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Inflação do aluguel, IGP-M acumula 3,48% em 12 meses

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A segunda prévia de abril do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acusou deflação (queda de preços) de 0,99%. A segunda prévia de março havia registrado 0,08%. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M acumula taxa de 3,48% em 12 meses.

A queda da taxa entre março e abril foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve deflação de 1,60% na segunda prévia de abril, ante uma deflação de 0,08% em março.

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 0,32% para 0,30% no período. Já o Índice Nacional de Custo da Construção recuou de uma inflação de 0,52% em março para uma deflação de 0,09%.

Por | 19/04/2017|

Intenção de consumo das famílias cai 0,5% entre março e abril

Foto: Agência Brasil

A Intenção de Consumo das Famílias, medida pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), recuou 0,5% na passagem de março para abril. Mesmo assim, o indicador avançou 6,2% na comparação com abril de 2016, de acordo com a CNC.

A queda de 0,5% na comparação mensal foi provocada por avaliações de consumidores sobre suas perspectivas profissionais (que caíram 2,4%) e sobre o momento ser considerado adequado para a compra de bens duráveis (queda de 3,8%).

Mais cinco componentes da Intenção de Consumo das Famílias tiveram alta de março para abril: compra a prazo (1%), perspectiva de consumo (0,6%), emprego atual (0,4%), nível de consumo atual (0,4%) e renda atual (0,3%).

Já na comparação anual, seis dos sete componentes registraram alta: perspectiva de consumo (22,5%), momento para duráveis (14,1%), emprego atual (5,7%), nível de consumo atual (4,6%), perspectiva profissional (3,7%) e renda atual (1,4%). Apenas a avaliação sobre compra a prazo teve queda (-0,5%).

Por | 19/04/2017|

Reforma da Previdência agrava desigualdades sociais, dizem CNBB, OAB e Cofecon

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Federal de Economia (Cofecon) manifestaram-se hoje (19) contra a reforma da Previdência. Em nota, as três entidades disseram que é necessário que a sociedade brasileira esteja atenta às “ameaças de retrocessos”.

“A PEC 287 [Proposta de Emenda à Constituição] vai na direção oposta à necessária retomada do crescimento econômico e da geração de empregos, na medida em que agrava a desigualdade social e provoca forte impacto negativo nas economias dos milhares de pequenos municípios do Brasil”, diz a nota. “A ampla mobilização contra a retirada de direitos, arduamente conquistados, perceptível nas últimas manifestações, tem forçado o governo a adotar mudanças. Possíveis ajustes necessitam de debate com a sociedade para eliminar o caráter reducionista de direitos.”

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC 287/16 está reunida para a leitura do parecer do relator, Arthur Maia (PPS-BA), sobre o projeto. A previsão é que o texto seja votado na comissão na próxima semana.

Para as entidades, nenhuma reforma que afete direitos básicos da população pode ser formulada sem a devida discussão com o conjunto da sociedade e suas organizações. “A reforma da Previdência não pode ser aprovada apressadamente, nem pode colocar os interesses do mercado financeiro e as razões de ordem econômica acima das necessidades da população. Os valores ético-sociais e solidários são imprescindíveis na busca de solução para a Previdência”, dizem as entidades.

Para a CNBB, a OAB e a Cofecon, as mudanças nas regras da seguridade social têm de garantir a proteção aos vulneráveis, idosos, titulares do Benefício de Prestação Continuada (BPC), enfermos, acidentados, trabalhadores de baixa renda e trabalhadores rurais. “As mulheres merecem atenção especial, particularmente na proteção à maternidade.”

As entidades pedem ainda uma auditoria na Previdência Social que justifique a reforma proposta.

“Sem números seguros e sem a compreensão clara da gestão da Previdência, torna-se impossível uma discussão objetiva e honesta, motivo pelo qual urge uma auditoria na Previdência Social. Não é correto, para justificar a proposta, comparar a situação do Brasil com a dos países ricos, pois existem diferenças profundas em termos de expectativa de vida, níveis de formalização do mercado de trabalho, de escolaridade e de salários. No Brasil, 2/3 dos aposentados e pensionistas recebem o benefício mínimo, ou seja, um salário mínimo, e 52% não conseguem completar 25 anos de contribuição”, argumentam as entidades.

Durante esta semana, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a reforma da Previdência é uma necessidade financeira e fiscal e que a medida irá contribuir para a retomada do crescimento do país. “A reforma não é uma questão de preferência ou de opinião, é uma questão de necessidade matemática, financeira, fiscal. Se o país não fizer uma reforma no devido tempo, em primeiro lugar, as taxas de juros brasileiras, ao invés de cair, vão voltar a subir fortemente, vão faltar recursos para o financiamento do consumo, do investimento, o desemprego voltará a crescer e, ao mesmo tempo, teremos a inflação de volta”, disse.

Por | 19/04/2017|

Brasileiros estão mais otimistas em relação à queda da inflação, diz CNI

Foto: Agência Brasil

O consumidor está mais otimista em relação à expectativa de diminuição da inflação nos próximos seis meses. É o que revela o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor, divulgado hoje (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Depois da queda de 2,3% em março, o índice aumentou 1,4% em abril e atingiu 103,4 pontos. Quanto maior o índice, maior é o número de pessoas que espera a queda da inflação.

O resultado ficou 6,1% acima do verificado em abril de 2016, quando foi de 97,5 pontos. Mesmo com o aumento, o indicador continua abaixo da média histórica, iniciada em março de 2001, que é de 108,6 pontos.

De acordo com a CNI, o crescimento é resultado da melhora das perspectivas dos brasileiros em relação à inflação, ao emprego, à renda pessoal, ao endividamento e à situação financeira. “Melhoraram, especialmente, as perspectivas sobre a evolução dos preços”, diz a nota da confederação.

Segundo a entidade, o consumidor, no entanto, continua cauteloso na hora de comprar bens de maior valor, como eletrodomésticos e móveis. O indicar em abril registrou recuo: a queda na comparação com março foi de 1,7% e, em relação ao março de 2016, alcançou 2,1%.

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor da CNI, feito em parceria com o Ibope, ouviu nesta edição 2.002 pessoas em 143 municípios entre os dias 7 e 11 de abril.

Por | 19/04/2017|

Varejão Municipal de Piracicaba oferece pescados com economia entre 10% e 20%

Foto: Justino Lucente/CCS

A tradição pede que se consuma pescados durante a Quaresma e, principalmente, na Semana Santa. O bacalhau está entre os preferidos dos consumidores, mas existem outras espécies de peixes que podem compor uma refeição saborosa nesse período em que as carnes vermelhas são deixadas de lado por muitos brasileiros. Para atender a este público, a Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sema), promove anualmente o Varejão Especial de Pescados, que começa hoje (12), e segue até sábado (15), na rua Santa Cruz, 1.260, atrás do TCI (Terminal Central de Integração). No Varejão, além da qualidade e variedade, outro grande atrativo é a economia, que gira em torno de 10% a 20% em relação à iniciativa privada.

De acordo com Nilton Barbosa, do Departamento de Abastecimento (Depab) da Sema, seis permissionários vão comercializar peixes de diversas espécies, de água doce e salgada, congelados, de entrepostos como Bom Peixe, e frescos, da Ceasa (Central de Abastecimento) de São Paulo.

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PARA TODOS OS GOSTOS – A carne de peixe é muito saudável, mas há diferenças entre os de água doce e salgada. O de água doce é mais gorduroso e tem um sabor de “terra”. O peixe de mar tem uma carne mais leve e menos gordurosa. Se forem de água quente, têm a carne mais mole; de água fria, mais dura e gordurosa, como é o caso do atum e do salmão.

Quem gosta dos peixes de água doce terá à disposição no Varejão o pacu (banda) e o tambaqui (R$ 23/kg), o cascudo (R$ 17/kg), costela de pacu e de tambaqui (R$ 24/kg), curimbatá (R$ 14,90/kg), dourada postas (R$ 36/kg), filhote inteiro (R$ 37,90/kg), filhote postas e pintado postas (R$ 39/kg), lambari e pacu grande (R$ 18/kg), piapara (R$ 23,90/kg), filhote inteiro (R$ 39/kg), pintado inteiro, com cabeça (R$ 35/kg), salmão filé (R$ 65/kg), tilápia filé san peters (R$38/kg), tilápia inteira (R$ 15/kg), trairão (R$ 16/kg) e tucunaré (R$ 24,90/kg).

O mais procurado entre os peixes de água salgada é, sem dúvida, o bacalhau. Nos varejões, são encontrados o lombo de bacalhau e bacalhau do Porto (R$ 35/kg). Além dele, há a merluza filé (R$ 23/kg), o merluzão (R$ 28/kg), cação lombo (R$ 19,90/kg), cavalinha (R$ 14/kg), pescada branca filé (R$ 25/kg), sardinha espalmada (R$ 16,90/kg), sardinha inteira (R$ 13,90/kg) e o camarão rosa (R$ 50/kg).

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TRADIÇÃO – A permissionária Maria Aparecida Rosária Rombaldo comercializa peixes nos varejões municipais há 30 anos. De acordo com ela, entre os mais procurados pelos consumidores na Semana Santa em sua banca estão a piapara, filhote, pintado, cacão em posta, pescada branca filé e filé de aruanã. “Para churrasco são muito procurados o filhote e o pintado em posta. A piapara, então, nem se fala”, completou ela.

Gracia Lara compra peixes toda semana no Varejão da Vila Rezende. “Compro filé de pescada branca, pintado, bacalhau fresco, namorado, cação e salmão. Depende do bolso”. Na Sexta Santa, o peixe será o prato principal no almoço em família.

Sirlei Oliveira e a família consomem sempre. Entre os preferidos da família estão o filhote, bacalhau fresco, sardinha fresca e o crustáceo camarão. A receita de bacalhau em natas será o prato principal da Sexta-feira Santa. “Gosto muito de comprar no varejão, pois além dos preços serem bons, a qualidade também é muito boa”, disse.

Yvone Basaglia Zotelli, moradora do bairro São Dimas, já antecipou sua compra para no Varejão Central. Na semana passada ela levou sardinha salgada. “Frequento o Varejão Central quase todas as quartas-feiras. Comprei sardinha, que em filés e vou congelar para fazer no dia”, contou.

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PARA ACOMPANHAR – Além dos peixes, o consumidor também encontrará nos varejões completa cesta de hortifrutigranjeiros, com economia que varia entre 28% a 35%. Os campeões de venda para acompanhar os pratos que levam peixes são o tomate, a cebola, a batata e os pimentões coloridos.

O consumidor vai encontrar estes produtos no Varejões Municipais com os seguintes preços aproximados por quilo: tomate salada (R$ 5,12), cebola grande (R$ 1,92), batata ágata especial (R$ 3,07). Já o pimentão verde custará, aproximadamente, R$ 3,20, e os pimentões amarelo e vermelho em torno de R$ 6,40.

A Sema informa que os preços estão sujeitos a alterações, conforme a cotação do mercado atacadista e varejista.

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ONDE COMPRAR? – O Varejão Especial de Pescados acontece nas dependências do Varejão Municipal Central, à rua Santa Cruz, 1.260, Centro (ao lado do TCI – Terminal Central de Integração). No dia 12 funcionará das 15h às 19h30; dia 13, das 15h às 19h, e dias 14 e 15, das 6h às 12h.

Há bancas de pescados nos seguintes Varejões Municipais: São Jorge (terça-feira, das 15h às 19h30), Água Branca (terça das 5h às 19h30), Paulista II (quarta-feira das 15h às 19h30), Vila Sônia I (quarta, das 6h às 11h), Mário Dedini (domingo, das 6h às 11h), Alvorada (sexta-feira, das 15h às 19h30), Piracicamirim (sábado, das 5h às 11h), Paulista (sábado, das 7h às 19h30), Raposo Tavares (domingo, das 5h às 11h) e Cecap/Eldorado (domingo, das 6h às 11h).

Por | 12/04/2017|

Prefeitura de Piracicaba não descarta atraso nos salários dos servidores públicos

Foto: Fabrice Desmonts / Câmara

Redução de gastos. Economia patinando. Pouca expectativa de recuperação. Reavaliação das receitas. Período crítico. Expressões que predominaram entre os representantes da Prefeitura de Piracicaba na apresentação dos dados sobre a situação financeira do município, em audiência pública na Câmara ontem a noite (10), convocada pelo vereador Lair Braga (SD).

Num dos momentos mais pessimistas do encontro, o vice-prefeito José Antonio de Godoy, também secretário de Governo e Desenvolvimento Econômico, cogitou até atraso nos pagamentos aos fornecedores e funcionários. “A gente espera que isso não aconteça”, declarou.

Nesse sentido, Godoy citou os esforços da Prefeitura para fechar o caixa no azul: reduções de cargos comissionados e das funções gratificadas, unificação das secretarias, acúmulo de cargos entre os secretários e cortes de horas-extras e de contratos com as empresas terceirizadas. Ele mencionou ainda o esforço da Câmara de Vereadores de Piracicaba, em abrir mão dos R$ 5 milhões do Orçamento anual.

Conforme a Secretaria de Finanças, a arrecadação do município este ano deve encolher em R$ 65 milhões ante ao que foi projetado pela Prefeitura em setembro de 2016 na LOA (Lei Orçamentária Anual). Na prática, isso significa que em vez de R$ 1.266.013.300, pode haver R$ 1.200.911 para o execício financeiro de 2017.

“A frustração das receitas obrigou a Prefeitura a fazer o contingenciamento das despesas”, contextualizou o economista Pedro Vinícius Gomes de Freitas. Ele esteve na Câmara representando a Secretaria de Finanças. O responsável pela Pasta, José Admir Moraes Leite, embora tenha sido convocado no requerimento 214/2017, não compareceu.

O vereador Lair Braga disse que solicitou a audiência após a declaração do ex-prefeito Gabriel Ferrato, que esteve à frente da Prefeitura até o ano passado. Em carta divulgada pela imprensa, Ferrato alegou ter deixado quase R$ 74 milhões para o ano de 2017.

Pedro Vinícius disse que a informação transmitida por Ferrato não está errada, mas deixou um “porém”: dos R$ 73.937.120, sobraram R$ 12,4 milhões para livre movimentação. “Ele [Gabriel] não faltou com a verdade, apenas fez uma interpretação equívoca”, declarou o funcionário da Finanças.

A conta deixa de ser superavitária e vai para o negativo quando é embutida uma despesa que “pegou” de surpresa a Prefeitura: uma dívida de quase R$ 20 milhões com os hospitais Fornecedores de Cana (HFC) e Santa Casa de Misericórdia.

O valor corresponde a procedimentos realizados pelas instituições em regime “extra teto”, ou seja, além do que previsto em contrato, a pedido da Prefeitura, que contratou acréscimo de leitos hospitalares, procedimentos ambulatoriais de alta complexidade, além de atendimentos de média e alta complexidade pelo SUS. Com isso, o déficit estimado é de R$ 8 milhões para o exercício financeiro de 2017.

Na tabela de evolução das receitas previstas e arrecadadas da Prefeitura, é possível verificar que desde 2014 a arrecadação tem sido menor do que a projetada. “Piracicaba pode ser considerada única no Estado e até no país. Municípios da região sofrem com as contas públicas desde 2014”, completou Pedro Vinícius.

Segundo Lair Braga, outro objetivo da audiência foi o de contribuir com o Sindicato dos Funcionários Públicos de Piracicaba na negociação com a Prefeitura para a reposição anual dos servidores.

Inicialmente, a categoria reivindicava reposição salarial de 5,08% e abono de R$ 100. Ante ao anúncio de “reajuste zero” pelo prefeito Barjas Negri, a categoria anunciou estado de greve, mas arregou da paralisação após o Executivo anunciar que descontaria do funcionalismo os dias sem trabalho. Com isso, saiu vencedora a proposta de 4,59%, parcelada em duas vezes, retroativa a março, e 2,29% em setembro, sem o pagamento de abono.

O vereador Lair Braga deu “graças a Deus” para o acordo. “Não houve a greve, as negociações avançaram e regimentalmente não poderia ser cancelada a audiência”, justificou ele.

O presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos, José Valdir Sgrigneiro, lembrou que a categoria saiu do “reajuste zero” para “algum avanço”. “Felizmente tudo correu bem. Vamos continuar acompanhando a evolução das receitas do município”, disse, ao informar que estava na audiência “mais para ouvir, do que para falar”.

O encontro teve ainda a presença do procurador geral Milton Bissoli e dos vereadores Adriana Cristina Sgrigneiro Nunes, a Coronel Adriana (PSDB), Dirceu Alves da Silva (SD), Gilmar Rotta (PMDB), Osvaldo Schiavolin, o Tozão (PSDB), Paulo Henrique Paranhos Ribeiro (PRB) e Pedro Kawai (PSDB).

Por | 11/04/2017|

Governo propõe salário mínimo de R$ 979 para o próximo ano

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O governo propôs salário mínimo de R$ 979 para o próximo ano. O valor consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, apresentado ontem (7) pelos ministros anunciaram os ministros do Planejamento, Dyogo Oliveira, e da Fazenda, Henrique Meirelles.

Atualmente, o salário mínimo é R$ 937. De acordo com Oliveira, a equipe econômica seguiu a regra atual, que determina a correção do mínimo pela inflação do ano anterior pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) de dois anos anteriores.

AUMENTO DO DÉFICIT – O projeto da LDO aumentou em R$ 50 bilhões, de R$ 79 bilhões para R$ 129 bilhões, a meta de déficit primário (resultado negativo nas contas do governo sem o pagamento dos juros da dívida pública) para 2018. De acordo com os ministros, a nova meta leva em conta a queda de arrecadação decorrente da recessão de 2015 e de 2016, que se manifesta nas receitas do governo com certo tempo de defasagem.

“Em 2018 ainda sofreremos um processo de atraso da resposta na receita. As empresas ainda estarão acumulando muitos créditos fiscais decorrentes de prejuízos anteriores. A recuperação da economia em 2018 não impacta imediatamente na arrecadação. Do lado das receitas ainda teremos em certa medida efeitos da recessão”, disse Oliveira.

De acordo com o ministro do Planejamento, mesmo com crescimento de 2,5% no PIB para o próximo ano, a arrecadação federal ainda vai demorar a recuperar-se. Segundo ele, a partir de 2019, o governo espera uma recomposição da receita, mas ainda sem voltar aos níveis de 2011, quando a receita era dois pontos percentuais do PIB acima do nível atual.

Por | 08/04/2017|

Caixa antecipa pagamento do FGTS de nascidos em março, abril e maio para este sábado (08)

A Caixa Econômica Federal inicia neste sábado (08) o pagamento das contas inativas do FGTS para trabalhadores nascidos nos meses de março, abril e maio. Mais de 7,7 milhões de brasileiros têm direito ao saque a partir de abril. O valor total disponível para saque nesse mês ultrapassa R$ 11,2 bilhões e equivale a 26% do total disponível.

Cerca de 2,3 milhões de trabalhadores (30%) receberão automaticamente o crédito em suas contas na CAIXA no dia 8 de abril.

De acordo com a vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da CAIXA, Deusdina Pereira, a estratégia de antecipar o atendimento dessa segunda fase levou em conta diversos fatores técnicos. “Quando divulgamos o calendário das contas inativas em fevereiro, já estávamos trabalhando para garantir essa abertura antecipada em abril. Isso só foi possível pelo empenho e dedicação de toda equipe da CAIXA”, esclarece Deusdina.

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ATENDIMENTO ESPECIAL – A CAIXA abrirá mais de 2 mil agências no sábado (8) em todo país entre 9h e 15h. Considerando o maior número de beneficiados com a medida nessa segunda fase, a CAIXA aumentou o número de agências em relação à primeira fase (nascidos em janeiro e fevereiro).

As agências selecionadas terão atendimento exclusivo no próximo sábado (08) para realizar pagamento de contas vinculadas FGTS, solucionar dúvidas, promover acertos de cadastro dos trabalhadores e emitir senha do Cartão Cidadão. A relação das agências está no site da CAIXA. Além disso, está prevista a abertura antecipada (2 horas antes) de todas as agências da CAIXA nos dias 10, 11 e 12 de abril para pagamento exclusivo de contas inativas do FGTS.

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BALANÇO DA PRIMEIRA FASE – Entre os dias 10 e 31 de março, a CAIXA registrou o pagamento de mais de R$ 5,9 bilhões relativos às contas inativas do FGTS. O número de trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro que já sacaram alcançou 3,7 milhões de pessoas.

O valor equivale a 85% do total inicialmente previsto (R$ 6,96 bilhões) e aproximadamente 77% dos trabalhadores (4,8 milhões), nascidos em janeiro e fevereiro, beneficiados pela MP 763.

CRONOGRAMA – O pagamento das contas inativas será realizado a partir de 10 de março e vai até o dia 31 de julho deste ano, de acordo com o mês de aniversário do trabalhador. Veja abaixo o cronograma:

Abertura do calendário

Trabalhadores Nascidos

08 de abril*

Março, abril e maio

12 de maio

Junho, julho e agosto

16 de junho

Setembro, outubro e novembro

14 de julho

Dezembro

 

 

DOCUMENTOS – Valores até R$ 1.500,00 podem ser sacados no autoatendimento, somente com a senha do Cidadão. Para valores até R$ 3.000,00, o saque pode ser realizado com o Cartão do Cidadão e senha no autoatendimento, lotéricas e correspondentes CAIXA. Acima de R$ 3.000,00, os saques devem ser feitos nas agências CAIXA.

Para facilidade no atendimento, os trabalhadores devem sempre ter em mãos o documento de identificação e Carteira de Trabalho, ou outro documento que comprove a rescisão de seu contrato. Para valores acima R$ 10 mil é obrigatória a apresentação de tais documentos.

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CANAIS EXCLUSIVOS DE ATENDIMENTO – A CAIXA criou um serviço exclusivo em seu site (www.caixa.gov.br/contasinativas) para facilitar o atendimento ao trabalhador que tem direito ao pagamento de conta inativa. Na página, o trabalhador pode visualizar se possui contas contempladas pela MP 763/16, o valor que tem a receber, a data do saque e os canais disponíveis para realização do pagamento.

Outra opção de atendimento aos trabalhadores é o Serviço de Atendimento ao Cliente pelo 0800 726 2017. No telesserviço será possível saber se a conta vinculada está apta para recebimento do valor disponível para saque, além de informações sobre os canais de pagamento.

Para realizar a consulta do saldo no 0800 ou no site, o trabalhador deve informar seu número de CPF ou PIS/PASEP (NIS). Nesses canais, o trabalhador pode, inclusive, indicar que deseja receber o crédito em uma de suas contas na CAIXA. Já foram realizados mais de 31 milhões de atendimentos pelo 0800 e cerca de 1,6 milhões de atendimentos realizados por operadores no telesserviço.

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QUEM PODE SACAR? – De acordo com a MP 763/16, o trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31 de dezembro de 2015 pode sacar o saldo da conta vinculada, estando ou não fora do regime do FGTS, respeitado o calendário publicado pela CAIXA. Antes da MP, o trabalhador somente poderia sacar caso permanecesse três anos fora do Regime do FGTS, em caso de aposentadoria, utilização para moradia, dentre outros.

As demais regras de saque das contas ativas não sofreram modificação, ou seja, o saque de contrato de trabalho vigente pode ocorrer nos casos de demissão sem justa causa, moradia própria ou aposentadoria, por exemplo.

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REDE DE ATENDIMENTO – A rede de atendimento da CAIXA é composta por 4.249 unidades próprias (470 com Penhor e 3 instaladas em Barco), sendo 3.412 agências, 837 postos de atendimento e 8 unidades móveis (Caminhões), 13.080 casas lotéricas, 11.178 correspondentes CAIXA Aqui e 6.230 pontos de autoatendimento, com 31.315 equipamentos, 19.868 terminais do Banco 24Horas e 2.953 da Rede Compartilhada CAIXAxBB.

Por | 05/04/2017|

Produção industrial sobe 0,1% em fevereiro e acumula alta de 0,3% no bimestre

Foto: Agência Brasil

A produção industrial brasileira ficou praticamente estagnada em fevereiro ao crescer 0,1% frente a janeiro, na série livre de influências sazonais, revertendo uma queda de 0,2% de janeiro. Com a ligeira alta, a indústria fechou o primeiro bimestre com alta acumulada de 0,3%.

Os dados foram divulgados hoje (4), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil (PIM – Brasil).

Eles indicam que, na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, a indústria teve queda de 0,8% em fevereiro, após avançar 1,4% em janeiro último. Neste caso, interrompendo 34 meses consecutivos de resultados negativos nesse tipo de comparação.

Recuo de 4,8%

Com o resultado de fevereiro, a taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, fechou o mês passado com recuo de 4,8% frente aos quatro meses imediatamente anteriores e manteve a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%). O ligeiro aumento verificado em fevereiro reflete crescimento em três das quatro grandes categorias de uso e em 13 dos 24 ramos da indústria pesquisados pelo IBGE.

Bens de consumo duráveis

A ligeira expansão da indústria brasileira entre janeiro e fevereiro, ao refletir avanços em três das quatro grandes categorias econômicas, traz como destaque o expressivo crescimento de 7,1% de bens de consumo duráveis e de 6,5% em bens de capital.

No primeiro caso, o item bens de consumo duráveis elimina um recuo de 4,8% assinalado em janeiro último; ao mesmo tempo, o setor de bens de capital recupera parte da perda de 7% de dezembro do ano passado e janeiro deste ano. Outro setor que fechou com expansão foi bens intermediários, com avanço de 0,5% sobre janeiro, neste caso a quarta taxa positiva consecutiva, acumulando no período expansão de 3,6%. A exceção foi o setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis, que caiu em fevereiro 1,6% frente a janeiro.

Ramos industriais

Os dados da Pesquisa Indústria Mensal Produção Física Brasil indicam que a ligeira expansão do parque fabril em fevereiro reflete resultados positivos em 13 dos 24 ramos industriais pesquisados, frente a janeiro.

Entre os setores, os principais impactos positivos foram registrados pelo item veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 6,1%, e em máquinas e equipamentos, com expansão de 9,8%.

Segundo o IBGE, ambos os setores reverteram as quedas observados no mês anterior: -8,4% para veículos automotores, reboques e carrocerias e -6,1% para maquinas e equipamentos.

Números de fevereiro

Os dados do IBGE indicam que o recuou 0,8% entre fevereiro deste ano e fevereiro de 2016 significa resultados negativos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 17 dos 26 ramos, 46 dos 79 grupos e 53,2% dos 805 produtos pesquisados. O IBGE ressalta, porém, que fevereiro deste ano teve um dia útil a menos do que fevereiro de 2016.

As maiores influências negativas na formação da taxa média da indústria vieram dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, cuja retração chegou a 10,7%, e produtos alimentícios, com queda de 6%.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional surgiram de outros produtos químicos (-3,6%), de outros equipamentos de transporte (-11,4%), de produtos de minerais não metálicos (-4,3%), de impressão e reprodução de gravações (-16,3%), e de produtos de metal (-4,1%).

Ainda na comparação com fevereiro de 2016, entre as nove atividades que apontaram aumento na produção, a principal influência no total da indústria foi registrada por veículos automotores, reboques e carrocerias (18,7%).

O IBGE destacou, ainda, os resultados positivos vindos de indústrias extrativas (4,7%), de máquinas e equipamentos (11%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (13,1%) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,4%).

Primeiros dois meses

O IBGE também detalhou o resultado dos primeiros dois meses do ano. O crescimento acumulado de 0,3% em janeiro e fevereiro, frente a igual período do ano anterior, reflete resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 14 dos 26 ramos, 40 dos 79 grupos e 51,2% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, indústrias extrativas (8,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (12,0%) exerceram as maiores influências positivas na formação da média da indústria, impulsionadas pelos itens minérios de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural, na primeira; e automóveis, veículos para transporte de mercadorias, caminhão-trator e autopeças, na segunda.

Por | 04/04/2017|

Vendas de carros comerciais leves crescem 38,86% em março, diz Fenabrave

Foto: Divulgação

As vendas de veículos no Brasil, considerando-se apenas os carros e comerciais leves (picapes e furgões), cresceram 38,86% no mês de março em comparação com fevereiro. No mês passado foram emplacadas 183.850 unidades. O dado foi divulgado hoje (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em relação a março do ano passado, houve crescimento de 6,11%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a alta no mês de março sofreu impacto dos cinco dias úteis a mais em relação a fevereiro mas, segundo ele, também demonstram sinais de recuperação. “Na comparação, em dias úteis, a variação diária, em março, foi positiva em 8,53%, o que demonstra uma sinalização positiva. Apesar da manutenção das incertezas políticas e econômicas do país, acreditamos que a curva de queda no acumulado deverá arrefecer para que possamos ter um crescimento moderado até o final deste ano”, disse.

Segundo balanço da federação, quando englobados os carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, as vendas apresentaram alta de 5,5% na comparação com março de 2016 e de 39,43% em relação a fevereiro, com emplacamento de 189.143 unidades.

Considerando-se, no entanto, todo o setor de distribuição de veículos [o que engloba automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos], houve crescimento de 37,91% em março na comparação a fevereiro, com o emplacamento de 282.631 unidades. Na comparação entre o mês de março de 2017 e o mesmo período de 2016, houve queda de 3,83% nos emplacamentos este ano.

Por | 03/04/2017|

Novas regras para rotativo do cartão de crédito valem a partir desta segunda

Foto: Agência Brasil

A partir deste mês, os consumidores que não conseguirem pagar integralmente a tarifa do cartão de crédito só poderão ficar no crédito rotativo por 30 dias. A nova regra, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em janeiro, entrará em vigor amanhã (3).

A medida consta da reforma microeconômica anunciada pelo governo no fim do ano passado. Os bancos tiveram pouco mais de dois meses para se adaptarem à nova regra, que obrigou as instituições financeiras a transferirem para o crédito parcelado, que cobra taxas menores, os clientes que não conseguirem quitar o rotativo do cartão de crédito nos primeiros 30 dias.

Durante esse período de quase dois meses, os bancos definiram as novas taxas para o crédito parcelado. De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a medida tem o potencial de reduzir pela metade os gastos com juros em 12 meses.

Impacto

No entanto, o diretor econômico da entidade, Miguel de Oliveira, diz que o impacto das medidas sobre os juros só será conhecido nos próximos meses.

“Em primeiro lugar, muitos bancos fixaram taxas bem elásticas, que podem chegar de 1,99% a 10% ao mês, dependendo da instituição financeira e do histórico [capacidade de pagamento] do consumidor. Então, fica difícil saber qual será o efeito efetivo, porque cada consumidor tem uma taxa personalizada, e a gente precisa ver quem não conseguirá pagar a fatura integral”, acrescentou Oliveira.

Em fevereiro, após o anúncio da nova regra, a taxa média do crédito rotativo subiu de 15,12% para 15,16% ao mês, conforme pesquisa mensal da Anefac. A taxa média do crédito parcelado foi na contramão e caiu de 8,34% para 8,30% ao mês. Segundo Miguel de Oliveira, os juros do cartão só deverão sofrer influência das novas regras a partir de maio.

“Como a nova regra limita em 30 dias o prazo do rotativo, o consumidor que não conseguir pagar a fatura de março vai cair no rotativo em abril e só passará para o crédito parcelado em maio. Só lá, nossos levantamentos começarão a refletir os efeitos da mudança”, esclareceu Oliveira.

Dívida multiplicada

Com base em dados mais recentes da Anefac, de fevereiro, a taxa média de 15,16% ao mês no crédito rotativo equivale a 444,03% ao ano. Ao fim de três meses, uma dívida de R$ 1 mil na fatura do cartão subiria para R$ 1.527,23. Ao fim de 12 meses, equivaleria a R$ 5.440,26.

Com a nova regra, pela qual a taxa mais alta – de 15,16% ao mês – incidirá nos primeiros 30 dias e a taxa de 8,3% ao mês incide nos meses restantes, a dívida aumenta para R$ 1.350,70 em três meses e para R$ 2.768,31 em 12 meses. A diferença chega a 11,6% em 90 dias e a 49,1% em um ano.

O cálculo, no entanto, leva em conta as taxas médias de juros. A economia efetiva pode variar porque os bancos personalizam as taxas para cada consumidor no rotativo e no crédito parcelado. Os juros finais também variam em função do histórico e da capacidade de pagamento do cliente.

Por | 03/04/2017|

Em Piracicaba, economia nos Varejões Municipais ultrapassa os 34%

A pesquisa semanal feita pelo Departamento de Abastecimento (Depab), da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sema), mantida pela Prefeitura de Piracicaba, mostra que o percentual de economia na compra de hortifrutigranjeiros nos Varejões Municipais está em 34,72%.

A variação foi obtida comparando-se os preços praticados pelos varejões com a média dos preços nos estabelecimentos da iniciativa privada, para uma cesta com 37 produtos mais comercializados nos varejões, que totalizou o custo de R$ 152,40. Na iniciativa privada a mesma cesta alcançou o total de R$ 205,32

Este fato ocorre porque os preços e a qualidade dos produtos são controlados pelos agentes de Abastecimento da Sema e a comercialização é feita por pequenos produtores do município e pelos permissionários que buscam os seus produtos direto na roça ou nos entrepostos dos Ceasas de Campinas e de Piracicaba, conseguindo praticar preços menores.

De acordo com o diretor do Depab, Nilton Rubens Barbosa, as principais baixas foram registradas no grupo das frutas nacionais e importadas, como a pera importada (- 9,94%), maracujá azedo (- 15,35%), mamão formosa (- 9,16%) e a melancia (- 6%). No grupo dos legumes, as principais baixas ficaram para a abobrinha (- 5,94%) e a vagem (- 4,33%). Não foram registradas baixas nos grupos das verduras e dos bulbos e tubérculos.

No grupo das frutas a alta ficou para a uva niagara (+ 16,68%). No grupo dos legumes, as altas ficaram para a berinjela (+ 18,52%) e o quiabo (+ 24,88%) e no das verduras, com o repolho (+ 6,25%). Entre os bulbos e tubérculos, as maiores altas foram registradas para a batata (+ 15,61) e o alho (+ 5,56%).

Os preços são válidos até o próximo dia 04/04.

Por | 02/04/2017|
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