Produção industrial sobe 0,1% em fevereiro e acumula alta de 0,3% no bimestre

Foto: Agência Brasil

A produção industrial brasileira ficou praticamente estagnada em fevereiro ao crescer 0,1% frente a janeiro, na série livre de influências sazonais, revertendo uma queda de 0,2% de janeiro. Com a ligeira alta, a indústria fechou o primeiro bimestre com alta acumulada de 0,3%.

Os dados foram divulgados hoje (4), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil (PIM – Brasil).

Eles indicam que, na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, a indústria teve queda de 0,8% em fevereiro, após avançar 1,4% em janeiro último. Neste caso, interrompendo 34 meses consecutivos de resultados negativos nesse tipo de comparação.

Recuo de 4,8%

Com o resultado de fevereiro, a taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, fechou o mês passado com recuo de 4,8% frente aos quatro meses imediatamente anteriores e manteve a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%). O ligeiro aumento verificado em fevereiro reflete crescimento em três das quatro grandes categorias de uso e em 13 dos 24 ramos da indústria pesquisados pelo IBGE.

Bens de consumo duráveis

A ligeira expansão da indústria brasileira entre janeiro e fevereiro, ao refletir avanços em três das quatro grandes categorias econômicas, traz como destaque o expressivo crescimento de 7,1% de bens de consumo duráveis e de 6,5% em bens de capital.

No primeiro caso, o item bens de consumo duráveis elimina um recuo de 4,8% assinalado em janeiro último; ao mesmo tempo, o setor de bens de capital recupera parte da perda de 7% de dezembro do ano passado e janeiro deste ano. Outro setor que fechou com expansão foi bens intermediários, com avanço de 0,5% sobre janeiro, neste caso a quarta taxa positiva consecutiva, acumulando no período expansão de 3,6%. A exceção foi o setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis, que caiu em fevereiro 1,6% frente a janeiro.

Ramos industriais

Os dados da Pesquisa Indústria Mensal Produção Física Brasil indicam que a ligeira expansão do parque fabril em fevereiro reflete resultados positivos em 13 dos 24 ramos industriais pesquisados, frente a janeiro.

Entre os setores, os principais impactos positivos foram registrados pelo item veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 6,1%, e em máquinas e equipamentos, com expansão de 9,8%.

Segundo o IBGE, ambos os setores reverteram as quedas observados no mês anterior: -8,4% para veículos automotores, reboques e carrocerias e -6,1% para maquinas e equipamentos.

Números de fevereiro

Os dados do IBGE indicam que o recuou 0,8% entre fevereiro deste ano e fevereiro de 2016 significa resultados negativos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 17 dos 26 ramos, 46 dos 79 grupos e 53,2% dos 805 produtos pesquisados. O IBGE ressalta, porém, que fevereiro deste ano teve um dia útil a menos do que fevereiro de 2016.

As maiores influências negativas na formação da taxa média da indústria vieram dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, cuja retração chegou a 10,7%, e produtos alimentícios, com queda de 6%.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional surgiram de outros produtos químicos (-3,6%), de outros equipamentos de transporte (-11,4%), de produtos de minerais não metálicos (-4,3%), de impressão e reprodução de gravações (-16,3%), e de produtos de metal (-4,1%).

Ainda na comparação com fevereiro de 2016, entre as nove atividades que apontaram aumento na produção, a principal influência no total da indústria foi registrada por veículos automotores, reboques e carrocerias (18,7%).

O IBGE destacou, ainda, os resultados positivos vindos de indústrias extrativas (4,7%), de máquinas e equipamentos (11%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (13,1%) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,4%).

Primeiros dois meses

O IBGE também detalhou o resultado dos primeiros dois meses do ano. O crescimento acumulado de 0,3% em janeiro e fevereiro, frente a igual período do ano anterior, reflete resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 14 dos 26 ramos, 40 dos 79 grupos e 51,2% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, indústrias extrativas (8,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (12,0%) exerceram as maiores influências positivas na formação da média da indústria, impulsionadas pelos itens minérios de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural, na primeira; e automóveis, veículos para transporte de mercadorias, caminhão-trator e autopeças, na segunda.

Por | 04/04/2017|

Vendas de carros comerciais leves crescem 38,86% em março, diz Fenabrave

Foto: Divulgação

As vendas de veículos no Brasil, considerando-se apenas os carros e comerciais leves (picapes e furgões), cresceram 38,86% no mês de março em comparação com fevereiro. No mês passado foram emplacadas 183.850 unidades. O dado foi divulgado hoje (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em relação a março do ano passado, houve crescimento de 6,11%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a alta no mês de março sofreu impacto dos cinco dias úteis a mais em relação a fevereiro mas, segundo ele, também demonstram sinais de recuperação. “Na comparação, em dias úteis, a variação diária, em março, foi positiva em 8,53%, o que demonstra uma sinalização positiva. Apesar da manutenção das incertezas políticas e econômicas do país, acreditamos que a curva de queda no acumulado deverá arrefecer para que possamos ter um crescimento moderado até o final deste ano”, disse.

Segundo balanço da federação, quando englobados os carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, as vendas apresentaram alta de 5,5% na comparação com março de 2016 e de 39,43% em relação a fevereiro, com emplacamento de 189.143 unidades.

Considerando-se, no entanto, todo o setor de distribuição de veículos [o que engloba automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos], houve crescimento de 37,91% em março na comparação a fevereiro, com o emplacamento de 282.631 unidades. Na comparação entre o mês de março de 2017 e o mesmo período de 2016, houve queda de 3,83% nos emplacamentos este ano.

Por | 03/04/2017|

Novas regras para rotativo do cartão de crédito valem a partir desta segunda

Foto: Agência Brasil

A partir deste mês, os consumidores que não conseguirem pagar integralmente a tarifa do cartão de crédito só poderão ficar no crédito rotativo por 30 dias. A nova regra, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em janeiro, entrará em vigor amanhã (3).

A medida consta da reforma microeconômica anunciada pelo governo no fim do ano passado. Os bancos tiveram pouco mais de dois meses para se adaptarem à nova regra, que obrigou as instituições financeiras a transferirem para o crédito parcelado, que cobra taxas menores, os clientes que não conseguirem quitar o rotativo do cartão de crédito nos primeiros 30 dias.

Durante esse período de quase dois meses, os bancos definiram as novas taxas para o crédito parcelado. De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a medida tem o potencial de reduzir pela metade os gastos com juros em 12 meses.

Impacto

No entanto, o diretor econômico da entidade, Miguel de Oliveira, diz que o impacto das medidas sobre os juros só será conhecido nos próximos meses.

“Em primeiro lugar, muitos bancos fixaram taxas bem elásticas, que podem chegar de 1,99% a 10% ao mês, dependendo da instituição financeira e do histórico [capacidade de pagamento] do consumidor. Então, fica difícil saber qual será o efeito efetivo, porque cada consumidor tem uma taxa personalizada, e a gente precisa ver quem não conseguirá pagar a fatura integral”, acrescentou Oliveira.

Em fevereiro, após o anúncio da nova regra, a taxa média do crédito rotativo subiu de 15,12% para 15,16% ao mês, conforme pesquisa mensal da Anefac. A taxa média do crédito parcelado foi na contramão e caiu de 8,34% para 8,30% ao mês. Segundo Miguel de Oliveira, os juros do cartão só deverão sofrer influência das novas regras a partir de maio.

“Como a nova regra limita em 30 dias o prazo do rotativo, o consumidor que não conseguir pagar a fatura de março vai cair no rotativo em abril e só passará para o crédito parcelado em maio. Só lá, nossos levantamentos começarão a refletir os efeitos da mudança”, esclareceu Oliveira.

Dívida multiplicada

Com base em dados mais recentes da Anefac, de fevereiro, a taxa média de 15,16% ao mês no crédito rotativo equivale a 444,03% ao ano. Ao fim de três meses, uma dívida de R$ 1 mil na fatura do cartão subiria para R$ 1.527,23. Ao fim de 12 meses, equivaleria a R$ 5.440,26.

Com a nova regra, pela qual a taxa mais alta – de 15,16% ao mês – incidirá nos primeiros 30 dias e a taxa de 8,3% ao mês incide nos meses restantes, a dívida aumenta para R$ 1.350,70 em três meses e para R$ 2.768,31 em 12 meses. A diferença chega a 11,6% em 90 dias e a 49,1% em um ano.

O cálculo, no entanto, leva em conta as taxas médias de juros. A economia efetiva pode variar porque os bancos personalizam as taxas para cada consumidor no rotativo e no crédito parcelado. Os juros finais também variam em função do histórico e da capacidade de pagamento do cliente.

Por | 03/04/2017|

Em Piracicaba, economia nos Varejões Municipais ultrapassa os 34%

A pesquisa semanal feita pelo Departamento de Abastecimento (Depab), da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sema), mantida pela Prefeitura de Piracicaba, mostra que o percentual de economia na compra de hortifrutigranjeiros nos Varejões Municipais está em 34,72%.

A variação foi obtida comparando-se os preços praticados pelos varejões com a média dos preços nos estabelecimentos da iniciativa privada, para uma cesta com 37 produtos mais comercializados nos varejões, que totalizou o custo de R$ 152,40. Na iniciativa privada a mesma cesta alcançou o total de R$ 205,32

Este fato ocorre porque os preços e a qualidade dos produtos são controlados pelos agentes de Abastecimento da Sema e a comercialização é feita por pequenos produtores do município e pelos permissionários que buscam os seus produtos direto na roça ou nos entrepostos dos Ceasas de Campinas e de Piracicaba, conseguindo praticar preços menores.

De acordo com o diretor do Depab, Nilton Rubens Barbosa, as principais baixas foram registradas no grupo das frutas nacionais e importadas, como a pera importada (- 9,94%), maracujá azedo (- 15,35%), mamão formosa (- 9,16%) e a melancia (- 6%). No grupo dos legumes, as principais baixas ficaram para a abobrinha (- 5,94%) e a vagem (- 4,33%). Não foram registradas baixas nos grupos das verduras e dos bulbos e tubérculos.

No grupo das frutas a alta ficou para a uva niagara (+ 16,68%). No grupo dos legumes, as altas ficaram para a berinjela (+ 18,52%) e o quiabo (+ 24,88%) e no das verduras, com o repolho (+ 6,25%). Entre os bulbos e tubérculos, as maiores altas foram registradas para a batata (+ 15,61) e o alho (+ 5,56%).

Os preços são válidos até o próximo dia 04/04.

Por | 02/04/2017|

Contas de energia elétrica terão bandeira tarifária vermelha em abril

Foto: Reprodução

No mês de abril, os consumidores de energia elétrica vão pagar R$ 3 a mais para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. É que no próximo mês vai vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que é usada quando é preciso acionar usinas termelétricas mais caras, por causa da falta de chuvas.

É a primeira vez neste ano que a bandeira vermelha é ativada. Em março, a bandeira tarifária em vigor foi a amarela, com adicional de R$ 2 para cada 100 kWh e, anteriormente, a bandeira era a verde, sem custo extra para o consumidor.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o uso consciente. As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade.

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COMO FUNCIONAM AS BANDEIRAS – O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

Por | 31/03/2017|

Nova regra prevê multa de até R$ 500 mil a empresa com irregularidade sanitária

Foto: UOL

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse ontem (28) que a atualização do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa) torna as regras mais claras e tira a “discricionariedade” dos fiscais na interpretação da lei. O novo regulamento prevê a possibilidade de multa de até R$ 500 mil para as empresas com irregularidades, antes o valor máximo era R$ 15 mil, e substitui a norma anterior, em vigor desde 1952.

O Riispoa engloba a inspeção de todos os tipos de carnes (bovina, suína e de aves), leite, pescado, ovos e mel. “Estamos procurando deixar claro que a lei deve ser seguida e a lei está muito clara. Fica tudo mais previsível, transparente e que as pessoas possam olhar e entender o que está escrito”, disse Maggi.

O ministro negou que a assinatura do decreto de atualização do Riispoa tenha sido acelerada como forma de dar uma resposta ao mercado em virtude do impacto negativo da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. “Nenhum dos itens foi colocado agora ou surgiram neste momento. Tudo estava previsto. É um assunto que vem de algum tempo, com centenas de pessoas envolvidas. Construímos um regulamento que reflete a década, o ano de 2017, e não 65 anos atrás, quando ele foi construído”.

Entre as mudanças do novo regulamento, está a redefinição das sanções com penalidades, que vão de leve, moderada, grave até gravíssima. Nos casos graves e gravíssimos, poderá ser feita a interdição do estabelecimento e a cassação do registro de funcionamento. Com isso, disse o ministro, a empresa não poderá mais atuar no mercado.

“Acho importante deixar claro o endurecimento que vamos ter. Três penalidade significam perder o SIF [Serviço de Inspeção Federal], ou seja, perder a empresa. Ele não perde o bem, mas perde atuação econômica. Uma penalidade dessa vai fazer com que todos nós da indústria tenhamos um pensamento diferente”, disse Maggi.

Além disso, o novo regulamento estabelece a obrigatoriedade da renovação da rotulagem dos produtos de origem animal a cada dez anos e determina sete tipos de carimbos do Serviço de Inspeção Federal (SIF).

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MENOS ARTIGOS – Com a atualização, o regulamento passa a ter 542 artigos, quase a metade dos 952 artigos da norma editada em 29 de março de 1952 e que estava em vigor.

Pela nova regra, a inspeção deverá ser baseada “em conceitos mais modernos”, como também será possível a utilização de ferramentas de controle de qualidade de produtos mais atualizadas, como a Análise de Risco e Pontos Críticos de Controle – APPCC (a mesma ferramenta utilizada pela NASA para controlar a inocuidade dos alimentos dos astronautas em missões espaciais).

O Riispoa atualizado estabelece quando e em que tipo de estabelecimento será instalada – em caráter permanente – a inspeção de produtos de origem animal. A nova regra traz ainda novos conceitos de inspeção ante mortem e post mortem. Simplifica, racionaliza e moderniza o processo de avaliação das rotulagens dos produtos de origem animal, possibilitando a informatização no envio de informações sobre rotulagem de produtos, agilizando as respostas do Ministério da Agricultura.

A nova norma redefine os modelos dos carimbos na tentativa de facilitar o entendimento das marcas para o consumidor. De acordo com o Ministério da Agricultura, atualmente existem 18 diferentes modelos de carimbos regulamentados e o novo Riispoa reduz esse número para sete modelos.

Por | 29/03/2017|

Sem dinheiro para dissidio, Prefeitura de Piracicaba abre negociação com servidores

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Piracicaba abriu as contas para os servidores municipais dos últimos anos para justificar a impossibilidade de dar o dissidio neste ano. O aumento causaria um impacto de R$ 30 milhões aos cofres públicos municipais aumentando o deficit já existente. No entanto, ela garante estar aberta ao diálogo e a negociação.

Segundo o Poder Executivo, na última semana a comissão de negociação, composta por Erotides Gil (Administração), José Admir Moraes Leite (Finanças) e José Antonio de Godoy (Governo) tiveram uma reunião com representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, quando foi protocolada a carta/resposta da Prefeitura ao pleito de reajuste salarial da categoria para este ano.

No documento, a Prefeitura demonstrou que vive um difícil momento econômico, reflexo das condições adversas pela qual passa a economia brasileira há pelos menos dois anos, ressaltou que as principais fontes de Receita não dão sinais de recuperação e não acompanham nem o índice inflacionário. O ICMS, por exemplo, que é uma das principais fontes de receita da Prefeitura, cresce negativamente; o IPVA, praticamente não sofreu correção do ano passado para cá e, o IPTU, há ainda uma indefinição quanto a sua arrecadação.

Ainda segundo o Executivo, mesmo diante das dificuldades econômicas, a Prefeitura nestes primeiros meses do ano fez um enorme esforço para garantir o pagamento dos salários dos servidores em dia, honrar os seus contratos com as empresas prestadoras de serviços e também as conveniadas. Esse esforço tem garantido a continuidade da prestação de serviços públicos a toda população.

Diante da crise, a Prefeitura alega que não há espaço orçamentário e financeiro para o reajuste salarial deste ano. O dissídio pleiteado pelos servidores traria um impacto de R$ 30 milhões aos cofres públicos municiais.

Em contra-partida, o Executivo propôs constituir uma comissão de acompanhamento da evolução das receitas, composta por representantes do sindicato e do governo municipal, com reuniões mensais para avaliar a situação financeira da Prefeitura.

O sindicato que representa a categoria convocou uma assembléia para amanhã (23), na Rua Ipiranga, 553, centro, a partir das 18 horas.

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AS DIFICULDADES – Para este ano é previsto um déficit da ordem de R$ 65,1 milhões, ao qual deve ser acrescentado ainda R$ 20,9 milhões devido ao não pagamento de serviços de saúde prestados pela Santa Casa de Misericórdia e pelo Hospital dos Fornecedores de Cana, em 2015 e 2016.

Planilhas divulgadas pela comissão de negociação mostram a evolução das receitas e despesas da Prefeitura de 2012 a 2017, onde se evidencia déficit crônico de R$ 72,4 milhões em 2015 e de R$ 55,9 em 2016, com previsão de déficit de R$ 65,1 milhões em 2017.

A situação começou a se agravar a partir de 2014 quando as despesas do Executivo cresceram 16,6% e as receitas 11,5%. Naquele ano, gastou-se mais do que se arrecadou gerando um déficit de R$ 800 mil.

Em 2015, as despesas cresceram 13,3% e as receitas apenas 6,2%, provocando um super déficit de 72,4 milhões. Nesse ano, foi editado decreto de contenção de gastos onde, entre outras coisas, foram retiradas as horas extras.

Já em 2016, houve uma tentativa de redução de gastos, mas mesmo assim, o déficit foi bastante expressivo, R$ 55,9 milhões. Nesse ano, houve uma redução das horas extras na quantidade, mas o valor saltou de R$ 40,076 milhões em 2015, para R$ 44,216 milhões em 2016.

Para 2017 havia pequeno superávit com tributos de R$ 12,3 milhões para um déficit previsto de R$ 65,1 milhões. A previsão de receita é de R$ 1,2 bilhão, enquanto a estimativa de despesa é de R$ 1,266 bilhão.

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CORTANDO NA CARNE – Para enfrentar essa situação delicada, a Prefeitura fez um contingenciamento, cancelou obras (algumas contratadas), cortou e não contratou comissionados e revisou dezenas de contratos na tentativa de evitar atraso de pagamentos dos servidores e fornecedores no decorrer do segundo semestre deste ano.

Desde a volta do prefeito Barjas Negri, horas extras, cargos em comissão e o desfile das escolas de samba foram cortados. Contratos de alugueis de imóveis estão sendo reavaliados. A construção de uma UPA maior para a Vila Sônia, que era uma promessa de governo, foi adiada.

Por | 22/03/2017|

Piracicabano dono da Cosan, controladora da Raízen, tem fortuna estimada em R$ 4 bilhões

Foto: NBR

O piracicabano Rubens Ometto Silveira Mello, dono das multinacionais Cosan e Raízen, voltou para a lista dos homens mais ricos do Brasil segundo estudo da revista americana Forbes. Ele tem um patrimônio estimado em mais de R$ 4 bilhões.

Segundo a publicação, Ometto, que atua nas áreas de energia e infraestrutura, é o 35° mais rico do país, empatado com os empresários João Alves de Queiróz Filho, da Hypermarcas, e Lírio Parisotto, da Videolar- Innova.

Presente na lista desde 2013, em 2015 ele ficou fora após as ações de sua empresa perderem 62% do valor na Bolsa de Valores. Na época estimava-se seu patrimônio em quase R$ 8 bilhões.

Além de fabricar açúcar e etanol, as empresas de Ometto geram energia elétrica a partir da cana-de-açúcar. A Cosan é acionista/controladora da Raízen, joint venture de combustíveis formada com a Shell, da Rumo Logística, empresa que assumiu o controle da ALL (América Latina Logística), uma das principais concessionárias de ferrovias do Brasil, e da Comgás, concessionária do serviço de gás natural encanado que atua em 177 municípios de São Paulo.

O grupo de empresas de Ometto geram cerca de 30 mil empregos em todo o país e tiveram lucro líquido em 2016 de R$ 1,04 bilhão, o que representou um crescimento de 78,6% em relação ao ano anterior.

Por | 22/03/2017|

Gás de cozinha ficará 9,8% mais caro nesta terça-feira (21)

Foto: Agência Brasil

A Petrobras aumentou em 9,8%, em média, os preços dos botijões de até 13 kg de gás liquefeito de petróleo para uso residencial (GLP P-13). O reajuste entrará em vigor às 0h de terça-feira (21). O último reajuste realizado pela companhia foi em 1º de setembro de 2015. A empresa alertou que a correção divulgada hoje (17) não se aplica ao GLP de uso industrial.

A Petrobras destacou ainda que as revisões dos preços feitas para as refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor, uma vez que, de acordo com a legislação, há liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados. “Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, apontou a empresa na nota de informação do aumento.

Pelos cálculos da companhia, se o reajuste for repassado, integralmente, aos consumidores, o preço do botijão de GLP P-13 pode ter alta de 3,1% ou cerca de R$ 1,76. “Isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos”. Ainda conforme a nota, o ajuste foi aplicado sobre os preços praticados pela Petrobras sem incidência de tributos.

Por | 20/03/2017|

Evento em Piracicaba revela como investir com alta rentabilidade nos EUA

A edição em Piracicaba do Florida Investment Connect acontece nesta quinta-feira e tem entrada franca – Foto: Divulgação.

Deseja blindar seu patrimônio ou ter uma excelente rentabilidade com um investimento seguro e de grande liquidez? Este público tem um evento único e exclusivo direcionado ao assunto e que acontece nesta semana em Piracicaba, o Florida Investment Connect. Três palestrantes com expertise no mercado imobiliário norte-americano revelam os segredos dos investimentos no Estado da Flórida, como Orlando e Miami. O evento tem inscrições gratuitas e acontece nesta quinta-feira, dia 16, das 19h às 22h, na loja da Todeschini (rua Santa Cruz, 23, Bairro Alto). As vagas são limitadas e para participar é necessária apenas a inscrição no site da empresa promotora do evento, a Selecta Realty (http://bit.ly/2lKOkne).

Os temas trazem respostas sobre Perspectivas do Mercado da Flórida; Investimento no Brasil versus Investimento na Flórida; Conheça os Melhores Imóveis para Investir na Flórida; e Como Fazer Remessa de Dinheiro para o Exterior.

Os palestrantes são Bruna Sereno, CEO da Selecta Realty, com sua forte experiência em investimentos financeiros e conectada com as melhores construtoras da Flórida; Ursula Moraes, profissional com experiência nas áreas residenciais e turísticas de Orlando, como Windermere, Winter Garden e Dr. Phillips; Marcelo Cruz, que conhece os mercados da área residencial e comercial nas regiões de Orlando, Miami, Fort Lauderdale e Boca Raton; e o executivo de câmbio Marcus Vinícius da Abrão Filho.

“Quando nossos clientes passam a conhecer como funciona a compra de imóvel lá, um formato muito diferente daqui, cresce o interesse tanto por conta da liquidez como por outros atributos da região no quesito estilo de vida, o que inclui educação, emprego e segurança”, explica Liliane Cavalcanti, diretora comercial da Seletta Realty.

Bruna Sereno acrescenta que o investimento se destina a pessoas que sonham em ter sua casa de férias na Disney e ainda ter rendimento imobiliário. “A ideia é usufruir e ainda ganhar dinheiro com valorização e rentabilidade das locações”, relata a CEO da Selecta Realty. A opção também é válida para a classe média, que pretende investir no longo prazo. “É um sonho possível, uma vez que temos disponíveis financiamentos com juros muito baixos e em ate 30 anos com entradas de 35%”, diz Bruna.

O evento em Piracicaba é organizado pela Selecta Realty e Seletta Realty e tem o apoio da Todeschini Piracicaba, Tower Home Loans, Hayman-Woodward. Os patrocinadores oficiais são Lennar, Crystal Homes e Abrão Filho Câmbio & Capitais | Private Exchange.

Por | 15/03/2017|

Fórum discutirá a desburocratização para abertura de empresas em Piracicaba

Acontece no próximo dia 23, das 8h às 12h, no auditório do pavilhão 14 do Engenho Central, o Fórum para Abertura Desburocratizada de Empresas em Piracicaba.

O Fórum – que tem organização da Prefeitura, por meio das Secretarias Municipais de Obras (Semob), Finanças (Semfi), Desenvolvimento Econômico (Semdec) e Governo (SMG) e apoio da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi), Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras (Simespi) e Sindicato dos Contabilistas de Piracicaba (Sincop) – tem a intenção de discutir formas de desburocratização de abertura de empresas no município e de esclarecimento da responsabilidade de cada ente federativo neste processo.

Conforme explica o vice-prefeito e secretário municipal de Governo e de Desenvolvimento Econômico, José Antônio de Godoy, a redução da burocracia interna da Prefeitura em todas as áreas e a informatização, do que for possível, do serviço, está inserida no Plano de Governo da Administração. “Isso vai acontecer na Obras, na Finanças e, a abertura de empresa, se insere nesta desburocratização. Por isso a ideia do Fórum, para reunir usuários do serviço e também os operadores dele.”

Esta intenção de troca para elaboração de diagnóstico, que elenque as dificuldades de ambos os lados, está no formato que o Fórum terá. Serão três painéis para discutir o assunto.

O primeiro deles contará os usuários do serviço, que poderão externar as dificuldades sentidas no processo de abertura das empresas: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Simespi e Sincop integram esta primeira mesa.

A segunda e a terceira são de quem está do lado de cá do balcão e são responsáveis por definir as regras para que as empresas sejam abertas e quais condições devem cumprir para realmente funcionarem em condições adequadas e dentro da legalidade. Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros e Secretaria Municipal de Trabalho e Renda (Semtre) integram o segundo e Secretaria Municipal de Obras, de Finanças e Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), o terceiro.

Ao final do evento, será elaborado documento que contenha as competências de cada ente federado e também as sugestões propostas para desburocratização. “Feito isso, montaremos uma comissão interna da Prefeitura para ver a viabilidade das mudanças e assim melhorar o processo de abertura de negócios na cidade”, frisou Godoy.

O Fórum é aberto para todos os interessados em saber como se abre uma empresa na cidade, mas tem foco em empresários, grandes, pequenos e micros e também para microempreendedores individuais (MEI) e contabilistas.

Por | 13/03/2017|

Usina de Inovação Monte Alegre, em Piracicaba, recebe as primeiras empresas

Foto: Divulgação

Localizada no Bairro histórico Monte Alegre, em Piracicaba, onde foi lançada em dezembro de 2016, a Usina de Inovação que promete recuperar o patrimônio arquitetônico para transformá-lo em um ambiente de negócios de alto impacto voltado, a empresas que atuam no desenvolvimento de tecnologias para o mercado agrícola, confirmou a chegada de seus primeiros empreendimentos.

Entre as empresas já confirmadas estão nomes de destaque dentre as chamadas AgTechs como a SP Ventures, Aegro Sistema de Gestão Agrícola, Horus Aeronaves e Sintecsys. Todas as quatro companhias estão migraram para Piracicaba para se instalar na Usina de Inovação.

“Em pouco mais de 70 dias de operação, os primeiros resultados obtidos são positivos e muito satisfatórios. Além das empresas de serviços de gastronomia, paisagismo, comunicação, eventos e de consultoria, já instaladas no local, o empreendimento celebra a chegada de empresas dedicadas à agricultura de precisão e tecnologia o campo”, afirmou Balu Guidotti, idealizador da Usina de Inovação. “Com isso, ratificamos a cidade como centro de aglutinador deste segmento e a transformação do Bairro Monte Alegre começa a ganhar uma velocidade animadora”, completou Balu.

Para Thiago Lobão, sócio do Fundo SP Ventures, estar em Pira é manter-se próximo das melhores AgTechs do mercado, podendo realizar um trabalho de aceleração de negócios mais próximo e eficiente para nossos investidores.

“Nesta rota de crescimento, nada melhor do que abrir uma unidade de negócio no coração da geração de conhecimento no agronegócio, que é Piracicaba. E, estar próxima a Esalq é beber água da fonte de conhecimento acadêmico e de inovação no agro brasileiro”, disse.

Com sua sede instalada em São Paulo, coração financeiro do Brasil, esse fundo definiu uma estratégia de investimentos bastante intensa em tecnologias para o agronegócio e, atualmente, é reconhecido como um dos principais investidores em tecnologia agrícola no país.

“Piracicaba possui localização estratégica dentro do Estado de São Paulo, pois aqui se encontram os principais agentes de negócio no setor. Além disso, mais recentemente, a cidade se transformou em protagonista no acolhimento de novas tecnologias no Agro, abrigando diversas AgTechs, companhias que são nosso principal foco de investimento”, afirmou.

“Vejo que a Usina de Inovação já nasceu consolidada como o centro das Agtechs. Com infraestrutura superior, inclusive, se comparada aos grandes centros globais de desenvolvimento de tecnologias agrícolas, como Salinas e St. Louis, nos Estados Unidos. O ambiente propício à inovação, ao lado de um centro acadêmico como a USP, é um diferencial claro que só servem de motivação para que o agronegócio brasileiro seja cada vez mais qualificado tecnicamente, exportador de commodities e também de tecnologia”, completou Lobão.

Já para Rogerio Cavalcante, da Sintecsys, o ambiente instalado no Monte Alegre é propício para o surgimento de inovações tecnológicas com devida e comprovada relevância. “Trata-se de uma oportunidade ímpar no Brasil, inclusive, graças ao fato de estar ligado geograficamente ao lado de um dos maiores centros acadêmicos de pesquisa do Brasil, que é o campus da Esalq”, lembrou o gerente comercial da empresa que tem sede em Jundiaí/SP.

“É louvável existir um lugar onde se concentre tudo em um único espaço, pois isso estimula qualquer e todo processo criativo, ao possibilitar a qualquer empreendedor ter acesso a toda infraestrutura de trabalho necessária a seu negócio. Podendo ainda, trocar experiências diárias entre os integrantes do polo, em um ambiente propício”, ressaltou Cavalcante.

Segundo Fabrício Hertz, diretor da Horus Aeronaves, que tem sede em Florianópolis, o intuito da empresa em instalar parte da empresa em Piracicaba foi motivado pelo fato de haver um ambiente muito favorável ao desenvolvimento de tecnologias agro na região. “Acreditamos que o interior de São Paulo, em especial essa região, possui uma agricultura muito desenvolvida, fortalecida e extremamente apta a adotar de técnicas revolucionárias nos métodos produtivos”, disse ao explicar sua expectativa.

 

Por | 13/03/2017|
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