicaba, na avenida Rio das Pedras, 1.601, em espaço do Clube dos Médicos. A Escola de Medicina de Piracicaba terá 5.161 metros quadrados de área, com cerca de 20 salas de aula, biblioteca, dois laboratórios de informática e 13 laboratórios de simulação em saúde, incluindo laboratório de Estrutura e Função, sala de habilidades, sala de habilidades específicas, laboratório multidisciplinar, hospital simulado, sala de debriefing, consultórios e auditório simulado.

De acordo com o prefeito Barjas Negri, a escola era um anseio de toda a população. “Fiquei muito satisfeito com essa decisão porque já são mais de 20 anos de espera para que Piracicaba tenha um curso de medicina”, disse. O início das obras culmina com a assinatura do decreto, pelo governador Geraldo Alckmin, no dia 1º de agosto, que criou o Hospital Regional de Piracicaba, previsto para funcionar até o fim do ano.

De acordo com o secretário de Saúde, Pedro Mello, com a residência médica, o Hospital Regional e a criação da Faculdade de Medicina, Piracicaba, que já é referência em tecnologia, será também em saúde. “Seremos polo de formação de profissionais da saúde. Coincidentemente, a Faculdade de Medicina será construída em área que sempre foi referência para os médicos de Piracicaba, que é o Clube dos Médicos”, comemorou.

VESTIBULAR – Edital para o vestibular de Medicina 2018, incluindo para os candidatos interessados em estudar no campus de Piracicaba, foi divulgado e estará com inscrições abertas entre 11 de agosto e 1º de novembro de 2017. Realizado pela Fundação Vunesp (Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista), para mais informações o interessado deve acessar o link: https://www.vunesp.com.br/ISCP1701. As provas serão aplicadas no dia 9 de dezembro, das 14h às 19h.

Por | 10/08/2017|

Sem negociação entre mantedor da Unimep e funcionários, greve continua

Foto: Gabriel Pasqualin

Os professores da Unimep fizeram na noite desta quarta-feira (09), uma assembléia e, por unanimidade, decidiram manter a greve iniciada terça-feira por tempo indeterminado. Eles alegam que não houve resposta e nem sinalização de diálogo por parte do Instituto Educacional Piracicabano (IEP).

A Adunimep (Associação de Docentes da Unimep) e o Sinpro (Sindicato dos Professores) solicitaram uma reunião com a direção do IEP e a Reitoria da universidade para hoje (10), às 14h, na reitoria, em Piracicaba. Espera-se assim, abrir as negociações solicitadas pelos professores desde a decretação da greve em 31 de julho.

Outra atividade prevista é a confecção de uma faixa gigante no estacionamento do bloco 9 do Campus Taquaral. Professores, alunos e funcionários vão participar da confecção do material, que vai ressaltar a autonomia universitária, um dos pontos que levou à greve de professores e funcionários e à ocupação dos campi pelos alunos.

Além dos professores, funcionários de todos os setores também estão em greve. “Aderimos a greve pelo fato da secretaria estar trabalhando em escala de 14 horas. Temos entrado às 8 e manhã e saindo as 23 horas, o que fere a lei.”, contou uma das grevistas que pediu para não ser identificada.

As queixas vão além do sistema digital e do modelo de gestão implantado pela Rede Metodista. “O fundo de garantia faz mais de dois anos que não é depositado. Este mês o salário veio em dia, porém os vales alimentação e refeição não vieram, o plano de saúde que é descontado da Folha de pagamento dos funcionários não foi pago.”, desabafou.

Na terça-feira (08), o IEP se pronunciou sobre a greve e as reclamações dos estudantes, conforme noticiou o PIRANOT. Na ocasião, ele disse estar aberto para as negociações.

MOÇÃO DE APELO – O presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba, ocupou a tribuna para registrar voto de declaração sobre o teor da moção de apelo 98/2017, de sua autoria, aprovada por unanimidade do plenário, direcionada à Rede Metodista de Educação, de modo a cessar a instabilidade no meio educacional a fim de que seja solucionado a grave crise noticiada e, que já resultou na deflagração de greve dos professores por 48 horas.

Na leitura da moção de apelo, o parlamentar destaca que no último dia 31 de julho foi votado em assembleia, aprovado de maneira unanime e protocolado na Reitoria da Universidade Metodista de Piracicaba comunicado de greve dos professores da instituição, que podem iniciar uma paralisação a partir do dia 8 de agosto.

Conforme notícias publicadas pelos professores, há salários atrasados, não cumprimento dos termos da convenção coletiva de trabalho, coordenadores com dificuldade de atuar junto à gestão de seus cursos, e discentes com dificuldade de realizar matriculas e utilizar o sistema interno da entidade.

Além do prejuízo para que a greve impõe com atraso nas matérias dadas, causando instabilidade nos alunos e alteração total do calendário do semestre escolar, que certamente deixará sequelas na vida acadêmica e pessoal, tanto dos alunos, como dos professores e servidores.

A consideração é que a UNIMEP é referência nacional em educação e uma das instituições educacionais mais respeitadas no acadêmico, sendo tradicional na inovação científica, levando o nome da nossa cidade de Piracicaba.

“Assim, é imperiosa a necessidade da atuação da Rede Metodista para solucionar o impasse ora relatado pelos professores, bem como mantenha o diálogo com as entidades representantes dos professores – Associação dos Docentes da Unimep e Sindicato dos Professores – de modo que traga estabilidade para toda a comunidade acadêmica, voltando a nossa respeitada UNIMEP a normalidade”, enfatizou o parlamentar.

Durante o protesto, o Reitor, Prof. Dr. Márcio de Moraes, manifestou que espera a mudança do sistema de modo a retornar a autonomia acadêmica e administrativa da entidade para que haja estabilidade e confiança, demonstrando que, em que pese o pouco tempo que o reitor está na direção da escola, já absorveu o espírito unimepiano que sempre fez da universidade única e referência como instituição de ensino.

“Pela sua atuação firme, sempre visando à academia e as tradições da entidade, é necessária a sua permanência à frente da reitoria de modo que o habitual equilíbrio volte a reinar no seio escolar, bem como não deixar que a reputação e respeito sejam abalados”, disse.

“Submetemos à apreciação do Plenário, na forma regimental, a presente Moção de Apelo à Rede Metodista de Educação para que não meça esforços para normalizar o impasse relatado pelos professores, bem como mantenha o diálogo com as entidades representantes dos professores – ADUNIMEP E SINPRO – de modo que traga estabilidade para toda a comunidade acadêmica. Requeremos ainda que do deliberado, cópias sejam envidas à Reitoria da UNIMEP, à Adunimep (Associação dos Docentes da Unimep), ao Sinpro (Sindicato dos Professores), à Associação dos Funcionários do Instituto Educacional Piracicabano (Afiep) e ao Sindicato dos Auxiliares em Administração Educacional de Piracicaba”, concluiu o parlamentar.

Por | 09/08/2017|

Mantedor da Unimep, Instituto Educacional Piracicabano se posiciona sobre greve e reclamações

Foto: Arquivo

O Instituto Educacional Piracicabano, mantedor da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), se posicionou por nota nesta tarde (08), quanto ao início da greve dos professores da instituição.

“Diante da decisão de greve aprovada pela Adunimep (Associação dos Docentes da Unimep) e pelo Sinpro (Sindicato dos Professores de Campinas e Região), o Instituto reafirma o seu interesse em manter o diálogo de modo a superar os desafios apresentados. Desde a primeira notificação oficial do Sindicato sobre a possibilidade de paralisação, foi aberto um Fórum de Conciliação, mediado pelo Sindicato das Mantenedoras do Estado de São Paulo (SEMESP). O canal de diálogo está e sempre permanecerá aberto.”, disse.

Um dos tópicos de controvérsia foi a adoção de um novo sistema informatizado de gestão administrativa (ERP, Enterprise Resource Planning). Ele não estaria efetivando as rematriculas e gerou cálculos de mensalidades erradas. “Sobre o sistema (ERP), a implantação visa atualizar tecnologicamente e promover melhorias para a execução de processos relativos à vida acadêmica de alunos e docentes. O novo sistema informatizado de gestão substituirá o antigo (Mainframe), em operação há mais de 25 anos.”, explicou.

Diante do problema, o Instituto disse ter tomado medidas para amenizá-lo. “Cabe ressaltar os esforços tomados na intenção de impactar o mínimo possível a rotina da comunidade acadêmica durante o processo de implantação do ERP, tais como: um Centro de Apoio à Implementação do Novo Sistema, com canal aberto para dúvidas e esclarecimentos; um manual de orientações de acesso ao novo portal; prorrogação dos prazos de matrícula e de pagamento de mensalidades, dentre outras ações.”.

Sobre a autonomia universitária da UNIMEP, o mantedor disse que “consideradas todas as dimensões previstas no Art. 53 da Lei de Diretrizes e Bases, Lei 9394/96, e pelo Estatuto da Universidade. A Direção do Instituto reafirma que a autonomia universitária da UNIMEP sempre será respeitada, conforme exige a tradição histórica da educação promovida pela Igreja Metodista no Brasil, em particular na cidade de Piracicaba desde o final do século XIX. Em nenhum momento o compromisso com a qualidade do ensino, a pesquisa para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e o espaço de diálogo com a comunidade foram ou serão comprometidos.”.

O mantedor falou sobre diálogo na nota. “No intuito de dar continuidade as conversas iniciadas no Fórum de Conciliação, a direção do IEP propôs a criação de dois Grupos de Trabalho (GT) com as devidas representações, a saber: 1) GT para acompanhamento e verificação de possíveis ajustes na implantação do novo sistema informatizado; 2) GT para discussão da autonomia universitária com o objetivo de propor diretrizes de governança e gestão orçamentária ao Conselho Universitário Superior (CONSUN). Apesar da proposta do IEP e dos salários em dia, a criação dos GTs não foi suficiente para impedir a decisão da assembleia pela greve.”.

Procurada, a ADUNIMEP não respondeu ao nosso pedido de entrevista.

Por | 08/08/2017|
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