Contas de luz de junho terão bandeira verde, sem acréscimo na tarifa

Foto: Agência Brasil

A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz no mês de junho será a verde, o que significa que não haverá custo extra para o consumidor. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o retorno da bandeira verde foi possível pelo aumento das chuvas nos reservatórios das hidrelétricas em maio e pela perspectiva de redução do consumo de energia elétrica no país.

A previsão da Aneel era que a bandeira tarifária vermelha patamar 1 continuasse em vigor até o fim do período seco, que vai até novembro.

Como funcionam as bandeiras tarifárias?

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

Segundo a Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o uso consciente.

Por | 27/05/2017|

Dedini se prepara para atender 70% das Usinas do Nordeste na entressafra

Foto: Divulgação

A equipe do Sistema RGD Nordeste (Reposição Garantida Dedini) está preparada para atender as 12 mil horas trabalhadas/mês que estão sendo projetadas para as usinas de todos os Estados, que entram no período da entressafra e começam agora o processo de manutenção.

“Estima-se que o Nordeste tenha 12% do mercado nacional de usinas de açúcar e álcool e a Dedini é líder no atendimento dessa região, com 70% do mercado de manutenção”, informa Norivaldo Zimmermann, superintendente comercial e industrial de Açúcar e Etanol  da Dedini S/A Indústrias de Base.

A demanda se divide em atender o mercado com peças novas, e trabalhar fortemente em manutenção na entressafra. “Nosso objetivo é oferecer aos clientes um atendimento focado nas necessidades de manutenção, nos tornando provedores de soluções inovadoras, com eficiência, responsabilidade, qualidade, pontualidade, confiabilidade”, destaca Zimmermann.

As funções básicas do Sistema RGD são as de garantir a melhor performance dos equipamentos e componentes fornecidos pela Dedini, proporcionando maior valor agregado e mantendo os equipamentos em pleno funcionamento, pelo maior período de tempo possível, sem paradas e interrupções para manutenção corretiva durante a safra.

No Nordeste, a parte de serviços está sediada em Maceió, que tem estrutura completa de atendimento e a mesma qualidade oferecida pela matriz da empresa, em Piracicaba.

Segundo Zimmermann, o modelo de trabalho do Sistema RGD está baseado em pilares, estabelecidos a partir do estreitamento de laços com o cliente, a começar do conhecimento das carências e demandas pela melhoria de processos e sistemas de produção industrial.

Na sequência, a equipe coloca em prática o atendimento diferenciado na parceria: qualidade, pontualidade de entrega, pós-vendas, soluções de engenharias, rigor no cumprimento dos requisitos de qualidade e fabricação exigidos pelos clientes atendendo todos os equipamentos instalados, nas necessidades de manutenção e melhorias. Além disso, busca incorporar ao equipamento altos índices de performance, que são compensados pelo maior percentual de extração ou melhor produtividade, com grande economia pela diminuição de paradas não planejadas que trazem enorme prejuízo ao processo. Para isso, mantém equipe de apoio de engenheiros e técnicos na unidade de Maceió.

Para dar conta desse amplo mercado de reposição e manutenção, a Dedini conquistou diferenciais como capacitação fabril, engenharia com soluções de tecnologia de ponta e atendimento personalizado durante toda a safra, 24 horas por dia.

Além desses fatores, a empresa dispõe de fundição própria, laboratório de ensaios metalográficos, apoio técnico, laudo de avaliação, o sistema RGD programado, pré-venda, venda e pós-venda, com um banco de dados informatizado, com todos os fornecimentos, históricos de performance e dados técnicos relevantes para atender rapidamente e da melhor forma possível a cada cliente, segundo Adilson Silva, gerente comercial de Açúcar e Etanol.

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MAIOR – A Dedini Indústrias de Base é a maior empresa de bens de capital do Brasil, com área de fabricação de mais de 1.000.000 de m², equipamentos modernos, tecnologia de ponta, fabricando e fornecendo equipamentos que permitem a produção de 80% do etanol produzido no Brasil e 32% do etanol produzido no mundo.

Uma empresa nacional que em seus quase 97 anos conquistou uma posição de liderança tecnológica mundial.

Por | 20/05/2017|

Como pagar sua fatura atrasada do Itaúcard sem juros?

Foto: Reprodução

Diante da grave crise que enfrenta o Brasil, quem nunca se perdeu nas contas, principalmente com cartão de crédito. O que muitos não sabem é que algumas empresas oferecem descontos para negociações à vista, por tanto, vale a pena fazer estratégia para quitar o cartão e não aceitar re-parcelamentos.

Vamos apresentar um caso real de um cliente do Itaúcard Visa Internacional que ocorreu em março de 2016. O cliente desta empresa se perdeu nas contas e passou a pagar o mínimo da fatura até que desistiu de pagar.

A dívida naquela época era de R$ 1,9 mil, já com juros sobre juros. Os meses foram passando até que chegou em setembro avaliada em mais de R$ 5 mil.

Sem nenhum bem em seu nome, ele usou isso a seu favor. Esperou o Itaú oferecer linhas de quitação. Uma das oferecidas foi um quitamento total no valor de R$ 1,7 mil ou um parcelamento no valor de R$ 4,5 mil.

Note que, para não perder o dinheiro, o Itaúcard retirou todos os juros e deu desconto para a quitação.

O ideal é que você não espere o passar dos meses, porém seja firme com o banco. Mostre que tem interesse em pagar, porém quer desconto. Exija na geociação a apresentação dos dados reais da dívida para você conseguir separar o que você de fato gastou e o que é juros. Dai, com esse extrato, negocie o desconto da dívida.

Evite ao máximo os re-parcelamentos e novos empréstimos. Junte mês a mês o dinheiro. Como no exemplo, o quitamento total resulta em um desconto enorme e surreal.

Um ano após o sufoco, o cliente citado conseguiu se reorganizar e recuperou seu cartão Itaucard. O seu crédito antes disso era de R$ 3.500, hoje é de R$ 4.800. Ele também tem hoje um cartão Gold, a linha outro da Visa.

Por | 14/05/2017|

Confiança no varejo sobe 5,72% em Piracicaba

Foto: Arquivo

O ICV-P (Índice de Confiança no Varejo de Piracicaba) correspondente a abril subiu 5,72% na comparação com o mês anterior (março), passando de 100,32 pontos para 106,06. Em sua decomposição: tanto ICA (Índice de Confiança Atual) quanto ICF (Índice de Confiança Futura) observaram resultados positivos de 9,99% e 4,58% respectivamente.

SEGMENTOS – Uma leitura mais aproximada sobre o levantamento – que é realizado pela Ejea/Esalq (Empresa Junior de Economia e Administração), em parceria com a Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) – permite a observação de um bom desempenho em todos os segmentos de mercado observados.
Três setores analisados pela pesquisa: Alimentação, Vestuário e Higiene e Cuidados Pessoais observaram crescimento em seus índices gerais: 1,98%, 0,82% e 15,20% respectivamente. Apenas o setor de Habitação observou pequena queda de 0,54% em seu índice geral.
Na análise dos quesitos de cada setor, o destaque ficou para o segmento de Vestuário, que observou um incremento de 44,08% no subíndice: Economia Atual.
“Na análise ampla do índice, podemos perceber que, gradualmente, os varejistas vêm mantendo o otimismo sobre o desempenho do setor. Isoladamente, podemos perceber que, no período, os segmentos que se destacaram foram: Vestuário e Higiene e Cuidados Pessoais. O primeiro por conta do otimismo do setor com relação à economia atual. O segundo por conta de seu desempenho geral. Talvez, a proximidade com o Dia das Mães e uma possível procura por presentes para a data, como: itens de perfumaria e roupas, pode estar por trás do comportamento desses números. A chegada do frio, que é outro elemento que atrai a busca de consumidores por artigos da moda Outono-Inverno, também pode ser outro indicativo”, avalia Paulo Roberto Checoli, presidente da Acipi.
ICV-P – O indicador tem o objetivo de divulgar aos empresários, setor público e sociedade as expectativas dos lojistas em relação à economia regional, ao segmento em que atuam e às suas próprias empresas. O cálculo do índice passou por mudanças em sua metodologia e, para uma análise mais elaborada sobre o setor varejista de Piracicaba, a pesquisa passou a apurar de maneira geral e segmentada as expectativas dos empresários.
Por | 13/05/2017|

ICV-P tem variação positiva de 2,01%, em março

O ICV-P (Índice de Confiança no Varejo de Piracicaba) correspondente a março subiu2,01% na comparação com o mês anterior (fevereiro), passando de 98,34 pontos para 100,32. Em sua decomposição: o ICA (Índice de Confiança Atual) observou uma queda de 2,36% e o ICF (Índice de Confiança Futura) obteve resultado positivo de 1,93%.
SEGMENTOS – Uma leitura mais aproximada sobre os resultados dos segmentos pesquisados no levantamento – que é realizado pela Ejea/Esalq (Empresa Junior de Economia e Administração), em parceria com a Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) – permite a observação de: um resultado menos otimista para o setor de Alimentação, puxado pelo desempenho do subíndice: Economia Futura, que teve uma retração de 4,46%; uma melhora no setor de Habitação, que recebeu um incremento de 6,58% no subíndice: Economia Futura; e uma perspectiva, também, positiva para o segmento de Vestuário, puxada pela variação positiva de 10,06% do quesito: Economia Atual.
“Na análise ampla do índice, podemos perceber que, gradualmente, os varejistas vêm mantendo o otimismo sobre o desempenho do setor. Isoladamente, é interessante verificar como cada segmento investigado se comporta. A Alimentação observou queda. Apesar de a inflação no País  vir apresentando quedas, mês a mês, os preços dos alimentos continuam (aliados a outros fatores) impactando as variações no Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). Os outros setores analisados apresentaram resultados positivos: Higiene e Cuidados Especiais, Vestuário e Habitação. Talvez, a proximidade com o Dia das Mães e uma possível procura por presentes na data, como: itens de perfumaria e roupas, podem estar por trás do otimismo demonstrado pelos lojistas na aferição dos resultados dos setores envolvidos no levantamento”, comenta Paulo Roberto Checoli, presidente da Acipi.
ICV-P – O indicador tem o objetivo de divulgar aos empresários, setor público e sociedade as expectativas dos lojistas em relação à economia regional, ao segmento em que atuam e às suas próprias empresas. O cálculo do índice passou por mudanças em sua metodologia e, para uma análise mais elaborada sobre o setor varejista de Piracicaba, a pesquisa passou a apurar de maneira geral e segmentada as expectativas dos empresários.
Por | 30/04/2017|

Mais de 11,8 milhões ainda não entregaram declaração do Imposto de Renda

Foto: Agência Brasil

A Receita Federal recebeu 16,5 milhões de declarações de Imposto de Renda até às 11h de hoje (24). A expectativa é que 28,3 milhões de contribuintes entreguem o documento. O prazo de entrega, que começou no dia 2 de março, vai até às 23h59min59s da próxima sexta-feira (28).

A Receita alerta que os contribuintes que perderem o prazo estarão sujeitos ao pagamento de multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido.

O programa gerador da declaração está disponível no site da Receita Federal. A declaração do Imposto de Renda é obrigatória para quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado.

Neste ano, a declaração do Imposto de Renda teve uma série de mudanças. As principais são a redução da idade mínima –  de 14 para 12 anos – na apresentação do CPF (Cadastro de Pessoa Física) de dependentes e a incorporação do Receitanet, programa usado para transmitir a declaração ao programa gerador do documento.

Declaração é indispensável

Precisa ainda declarar o Imposto de Renda quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; quem obteve, em qualquer mês de 2016, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros.

Quando se trata de atividade rural, é obrigado a declarar o contribuinte com renda bruta superior a R$ 142.798,50; quem pretende compensar prejuízos do ano-calendário 2016 ou posteriores ou quem teve, em 31 de dezembro do ano passado, a posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, com valor total superior a R$ 300 mil.

A Receita Federal pagará a restituição do Imposto de Renda Pessoa Física em sete lotes, entre junho e dezembro deste ano. O primeiro lote sairá em 16 de junho, o segundo em 17 de julho e o terceiro em 15 de agosto. O quarto, quinto e sexto lotes serão pagos, respectivamente, em 15 de setembro, 16 de outubro e 16 de novembro. O sétimo e último lote está previsto para ser pago em dezembro.

Ao fazer a declaração, o contribuinte deve indicar a agência e a conta bancária na qual deseja receber a restituição. Idosos, pessoas com deficiência física, mental ou doença grave têm prioridade para receber a restituição.

Por | 24/04/2017|

Inflação do aluguel, IGP-M acumula 3,48% em 12 meses

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A segunda prévia de abril do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acusou deflação (queda de preços) de 0,99%. A segunda prévia de março havia registrado 0,08%. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M acumula taxa de 3,48% em 12 meses.

A queda da taxa entre março e abril foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve deflação de 1,60% na segunda prévia de abril, ante uma deflação de 0,08% em março.

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 0,32% para 0,30% no período. Já o Índice Nacional de Custo da Construção recuou de uma inflação de 0,52% em março para uma deflação de 0,09%.

Por | 19/04/2017|

Intenção de consumo das famílias cai 0,5% entre março e abril

Foto: Agência Brasil

A Intenção de Consumo das Famílias, medida pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), recuou 0,5% na passagem de março para abril. Mesmo assim, o indicador avançou 6,2% na comparação com abril de 2016, de acordo com a CNC.

A queda de 0,5% na comparação mensal foi provocada por avaliações de consumidores sobre suas perspectivas profissionais (que caíram 2,4%) e sobre o momento ser considerado adequado para a compra de bens duráveis (queda de 3,8%).

Mais cinco componentes da Intenção de Consumo das Famílias tiveram alta de março para abril: compra a prazo (1%), perspectiva de consumo (0,6%), emprego atual (0,4%), nível de consumo atual (0,4%) e renda atual (0,3%).

Já na comparação anual, seis dos sete componentes registraram alta: perspectiva de consumo (22,5%), momento para duráveis (14,1%), emprego atual (5,7%), nível de consumo atual (4,6%), perspectiva profissional (3,7%) e renda atual (1,4%). Apenas a avaliação sobre compra a prazo teve queda (-0,5%).

Por | 19/04/2017|

Reforma da Previdência agrava desigualdades sociais, dizem CNBB, OAB e Cofecon

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Federal de Economia (Cofecon) manifestaram-se hoje (19) contra a reforma da Previdência. Em nota, as três entidades disseram que é necessário que a sociedade brasileira esteja atenta às “ameaças de retrocessos”.

“A PEC 287 [Proposta de Emenda à Constituição] vai na direção oposta à necessária retomada do crescimento econômico e da geração de empregos, na medida em que agrava a desigualdade social e provoca forte impacto negativo nas economias dos milhares de pequenos municípios do Brasil”, diz a nota. “A ampla mobilização contra a retirada de direitos, arduamente conquistados, perceptível nas últimas manifestações, tem forçado o governo a adotar mudanças. Possíveis ajustes necessitam de debate com a sociedade para eliminar o caráter reducionista de direitos.”

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC 287/16 está reunida para a leitura do parecer do relator, Arthur Maia (PPS-BA), sobre o projeto. A previsão é que o texto seja votado na comissão na próxima semana.

Para as entidades, nenhuma reforma que afete direitos básicos da população pode ser formulada sem a devida discussão com o conjunto da sociedade e suas organizações. “A reforma da Previdência não pode ser aprovada apressadamente, nem pode colocar os interesses do mercado financeiro e as razões de ordem econômica acima das necessidades da população. Os valores ético-sociais e solidários são imprescindíveis na busca de solução para a Previdência”, dizem as entidades.

Para a CNBB, a OAB e a Cofecon, as mudanças nas regras da seguridade social têm de garantir a proteção aos vulneráveis, idosos, titulares do Benefício de Prestação Continuada (BPC), enfermos, acidentados, trabalhadores de baixa renda e trabalhadores rurais. “As mulheres merecem atenção especial, particularmente na proteção à maternidade.”

As entidades pedem ainda uma auditoria na Previdência Social que justifique a reforma proposta.

“Sem números seguros e sem a compreensão clara da gestão da Previdência, torna-se impossível uma discussão objetiva e honesta, motivo pelo qual urge uma auditoria na Previdência Social. Não é correto, para justificar a proposta, comparar a situação do Brasil com a dos países ricos, pois existem diferenças profundas em termos de expectativa de vida, níveis de formalização do mercado de trabalho, de escolaridade e de salários. No Brasil, 2/3 dos aposentados e pensionistas recebem o benefício mínimo, ou seja, um salário mínimo, e 52% não conseguem completar 25 anos de contribuição”, argumentam as entidades.

Durante esta semana, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a reforma da Previdência é uma necessidade financeira e fiscal e que a medida irá contribuir para a retomada do crescimento do país. “A reforma não é uma questão de preferência ou de opinião, é uma questão de necessidade matemática, financeira, fiscal. Se o país não fizer uma reforma no devido tempo, em primeiro lugar, as taxas de juros brasileiras, ao invés de cair, vão voltar a subir fortemente, vão faltar recursos para o financiamento do consumo, do investimento, o desemprego voltará a crescer e, ao mesmo tempo, teremos a inflação de volta”, disse.

Por | 19/04/2017|

Brasileiros estão mais otimistas em relação à queda da inflação, diz CNI

Foto: Agência Brasil

O consumidor está mais otimista em relação à expectativa de diminuição da inflação nos próximos seis meses. É o que revela o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor, divulgado hoje (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Depois da queda de 2,3% em março, o índice aumentou 1,4% em abril e atingiu 103,4 pontos. Quanto maior o índice, maior é o número de pessoas que espera a queda da inflação.

O resultado ficou 6,1% acima do verificado em abril de 2016, quando foi de 97,5 pontos. Mesmo com o aumento, o indicador continua abaixo da média histórica, iniciada em março de 2001, que é de 108,6 pontos.

De acordo com a CNI, o crescimento é resultado da melhora das perspectivas dos brasileiros em relação à inflação, ao emprego, à renda pessoal, ao endividamento e à situação financeira. “Melhoraram, especialmente, as perspectivas sobre a evolução dos preços”, diz a nota da confederação.

Segundo a entidade, o consumidor, no entanto, continua cauteloso na hora de comprar bens de maior valor, como eletrodomésticos e móveis. O indicar em abril registrou recuo: a queda na comparação com março foi de 1,7% e, em relação ao março de 2016, alcançou 2,1%.

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor da CNI, feito em parceria com o Ibope, ouviu nesta edição 2.002 pessoas em 143 municípios entre os dias 7 e 11 de abril.

Por | 19/04/2017|

Varejão Municipal de Piracicaba oferece pescados com economia entre 10% e 20%

Foto: Justino Lucente/CCS

A tradição pede que se consuma pescados durante a Quaresma e, principalmente, na Semana Santa. O bacalhau está entre os preferidos dos consumidores, mas existem outras espécies de peixes que podem compor uma refeição saborosa nesse período em que as carnes vermelhas são deixadas de lado por muitos brasileiros. Para atender a este público, a Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sema), promove anualmente o Varejão Especial de Pescados, que começa hoje (12), e segue até sábado (15), na rua Santa Cruz, 1.260, atrás do TCI (Terminal Central de Integração). No Varejão, além da qualidade e variedade, outro grande atrativo é a economia, que gira em torno de 10% a 20% em relação à iniciativa privada.

De acordo com Nilton Barbosa, do Departamento de Abastecimento (Depab) da Sema, seis permissionários vão comercializar peixes de diversas espécies, de água doce e salgada, congelados, de entrepostos como Bom Peixe, e frescos, da Ceasa (Central de Abastecimento) de São Paulo.

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PARA TODOS OS GOSTOS – A carne de peixe é muito saudável, mas há diferenças entre os de água doce e salgada. O de água doce é mais gorduroso e tem um sabor de “terra”. O peixe de mar tem uma carne mais leve e menos gordurosa. Se forem de água quente, têm a carne mais mole; de água fria, mais dura e gordurosa, como é o caso do atum e do salmão.

Quem gosta dos peixes de água doce terá à disposição no Varejão o pacu (banda) e o tambaqui (R$ 23/kg), o cascudo (R$ 17/kg), costela de pacu e de tambaqui (R$ 24/kg), curimbatá (R$ 14,90/kg), dourada postas (R$ 36/kg), filhote inteiro (R$ 37,90/kg), filhote postas e pintado postas (R$ 39/kg), lambari e pacu grande (R$ 18/kg), piapara (R$ 23,90/kg), filhote inteiro (R$ 39/kg), pintado inteiro, com cabeça (R$ 35/kg), salmão filé (R$ 65/kg), tilápia filé san peters (R$38/kg), tilápia inteira (R$ 15/kg), trairão (R$ 16/kg) e tucunaré (R$ 24,90/kg).

O mais procurado entre os peixes de água salgada é, sem dúvida, o bacalhau. Nos varejões, são encontrados o lombo de bacalhau e bacalhau do Porto (R$ 35/kg). Além dele, há a merluza filé (R$ 23/kg), o merluzão (R$ 28/kg), cação lombo (R$ 19,90/kg), cavalinha (R$ 14/kg), pescada branca filé (R$ 25/kg), sardinha espalmada (R$ 16,90/kg), sardinha inteira (R$ 13,90/kg) e o camarão rosa (R$ 50/kg).

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TRADIÇÃO – A permissionária Maria Aparecida Rosária Rombaldo comercializa peixes nos varejões municipais há 30 anos. De acordo com ela, entre os mais procurados pelos consumidores na Semana Santa em sua banca estão a piapara, filhote, pintado, cacão em posta, pescada branca filé e filé de aruanã. “Para churrasco são muito procurados o filhote e o pintado em posta. A piapara, então, nem se fala”, completou ela.

Gracia Lara compra peixes toda semana no Varejão da Vila Rezende. “Compro filé de pescada branca, pintado, bacalhau fresco, namorado, cação e salmão. Depende do bolso”. Na Sexta Santa, o peixe será o prato principal no almoço em família.

Sirlei Oliveira e a família consomem sempre. Entre os preferidos da família estão o filhote, bacalhau fresco, sardinha fresca e o crustáceo camarão. A receita de bacalhau em natas será o prato principal da Sexta-feira Santa. “Gosto muito de comprar no varejão, pois além dos preços serem bons, a qualidade também é muito boa”, disse.

Yvone Basaglia Zotelli, moradora do bairro São Dimas, já antecipou sua compra para no Varejão Central. Na semana passada ela levou sardinha salgada. “Frequento o Varejão Central quase todas as quartas-feiras. Comprei sardinha, que em filés e vou congelar para fazer no dia”, contou.

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PARA ACOMPANHAR – Além dos peixes, o consumidor também encontrará nos varejões completa cesta de hortifrutigranjeiros, com economia que varia entre 28% a 35%. Os campeões de venda para acompanhar os pratos que levam peixes são o tomate, a cebola, a batata e os pimentões coloridos.

O consumidor vai encontrar estes produtos no Varejões Municipais com os seguintes preços aproximados por quilo: tomate salada (R$ 5,12), cebola grande (R$ 1,92), batata ágata especial (R$ 3,07). Já o pimentão verde custará, aproximadamente, R$ 3,20, e os pimentões amarelo e vermelho em torno de R$ 6,40.

A Sema informa que os preços estão sujeitos a alterações, conforme a cotação do mercado atacadista e varejista.

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ONDE COMPRAR? – O Varejão Especial de Pescados acontece nas dependências do Varejão Municipal Central, à rua Santa Cruz, 1.260, Centro (ao lado do TCI – Terminal Central de Integração). No dia 12 funcionará das 15h às 19h30; dia 13, das 15h às 19h, e dias 14 e 15, das 6h às 12h.

Há bancas de pescados nos seguintes Varejões Municipais: São Jorge (terça-feira, das 15h às 19h30), Água Branca (terça das 5h às 19h30), Paulista II (quarta-feira das 15h às 19h30), Vila Sônia I (quarta, das 6h às 11h), Mário Dedini (domingo, das 6h às 11h), Alvorada (sexta-feira, das 15h às 19h30), Piracicamirim (sábado, das 5h às 11h), Paulista (sábado, das 7h às 19h30), Raposo Tavares (domingo, das 5h às 11h) e Cecap/Eldorado (domingo, das 6h às 11h).

Por | 12/04/2017|

Prefeitura de Piracicaba não descarta atraso nos salários dos servidores públicos

Foto: Fabrice Desmonts / Câmara

Redução de gastos. Economia patinando. Pouca expectativa de recuperação. Reavaliação das receitas. Período crítico. Expressões que predominaram entre os representantes da Prefeitura de Piracicaba na apresentação dos dados sobre a situação financeira do município, em audiência pública na Câmara ontem a noite (10), convocada pelo vereador Lair Braga (SD).

Num dos momentos mais pessimistas do encontro, o vice-prefeito José Antonio de Godoy, também secretário de Governo e Desenvolvimento Econômico, cogitou até atraso nos pagamentos aos fornecedores e funcionários. “A gente espera que isso não aconteça”, declarou.

Nesse sentido, Godoy citou os esforços da Prefeitura para fechar o caixa no azul: reduções de cargos comissionados e das funções gratificadas, unificação das secretarias, acúmulo de cargos entre os secretários e cortes de horas-extras e de contratos com as empresas terceirizadas. Ele mencionou ainda o esforço da Câmara de Vereadores de Piracicaba, em abrir mão dos R$ 5 milhões do Orçamento anual.

Conforme a Secretaria de Finanças, a arrecadação do município este ano deve encolher em R$ 65 milhões ante ao que foi projetado pela Prefeitura em setembro de 2016 na LOA (Lei Orçamentária Anual). Na prática, isso significa que em vez de R$ 1.266.013.300, pode haver R$ 1.200.911 para o execício financeiro de 2017.

“A frustração das receitas obrigou a Prefeitura a fazer o contingenciamento das despesas”, contextualizou o economista Pedro Vinícius Gomes de Freitas. Ele esteve na Câmara representando a Secretaria de Finanças. O responsável pela Pasta, José Admir Moraes Leite, embora tenha sido convocado no requerimento 214/2017, não compareceu.

O vereador Lair Braga disse que solicitou a audiência após a declaração do ex-prefeito Gabriel Ferrato, que esteve à frente da Prefeitura até o ano passado. Em carta divulgada pela imprensa, Ferrato alegou ter deixado quase R$ 74 milhões para o ano de 2017.

Pedro Vinícius disse que a informação transmitida por Ferrato não está errada, mas deixou um “porém”: dos R$ 73.937.120, sobraram R$ 12,4 milhões para livre movimentação. “Ele [Gabriel] não faltou com a verdade, apenas fez uma interpretação equívoca”, declarou o funcionário da Finanças.

A conta deixa de ser superavitária e vai para o negativo quando é embutida uma despesa que “pegou” de surpresa a Prefeitura: uma dívida de quase R$ 20 milhões com os hospitais Fornecedores de Cana (HFC) e Santa Casa de Misericórdia.

O valor corresponde a procedimentos realizados pelas instituições em regime “extra teto”, ou seja, além do que previsto em contrato, a pedido da Prefeitura, que contratou acréscimo de leitos hospitalares, procedimentos ambulatoriais de alta complexidade, além de atendimentos de média e alta complexidade pelo SUS. Com isso, o déficit estimado é de R$ 8 milhões para o exercício financeiro de 2017.

Na tabela de evolução das receitas previstas e arrecadadas da Prefeitura, é possível verificar que desde 2014 a arrecadação tem sido menor do que a projetada. “Piracicaba pode ser considerada única no Estado e até no país. Municípios da região sofrem com as contas públicas desde 2014”, completou Pedro Vinícius.

Segundo Lair Braga, outro objetivo da audiência foi o de contribuir com o Sindicato dos Funcionários Públicos de Piracicaba na negociação com a Prefeitura para a reposição anual dos servidores.

Inicialmente, a categoria reivindicava reposição salarial de 5,08% e abono de R$ 100. Ante ao anúncio de “reajuste zero” pelo prefeito Barjas Negri, a categoria anunciou estado de greve, mas arregou da paralisação após o Executivo anunciar que descontaria do funcionalismo os dias sem trabalho. Com isso, saiu vencedora a proposta de 4,59%, parcelada em duas vezes, retroativa a março, e 2,29% em setembro, sem o pagamento de abono.

O vereador Lair Braga deu “graças a Deus” para o acordo. “Não houve a greve, as negociações avançaram e regimentalmente não poderia ser cancelada a audiência”, justificou ele.

O presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos, José Valdir Sgrigneiro, lembrou que a categoria saiu do “reajuste zero” para “algum avanço”. “Felizmente tudo correu bem. Vamos continuar acompanhando a evolução das receitas do município”, disse, ao informar que estava na audiência “mais para ouvir, do que para falar”.

O encontro teve ainda a presença do procurador geral Milton Bissoli e dos vereadores Adriana Cristina Sgrigneiro Nunes, a Coronel Adriana (PSDB), Dirceu Alves da Silva (SD), Gilmar Rotta (PMDB), Osvaldo Schiavolin, o Tozão (PSDB), Paulo Henrique Paranhos Ribeiro (PRB) e Pedro Kawai (PSDB).

Por | 11/04/2017|
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